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PROJETO SÃO FRANCISCO ULTRAPASSA A MARCA DE 9 MIL TRABALHADORES

O Projeto de Integração do Rio São Francisco registra novo aumento no número de trabalhadores. São 9.186 pessoas em ação e 2.736 máquinas em atividade nos canteiros, que ficam nos Estados do Ceará, Paraíba e Pernambuco. Foram cerca de mil contratações desde dezembro do ano passado.

O empreendimento tem 477 quilômetros de canais de concreto (mais do que a distância entre Rio de Janeiro e São Paulo), formando os Eixos Norte e Leste e outras estruturas para conduzir a água no semiárido nordestino. A obra está na lista das maiores em execução no mundo e inclui a recuperação de 23 açudes, construção de 27 reservatórios, além de nove estações de bombeamento, 14 aquedutos e quatro túneis exclusivos para a passagem de água.

Ao longo dos Eixos Norte e Leste, 14 aquedutos vão possibilitar que a água seja transportada sem obstáculo de vales ou depressões no terreno. Os aquedutos são estruturas semelhantes a viadutos, utilizados apenas para passagem de água.

No Eixo Leste, nove estações de bombeamento serão responsáveis por elevar a água a 313 metros acima do nível do Rio São Francisco – altura equivalente a um edifício de 104 andares. Já no Eixo Norte, a água será elevada a 176 metros acima do rio – altura que pode ser comparada a um prédio de 58 andares. As estações de bombeamento são consideradas obras complexas de engenharia dentro do projeto. O empreendimento conta também com a construção de 27 reservatórios ao longo dos canais. O objetivo é acumular água para dar segurança hídrica ao semiárido, que possui períodos cíclicos de estiagem.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco conduzirá água por dois canais até os reservatórios existentes nos Estados. Para isso, o Ministério da Integração Nacional trabalha em parceria com os governos do Ceará, Paraíba e Pernambuco na execução de diversas obras hídricas complementares. Em Pernambuco, por exemplo, a construção do Ramal do Agreste atenderá à Adutora do Agreste, obra de abastecimento do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC2), que levará água para 68 cidades e 80 distritos. Na Paraíba, as Vertentes Litorâneas vão distribuir a água do Rio São Francisco pelo agreste e por municípios próximos a região metropolitana de João Pessoa. No Ceará, o Cinturão das Águas reforçará o abastecimento do Cariri. Mais de 320 cidades localizadas a um raio de cinco quilômetros dos canais também serão abastecidas pelo projeto.

No total, o empreendimento vai levar água a uma população estimada em 12 milhões de pessoas, em 390 municípios nos Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. “Todo o nosso esforço é para concluir a obra em 2015”, afirma o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, que acompanha a execução das obras em visitas periódicas aos canteiros.

