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ARMANDO APONTA AVANÇOS NO BALANÇO DE 2013

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) fez um balanço de sua atividade parlamentar em 2013 e falou sobre as perspectivas para 2014. A manifestação foi durante pronunciamento na tribuna do Senado, nesta quarta-feira, 18. Armando disse que foi um ano positivo, dedicado sobretudo à criação de um ambiente institucional mais favorável aos negócios, aos investimentos produtivos, à multiplicação de oportunidades, à promoção da educação para o emprego e à segurança às comunidades.

Armando destacou as propostas relativas ao pacto federativo, como a resolução que reduz as alíquotas do ICMS em operações interestaduais, o projeto de lei complementar que estabelece fundos de compensação aos Estados pelas perdas de arrecadação com a reforma do ICMS. Lembrou que, na Comissão de Assuntos Econômicos, foi aprovado relatório de sua autoria com a criação desses fundos: o de Compensação de Receitas e do Fundo de Desenvolvimento Regional.

Também destacou as ações em defesa do Programa Reintegra, que propiciou ao setor exportador do País um bônus fundamental para compensar resíduos tributários que ainda estão presentes nas cadeias exportadoras e que, de algum modo, hoje, comprometem a competitividade das exportações do País.

Mas Armando Monteiro comemorou outras ações positivas na agenda em defesa do setor que produz, especificamente das micro e pequenas empresas e dos microempreendedores individuais. Destacou um projeto de lei, de sua autoria, que busca corrigir uma distorção presente no Sistema Simples Nacional, que é o aumento desproporcional na carga tributária quando os pequenos negócios avançam em termos de faturamento.

No que toca à segurança pública, Armando detalhou a participação em comissões importantes do Congresso Nacional, a exemplo da Comissão Especial de Segurança Pública e da que apresentará propostas para a reforma do Código Penal. Como membro efetivo dessa comissão especial, o senador chamou atenção para as 18 emendas acatadas, das 35 apresentadas ao novo projeto do relator, senador Pedro Taques. Entre elas, a que soma nova pena de prisão à pena original dos detentos que participem de motins na prisão.

Ações para Pernambuco – Com relação a outras ações prioritárias, o senador chamou atenção para ações exitosas que empreendeu junto ao Ministério dos Transportes e que resultou na autorização de obras de melhorias na BR-101, no trecho entre Ibimirim e Petrolândia, além da duplicação do trecho da BR-423, entre São Caetano e Garanhuns, no Agreste.

Armando reconheceu que foram muitas conquistas, mas também ressaltou que o momento é de olhar para a frente e continuar avançando, uma vez que o atual ciclo de crescimento estadual pernambucano vem perdendo impulso. Por isso, Armando reiterou seu apoio e parceria com o governo federal.

“Considero essencial a manutenção da parceria com o governo federal para Pernambuco continuar avançando. Precisamos unir forças e consolidar a visão de um futuro melhor, com oportunidades e bem-estar para todos em nosso estado”, salientou.

(Crédito da foto: Ana Luíza Sousa/Divulgação)

SECRETÁRIO WILSON DAMÁZIO DEIXA GOVERNO

NOTA À IMPRENSA

O governador Eduardo Campos aceitou o pedido de exoneração do secretário de Defesa Social, Wilson Damázio, apresentado depois que declarações a ele atribuídas em reportagem do Jornal do Commercio motivaram críticas e cobranças. Ele se reuniu nesta quinta-feira (19/12) com o secretário, agradeceu pelos bons serviços prestados e designou o delegado federal Alessandro Carvalho para responder pela pasta.

Eduardo enfatizou que o Pacto pela Vida seguirá seu desenvolvimento pautado em valores, “como politica de estado que é, acima de pessoas e acima de governos”.

ARARIPE: ARMANDO PROMOVE AMPLO DEBATE SOBRE CANAL DO SERTÃO

O senador Armando Monteiro (PTB) percorre todo o Sertão do Araripe neste final de semana para motivar um amplo debate sobre o Canal do Sertão, projeto de infraestrutura hídrica que teve seu projeto original modificado, prejudicando os municípios da região. Atendendo a um convite do senador pernambucano, o presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, debaterá o assunto com prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil, nesta sexta-feira (20), em Ouricuri.

Armando defende que o Araripe continue a ser beneficiado pelo canal, que levará água potável a diversos municípios do Sertão. Para isto, tem mantido reuniões em Brasília com os órgãos responsáveis pelo projeto, incluindo o Ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, e o presidente da Codevasf, Elmo Vaz.

Além do debate sobre o Canal do Sertão, em Ouricuri, Armando cumprirá uma agenda de trabalho em nove dos dez municípios do Araripe, até o domingo (23). As outras localidades visitadas serão Araripina, Granito, Moreilândia, Exu, Trindade, Bodocó, Santa Cruz e Ipubi. Em todos, ouvirá as demandas que poderão contar com seu apoio no Senado e nos gabinetes ministeriais, em Brasília, e concederá entrevistas à imprensa.

O que diz Armando Monteiro sobre o Canal do Sertão
 “O Canal do Sertão pernambucano representa uma oportunidade ímpar de interiorização do desenvolvimento para o Sertão do Araripe. E é sem dúvida um antigo anseio da população da região, sendo inclusive motivo de música, cantada em versos, pelo filho ilustre da terra, o nosso saudoso Luiz Gonzaga”.

“Se antes tínhamos a possibilidade de uma área de irrigação de cerca de 110 mil hectares de terras, conforme previsto no PAC 2, a atual concepção chega a pouco mais de 33 mil hectares, incluindo apenas os municípios de Petrolina, Santa Cruz, Dormentes e Santa Filomena. Portanto, deixando ao largo áreas de terras irrigáveis de elevada fertilidade na região do Araripe e também do Sertão Central”.

“A região do Araripe possui um enorme potencial produtivo e, com o Canal do Sertão em sua inteireza, poderia se transformar em uma nova fronteira agrícola, com a produção de frutas, legumes e hortaliças e cana-de-açúcar”.

“Além disso, a disponibilidade de água garantiria a expansão da atividade pecuária e daria uma maior segurança aos produtores. Mesmo com a escassez de um ciclo regular de chuvas, essa região é a terceira de Pernambuco na produção leiteira. Entretanto, em função da recente e forte estiagem, milhares de animais morreram de fome na região por falta de alimentos”.

EM VISITA AO MUNICÍPIO DE BUÍQUE, DEPUTADO JULIO CAVALCANTI VISITA OBRAS

O deputado Júlio Cavalcanti (PTB) esteve em Buíque, no Sertão do Moxotó, nessa quarta-feira (18), onde conversou com a população e visitou obras em andamento na cidade.  Acompanhado pela vice-prefeita Miriam Briano, o deputado conferiu o estágio da construção da primeira escola técnica de Buíque. “A obra tem um investimento de R$ 8 milhões e deve ficar pronta em setembro de 2014, beneficiando jovens que não precisarão mais sair da sua cidade para fazer um curso técnico”, afirmou o deputado.

Júlio Cavalcanti também visitou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Buíque. Na conversa com os agricultores da região, o parlamentar destacou entre as últimas conquistas da cidade  a construção de 20 poços artesianos, horas máquinas para desobstrução e limpeza de barragens e,  principalmente, a construção da adutora e da perfuração de dois poços na Bacia do Jatobá, que já foram concluídas. De acordo com a Gerência Regional da Compesa, a partir da próxima semana a vazão da água que abastece Buíque passará de 50 mil litros por hora para 90 mil litros por hora. “O fornecimento quase que duplicará. É uma alegria para a cidade, que sofre com a seca dos últimos anos”, disse o deputado.

Em relação à Adutora de Arcoverde, também no Sertão do Moxotó,  cuja a obra está em andamento, a Compesa começará a aumentar a vazão da água a partir de janeiro. A previsão é que até o final de abril, a adutora d esteja funcionando em sua total capacidade.

ESTRADAS – Durante sua visita à Buíque, Júlio Cavalcanti também informou aos moradores que vem lutando pela construção da estrada que liga a cidade ao Vale do Catimbau, que irá dinamizar o turismo na região. “Outra obra importante que venho buscando a sua concretização e que, inclusive, já foi prometida pelo governador Eduardo Campos, é a criação da terceira faixa da Serra Salobro (PE-270). Por ser bastante sinuosa, a estrada é uma das mais perigosas da região e está entre as campeãs em acidentes. A obra precisa ser realizada o quanto antes”, afirmou Júlio.(ASCOM)

COMISSÃO ESPECIAL DE ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL ENCERRA ATIVIDADES

A Comissão Especial de Elaboração do Plano de Assistência Estudantil do Estado encerrou as atividades, deste ano, em audiência pública realizada ontem (18). O colegiado, que é de iniciativa conjunta dos deputados Rodrigo Novaes-foto (PSD) e Teresa Leitão (PT), tem o objetivo de definir condições para que os estudantes desenvolvam seus estudos com dignidade e acesso a moradia, alimentação, transporte, lazer e cultura.