“VOCÊ NOMEIA SECRETÁRIO, MAS NINGUÉM NOMEIA GOVERNADOR. GOVERNADOR QUEM ELEGE É O POVO”, AFIRMA ARMANDO MONTEIRO

Pré-candidato a governador, o senador Armando Monteiro (PTB) tem certeza de que o fundamental no debate eleitoral no Estado, em 14, é discutir os desafios do desenvolvimento de Pernambuco nos próximos anos. “Precisamos olhar para o futuro do nosso Estado, ter um debate sobre os problemas, os desafios e as potencialidades”, afirmou Armando, durante entrevista ao programa de Geraldo Freire, na Rádio Jornal, no Recife, nesta segunda-feira (24).
O senador falou também sobre a formação do palanque de apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff em Pernambuco, sobre o processo de escolha do candidato adversário e o precário debate entre a necessidade de um perfil técnico ou político. “O fundamental nesse processo é que se possa aliar experiência, capacidade de articulação e um sentido de direção. Outra questão também muito importante é a capacidade de caminhar com as próprias pernas, ter um sentido de independência, que é tão importante e algo tão caro a Pernambuco”, acrescentou.
Veja abaixo os principais trechos da entrevista:
A construção da aliança ao governo
Armando Monteiro – “Eu estou construindo no nosso campo aquelas alianças, evidentemente que o parceiro preferencial é o PT, e isso caminha muito bem pelo calendário que foi estabelecido aqui pela direção nacional e regional do PTB. Portanto, nós aguardamos com muita tranquilidade que esse processo se conclua agora em março, e tenho recebido manifestações já muito positivas de lideranças do partido em Pernambuco. Tenho mantido contato também com outras legendas, com outros partidos, para que a gente possa concluir esses entendimentos e oferecer um expressivo leque de alianças para fortalecer esse projeto”.
Um palanque forte para a reeleição da presidente Dilma
Armando Monteiro – “Tenho a impressão que nós vamos ter aí surpresas nesse processo. Quero lembrar que as convenções só ocorrem em junho, ou seja, as alianças só são formalizadas em junho. Portanto, há muito ainda o que acontecer pela frente. Portanto, continuamos ainda muito tranquilos dentro desse calendário que foi estabelecido, conversando com todas as legendas, preferencialmente as legendas do nosso campo. Quando eu digo as do nosso campo são aquelas que estão alinhadas ao campo nacional com a candidatura da presidente Dilma. Portanto, vamos aí concluir esse processo, de modo a que tenhamos um amplo leque de alianças e uma chapa forte porque o nosso compromisso aqui, fundamentalmente, é fazer esse palanque da reeleição da presidente Dilma”.
Experiência política x perfil técnico 
Armando Monteiro – “Eu acho esse debate precário. Acho que você tem aí um debate sobre Pernambuco, sobre os problemas, os desafios, as potencialidades, olhando para o futuro de Pernambuco. Evidentemente que aquele candidato que tem experiência politica, que já tem uma visão do processo politico e que ao mesmo tempo valoriza o processo técnico, porque hoje as escolhas, as decisões políticas têm que ser informadas tecnicamente, portanto, o fundamental nesse processo é que se possa aliar experiência, capacidade de articulação e um sentido de direção. Porque o político é aquele que sabe, em determinadas circunstâncias, definir prioridades e aliar a essa experiência sensibilidade. E acho ainda que há uma questão também muito importante, que é a capacidade de caminhar com as próprias pernas, ter um sentido de independência que é tão importante e algo tão caro a Pernambuco”.
O sr. diz então que o outro candidato é um poste?
Armando Monteiro – “Não, eu não digo isso. Eu tenho respeito pelas pessoas e esse processo que culminou com a indicação é um processo que foi acompanhado por vocês, que, em última instância, indicou que não havia uma candidatura natural nesse campo. Tanto que se assistiu a um processo curioso em que havia exposição de nomes, frituras, vetos. Mas isso não importa! O que importa é que ao final essa escolha foi definida e, a partir de agora, definidas as pré-candidaturas e confirmadas nas convenções, esse crivo muda. Não é mais um grupo fechado, não é mais um processo que se dá dentro de um grupo. Aí, sim, nós temos que ter um crivo da opinião pública, porque é ela que vai efetivamente fazer um julgamento da habilitação do candidato. Portanto, aí, esse outro campo, é um campo essencialmente democrático. E aí só o debate, o contraditório, a discussão das questões de Pernambuco é que ao final vão orientar esse processo. Eu quero dizer é que você nomeia secretário, mas ninguém nomeia governador. Governador quem elege é o povo”.
Sobre a política econômica
Armando Monteiro – “O importante é que a presidente Dilma tem dado sinais da disposição de conter as pressões inflacionárias. Tem fatores climáticos, tem fatores sazonais, mas o fato é o seguinte: ela não tem medido esforços para combater. Veja que a taxa de juros vem sendo elevada praticamente há seis meses, exatamente para conter as pressões inflacionárias. Mesmo não sendo simpático aumentar os juros, ela tem feito isso, é um remédio duro, mas que precisa ser utilizado. Porque o pior dos cenários é o que você indicou, é o povo sentir que vai perdendo o poder de compra porque os bens ficam mais caros e evidentemente a renda real do trabalhador diminui. Por outro lado, o governo anunciou agora um programa de redução de gastos, de despesas, corte no orçamento. Então, acho que o efeito combinado desses cortes, da política fiscal, com esse aperto que foi dado na política monetária, tudo isso vai garantir que tenhamos um quadro de inflação absolutamente controlado. E que a inflação possa ceder mais e mais. Portanto, esse é o compromisso fundamental da presidente Dilma. Porque, ao longo de todo governo dela, os trabalhadores tiveram ganhos reais, ou seja, os ganhos ficaram acima da inflação. Portanto, ela não irá permitir que a inflação termine por confiscar ou diminuir a renda do trabalhador. Esse é um compromisso fundamental”.

EDUARDO CAMPOS SE EMOCIONA: “EU AVALIZO PAULO CÂMARA”

Em discurso, há pouco, no ato de anúncio da chapa da Frente Popular, o governador Eduardo Campos disse que o Brasil vive um baixo crescimento econômico há três anos. Falou como candidato a presidente destacando ser um grande desafio. Disse que iria reconhecer o que foi feito certo e errado no País.

“O Brasil está derretendo seus fragmentos econômicos. A cada ano que passa a nossa indústria está menor, a reforma agrária estagnou e a violência aumenta no País puxado pelo crack”, disse.  Sobre Paulo Câmara, disse que ele ajudou a fazer a nova partilha do ICMS, que, segundo ele, ajudou muito os municípios.

Destacou, ainda, que Câmara fez, ainda, o FEM, o Fundo Estadual dos Municípios, mantido com recursos do Estado. “Estamos juntos em torno de um objetivo: que o Estado continue avançando, melhorando. O nosso campo político está unificado e animado para ir às ruas”, disse.

“Os nossos compromissos foram honrados um a um com o povo. Aprendi com Miguel Arraes de honrar os compromissos com o povo, a quem devemos nos curvar”, disse, para acrescentar: “Se muito foi feito, muito terá pela frente para ser feito”, para em seguida destacar que quando foi eleito olhou para frente e não para ficar reclamando do passado.

“Quando eleito, disse que o meu governo era o pós-Jarbas, sem ficar olhando pelo retrovisor”, disse. Eduardo afirmou, ainda, que os pernambucanos vão às urnas em outubro para renovar. O governador, por fim, prestou homenagem a Ariano Suassuna, que está presente, em nome do seu avo Miguel Arraes.

 E sentenciou: “Eu avalizo por Paulo Câmara. Fizemos a melhor aposta, um homem generoso, que vai fazer muito por Pernambuco”. (Blog do Magno)

LIDERANÇAS POLÍTICAS COMEÇAM A CHEGAR PARA O LANÇAMENTO DE PAULO CÂMARA, PREFEITO PATRIOTA SERÁ O PRIMEIRO A DISCURSAR

A movimentação já é grande no hotel onde será realizado o lançamento da chapa majoritária do PSB, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Alguns deputados federais, como Anderson Ferreira (PR), e estaduais, como João Fernando Coutinho (PSB) e Henrique Queiroz (PR), já estão no local. O evento para o anúncio de Paulo Câmara (PSB), Raul Henry (PMDB) e Fernando Bezerra Coelho (PSB) como candidatos a governador, vice e senador, respectivamente, deve começar ao meio-dia.

De acordo com os organizadores, o primeiro a discursar será o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota (PSB), que falará em nome dos prefeitos. Em seguida, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Waldemar Borges (PSB), discursa em nome dos deputados estaduais. Será seguido, pelo deputado federal Inocêncio Oliveira (PR). Depois deles, a expectativa é de que os integrantes da chapa majoritária discursem. Há previsão de que o governador Eduardo Campos (PSB) encerre o evento.

Além dos parlamentares, várias lideranças políticas de várias partes do estado começam a chegar ao local do evento. De Custódia, município do Sertão, por exemplo, estão presentes o ex-prefeito Nemias Gonçalves e os vereadores Neguinho, Carlos Gonzaga e Cicinho, todos eles do PSB. (Com informações da repórter Rosália Rangel, do Diário de Pernambuco)

EM GRANITO,PEDRO EUGÊNIO VISITA SUPERINTENDENTE DA CODEVASF

O coordenador da bancada do Nordeste, deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE) visitou, neste domingo (22), o superintendente da Codevasf, João Bosco que recentemente tomou posse em Petrolina. Os petistas se reuniram, em Granito, no sertão pernambucano, na casa de Bosco que é ex-prefeito do município. 
“Fui colocar meu mandato a disposição de Bosco para apoiar sua gestão e as ações de fortalecimento dos projetos hídricos no Sertão”, afirmou Pedro Eugênio, sobre a visita. 

NO EVENTO DO PSB, PAULO CÂMARA DEFENDERÁ LEGADO DE EDUARDO NO ESTADO

Um discurso a favor de Pernambuco, que necessariamente não será um discurso de oposição ao governo federal. Essa será a postura no palanque do ainda secretário da Fazenda e, a partir de hoje, candidato oficial ao governo do Estado, Paulo Câmara (PSB). No primeiro pronunciamento à imprensa, após a indicação do nome pelo governador Eduardo Campos (PSB), sábado (22) – na também primeira aparição pública, a de apresentação à sociedade, no Baile Municipal –, Câmara disse que vai “trabalhar por Pernambuco”, numa campanha que estará umbilicalmente vinculada à campanha presidencial de Eduardo.

“O discurso é a favor de Pernambuco, então vamos trabalhar a favor de Pernambuco. Óbvio que temos candidato a presidente, que não é o atual (Dilma Rousseff, PT) do governo federal. Nós vamos conversar com muita tranquilidade porque, em 2015, vamos ter o governador Eduardo Campos como presidente, e ele vai eleger o seu sucessor aqui em Pernambuco”, afirmou o futuro candidato.