A reunião contou com a presença de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União dos Estudantes de Pernambuco (UEP) e tratou sobre esporte, lazer e cultura.

Rodrigo Novaes explicou que o grupo vai encaminhar documento com as sugestões ao Governo. O parlamentar ainds sugeriu a realização de uma reunião extraordinária da Comissão, no próximo mês, para conclusão do relatório.

VEREADOR DE CARUARU AMEAÇA ABRIR “CAIXA-PRETA”

O esquema de corrupção na Câmara de Caruaru pode se estender a outros poderes do município. Pelo menos esta é acusação do vereador Jailton Soares de Oliveira, o Jajá-foto (PPS). Antes de ser encaminhado à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, ele conversou com a imprensa, na porta do Instituto Médico Legal (IML), onde realizou exame de corpo de delito, e fez acusações contra o atual secretário de Relações Institucionais de Caruaru, Marco Casé (PTB). O pós-comunista disse que o dirigente da pasta seria responsável pelo escândalo e, em tom de ameaça, prometeu abrir a “caixa-preta” do Poder Executivo da Capital do Agreste. Jajá chegou a declarar que os vereadores teriam recebido uma propina de R$ 500 mil.

“É tudo ameaça. O secretário Marco Casé já vinha articulando tudo, esse jogo sujo e imoral. Eu tinha que dizer que queria aceitar a propina que ele vinha oferendo para articular contra ele, mas, infelizmente, ele agiu de má-fé e foi rápido demais”, declarou à Rádio Cultura de Caruaru, referindo-se aos mandados de prisão preventiva expedido para os vereadores. “A casa caiu para o senhor prefeito (José Queiroz, do PDT) e para Marco Casé. Não me pegou de surpresa porque eu já sabia. As acusações são infundadas”, completou.

“O senhor Marcos Casé vinha articulando e subornando os vereadores na Câmara. O senhor secretário vem tentando subornar desde três meses atrás para o BRT (Transporte Rápido por Ônibus), oferecendo R$ 500 mil a certos vereadores”, acusou. As declarações reforçam as suspeitas de que as investigações estão focadas num suposto esquema de compra de votos na Câmara Municipal. As votações sobre a concessão do transporte público e do BRT teriam sido o estopim da Operação Ponto Final.

O curioso é que o vereador já foi preso este ano por suspeita de receptação de veículos roubados. Ele foi solto após ficar nove dias preso na mesma penitenciária. À época, Jajá disse estar sendo vítima de perseguição política.

ARMANDO APOSTA NA FORÇA DE LULA

Com base em pesquisas eleitorais para consumo interno do PTB, o senador Armando Monteiro está animado para disputar o governo estadual em 2014. Ele não subestima a força do governador Eduardo Campos em Pernambuco. E está se valendo da mesma tática de que o governador se utilizou em 2006 quando concorreu ao cargo pela primeira vez. À época, Eduardo Campos tinha como principal adversário o então governador Mendonça Filho, que sucedera a um governante que deixara o cargo com um alto índice de aprovação: Jarbas Vasconcelos. E dizia nos municípios por onde passava que Jarbas tinha ficado no governo por oito anos e não era candidato à reeleição. Armando hoje faz a mesma coisa. Elogia o governo de Eduardo, mas logo em seguida complementa que ele não será candidato a um terceiro mandato. E parece 100% convencido de que o apoio de Lula à sua candidatura fará a diferença em Pernambuco.
Por: Inaldo Sampaio

MUNICÍPIO DE IBIMIRIM PODE SOFRER INTERVENÇÃO

O deputado Rodrigo Novaes (PSD) foi à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na tarde de hoje, denunciar o descumprimento de ordem judicial do Prefeito de Ibimirim, que pode resultar na intervenção do município.

De acordo com Novaes, diversas pessoas que foram aprovadas no concurso público municipal, dentro do número de vagas, não foram nomeadas nem empossadas nos cargos, fato que resultou na impetração de inúmeros mandados de segurança.

Mesmo após a sentença da juíza da comarca e com a confirmação da decisão em segundo grau por parte do Tribunal de Justiça, ambas determinando a imediata nomeação e posse dos concursados, o prefeito se nega a cumprir a ordem, mesmo com a aplicação de multa diária pelo descumprimento.

Indignados, os concursados apresentaram Notícia Crime perante o Procurador Geral de Justiça do Estado, Agnaldo Fenelon, pedindo a prisão do prefeito a intervenção do município, haja vista o descumprimento da decisão judicial.