Câmara revelou que recebeu com serenidade e honrado a indicação e reconheceu que o governo Eduardo será o seu maior fiador na sua primeira experiência eleitoral. “Sem dúvida. Vamos mostrar o legado que construímos nos últimos sete anos com o governador, um legado importante. Pernambuco precisa continuar avançando”, avaliou, já aplicando o “nós fizemos” ao que realizou o governo.

Candidato ao Senado, o ex-ministro da Integração de Dilma, Fernando Bezerra Coelho revelou que tratará “sempre com muito carinho e respeito” a presidente. Ponderou, entretanto, que não está em disputa a relação pessoal, mas uma discussão sobre o Brasil que o povo quer.

“O Brasil chega ao final de um ciclo político que foi muito bom, com inserção de milhões no mercado de consumo. Inclusão social nunca vista no País. Mas, o País também começa a patinar sobre o futuro. O problema não é a gestão de Dilma, mas os 12 anos do PT”, alinhou o pensamento ao do presidenciável Eduardo. “As últimas eleições estaduais e municipais revelam a reprovação aos governos do PT”, alegou Bezerra Coelho. (Ayrton Maciel-JC)

JOÃO LYRA, A INCERTEZA NO ANÚNCIO DO PSB

Depois de uma disputa interna “intriguenta” entre os pretendentes e uma solução traumática, o governador Eduardo Campos e o PSB – ladeados por partidos da Frente Popular – apresentam oficialmente, hoje, às 12h, em um hotel de Boa Viagem, a chapa para a disputa sucessória em Pernambuco – secretário da Fazenda, Paulo Câmara (PSB) ao governo, deputado federal Raul Henry (PSDB) na vice e o ex-ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho (PSB) ao Senado – debaixo de uma expectativa que pode durar até a hora do ato. A dúvida é se o vice-governador João Lyra Neto (PSB), preterido na disputa, vai participar e anunciar o engajamento na campanha de Câmara.
Especulações de bastidores apontam para três opções: acata a escolha e sobe sem entusiasmo no palanque; cuidará só do governo pós-saída de Eduardo; ou renuncia ao mandato para ser candidato a deputado federal. A última hipótese seria a mais incômoda para Eduardo, o PSB e a Frente. Segundo na ordem de sucessão, assumiria o presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Uchoa (PDT), um conservador, com práticas questionadas na Casa, que está no quarto mandato na presidência da Alepe. Um perfil que contraria o discurso presidencial de Eduardo de “nova política”.

DEPUTADO COMANDA CAMAROTE NAS VIRGENS DO BAIRRO NOVO

O deputado estadual Ricardo Costa (PMDB) comandou um camarote durante o desfile das Virgens do Bairro Novo, neste domingo (23), em Olinda. Ricardo aproveitou o desfile para cumprimentar foliões. Olinda, diga-se de passagem, é o território eleitoral do político que tentará esse ano a reeleição na Alepe.

No ano passado, o político seria candidato a Prefeitura de Olinda, mas desistiu depois que o governador Eduardo Campos (PSB) disse que não o apoiaria e pediria votos para Renildo Calheiros (PC do B), reeleito.

FUTURO

Do prefeito de Petrolina, Júlio Lossio (PMDB), sobre frase atribuída a Eduardo Campos de que a cara do secretário Paulo Câmara dialoga mais com a imagem de “futuro” e “esperança” que a do senador Armando Monteiro: “O senador tem a cara da competência, da experiência e do trabalho. Já o candidato do PSB tem a cara da subordinação ao parentesco”.(Fogo Cruzado)

TADEU QUEBRA O SILÊNCIO

Titular da Casa Civil de Eduardo Campos, Tadeu Alencar comanda numa pasta cuja superfície de contato com a classe política é ampla. Para lá, convergem: vereadores, prefeitos, deputados…Foi nesse contexto que o nome do secretário apareceu cotado para sucessão e ganhou ressonância na Alepe, mas ele, ao longo do processo de escolha, hoje encerrado, manteve-se mergulhado no silêncio, ainda que atingido por fogo amigo. Agora, que já não cabe mais questionamento, Tadeu expressa sua posição: “Nunca me coloquei como candidato. Sempre procurei, de modo absolutamente linear, cumprir meu papel no governo, jamais fazendo jogo pessoal”. Não se permite citar nomes. Foi alvo de duros ataques. A autoria, nos bastidores, foi atribuída aos defensores de Paulo Câmara. A despeito do disse-me-disse, Tadeu enaltece a escolha. “A chapa é muito boa, composta de pessoas com serviços prestados a Pernambuco e ao Brasil, com condições de corresponder à expectativa dos pernambucanos”.
Por: Renata Bezerra – Folha de Pernambuco