Para Rodrigo, “a atitude do prefeito remete a época da política do coronelismo, onde os governantes não respeitavam o estado de direito. Não é admissível que hoje, quando comemoramos 25 anos da Constituição, o prefeito de Ibimirim ainda pratique essa política antiga, sem respeito à população e ao judiciário”.

A SECA VINTE ANOS DEPOIS DA OCUPAÇÃO DA SUDENE

Dois mil e treze está chegando ao fim, completando um ciclo de três anos consecutivos de estiagem no Semiárido. Apesar das muitas dificuldades enfrentadas pelas famílias agricultoras da região, a realidade, no que diz respeito ao acesso à alimentação e à renda, é bem diferente, se comparada ao cenário de vinte anos atrás, quando ocorria a ocupação da Sudene, no Recife, – uma manifestação que reuniu milhares de lideranças sindicais do Nordeste, com o intuito de pressionar o então presidente da república, Itamar Franco, a ouvir as revindicações do Movimento por políticas públicas para o Semiárido.  Essa é uma afirmação do  deputado estadual Manoel Santos que, na época da ocupação da Sudene, presidia a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape). 
Nesta entrevista, ele relembra as questões que inquietaram o Movimento Sindical Rural e fizeram com que, pela primeira vez, o governo federal fosse pressionado a dialogar com os movimentos sociais. Ele ainda avalia as mudanças que esse marco provocou na realidade de vida de milhares de famílias agricultoras, vinte anos depois. Confira!
Nesta estiagem, que mudanças o Senhor identifica como sendo representativas na vida da população do Semiárido?
São muitas.  Em décadas passadas, as as famílias agricultoras sem condições de produção, sem renda e sem ter o que comer, geralmente seguiam para a cidade, para buscar apoio dos prefeitos. Como não existiam políticas públicas nessa direção, acabavam saqueando armazéns e supermercados. Havia muita dor. Hoje, graças a ações como o Programa Bolsa Famílias, que também completa dez anos, nós registramos a saída de 36 milhões de pessoas da condição de pobreza extrema, ou seja, pessoas que dormiam sem saber o que iriam comer no dia seguinte. Certamente, desse montante fazem parte milhares de famílias do Semiárido. Reduzimos em quase 20% a mortalidade infantil. E nós sabemos que, no Semiárido, esse é um problema ainda mais grave. Lá, há municípios com taxa de mortalidade infantil superior à nacional. E tem outras ações como o Garantia Safra, Bolsa Estiagem, que criaram condições para que as famílias pudessem conviver com os longos períodos de seca. Isso, há 20 anos, quando ocupamos o prédio da Sudene, no Recife, ainda era um sonho para todos nós.
O Senhor cita a ocupação do prédio da Sudene. O que representou essa mobilização para a luta pela cidadania das famílias do Semiárido?
 Esse evento foi um marco na luta do Movimento Sindical Rural por políticas públicas para as famílias do Semiárido. Em 19 de março de 1993, nós caminhávamos, assim como agora, para o terceiro ano seguido de seca, só que naquele tempo a realidade era bem diferente. As famílias realizavam saques constantes a supermercados. Muitas delas, já haviam seguido para outras cidades, outros estados, em busca emprego e a dor e o desespero eram grandes. A ausência de iniciativa do poder público só agravava a situação. Foi quando nós – na época eu era presidente da Fetape – fizemos uma reunião, em Serra Talhada, com todos os Sindicatos de Trabalhadores Rurais dos Polos do Sertão. Nessa reunião, decidimos que faríamos uma articulação envolvendo todas as Federações e sindicatos do Nordeste, pois entendemos que se tratava de uma questão que afetava todo o Semiárido brasileiro, portanto apenas o estado de Pernambuco não conseguiria fazer ecoar a dor e o sofrimento que atingiam a população.  Em seguida, contando com a coordenação da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), fizemos uma reunião com todos os estados do Semiárido, desde Minas Gerais até o Ceará. Nesse encontro, decidimos por ocupar a Sudene e só sair de lá quando fossemos atendidos pelo presidente da República.
E como se deu a disputada de forças durante o processo de ocupação?
Bem, nós reunimos cerca de 3 mil pessoas e montamos acampamento no prédio da Sudene. O superintendente da época, não tinha respostas para nós, mas nós seguimos ocupando o prédio, até que conseguíssemos uma agenda com o presidente. Enquanto travávamos uma queda de braço com o governo, vários representantes se somaram a nossa mobilização, deputados estaduais e federais, prefeitos e até Dom Helder Câmara chegou ao local, solidário com a nossa luta. Passou-se o dia inteiro, a tensão aumentava, até que, à noite, o superintende nos procurou dizendo que o presidente nos receberia junto com uma comissão, em Brasília, se nós desocupássemos o prédio. Dessa forma, nós seguimos para a Brasília, naquela mesma noite, em um avião cedido pelo governo federal. No dia seguinte, já estávamos negociando com o presidente Itamar Franco, o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, e uma comitiva formada por alguns senadores, deputados e ministros de governo.
O grupo considerou positivos os resultados conquistados com a ocupação?
Sim, com certeza!  Nós voltamos com 600 milhões de reais para iniciar frentes de trabalho em nove estados do Semiárido, atingindo cerca de dois milhões de pessoas. Esses resultados foram se multiplicando em outros recursos, até que chegamos ao total de 2 bilhões de reais investidos em ações voltadas para o atendimento às vitimas da seca. Além do mais, eu considero que a nossa ousadia e força política também foram fundamentais para essa grande conquista. Havíamos aprovado, há poucos anos, a nova Constituição Cidadã e o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais fez jus a essa nova realidade, de democracia e luta por direitos com essa ocupação, que forçou a escuta por parte do governo federal às vozes do Movimento Sindical.
Em sua opinião, que contribuições a ocupação da Sudene trouxe para a realidade vivenciada hoje, não apenas pelas famílias do Semiárido?
Com o passar do tempo, a sociedade foi tendo uma consciência, cada vez maior, da importância de eleger representantes comprometidos com as pessoas menos visibilizadas, a exemplo das famílias do Semiárido, dos negros, do que vivem nas periferias. Essa consciência desembocou na eleição do ex-presidente Lula e, em seguida, da presidenta Dilma Rousseff. A partir de então, as políticas voltadas para essa parcela, antes esquecidas pelos governos, passaram a existir independente de catástrofes, de secas e enchentes, mas, simplesmente, pela necessidade de se garantir cidadania. Se estabeleceu uma dinâmica de diálogo constante com os movimentos sociais e não apenas por força dos protestos e manifestações. As políticas voltadas para o campo, que já estavam escritas no Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (PADRSS) receberam notoriedade e investimentos desses governos, sobretudo com a criação do Pronaf, que recebeu um investimento de 5 bilhões de reais, no primeiro ano do governo Lula e neste, que é terceiro ano do governo Dilma Roussef, de 21 bilhões de reais. Sem contar que as facilidades no acesso às linhas de crédito também aumentaram. As famílias passaram a dispor de quatro modalidades de contratação no Pronaf B e de desconto de 25%, no momento da quitação das prestações. Essas mudanças melhoraram a vida daquelas pessoas que nunca tiveram acesso a créditos e a investimentos na pequena produção.  Como se vê, a ocupação da Sudene, há 20 anos, foi um divisor de águas na vida das famílias do campo.

DEPOIS DE AUDIÊNCIA COM A ANEEL CÔRTE REAL CONSEGUE SUSPENSÃO DE RESOLUÇÃO QUE PREJUDICA ENTIDADES DE CUNHO SOCIAL

O deputado federal Jorge Côrte Real (PTB-PE) comemora o primeiro passo dado pela Aneel- Agência Nacional de Energia Elétrica em atender ao seu pedido de suspensão do artigo 8º da Resolução Normativa 581 da agência reguladora. Durante audiência na ANEEL, hoje (18), em Brasília, com o diretor geral, Romeu Donizete Rufino, à Resolução Normativa 581, no artigo. 8º da Aneel, foi suspensa.

Tal resolução obriga as concessionárias de energia, no caso de inadimplência dos usuários, a reeditarem o boleto vencido, sem que nessas novas faturas constem as contribuições voluntárias dos consumidores às entidades de cunho social. Consequentemente, prejudica entidades como, a Pastoral da Criança, a LBV, a Fundação Terra, a APAE, o Movimento Pró-Criança e a pernambucana Orquestra Cidadã, entre outras, que deixam de receber arrecadações.

Segundo o parlamentar, a agência reguladora dará um retorno final sobre o caso, porém, o representante da Aneel “irá conversar com as concessionárias e irá suspender temporariamente o art. 8º e depois analisará os procedimentos para a revogação”.

Para o parlamentar, a conquista já é uma vitória para as entidades sociais. “A Aneel reconhece o fato. E a suspensão da resolução para análise mostra que tudo poderá mudar”, lembra Côrte Real.