O Mural do Finfa, é um acervo com centenas de fotografias com políticos de todos os níveis, que estão a mostra no nosso escritório, são arquivos dos treze anos de história do Blog.


O Mural do Finfa, é um acervo com centenas de fotografias com políticos de todos os níveis, que estão a mostra no nosso escritório, são arquivos dos treze anos de história do Blog.


Por: Pedro Araújo/ PE Notícias
Em Afogados da Ingazeira, em se tratando de fiscalizações por parte do poder público, é um zero à esquerda. Na cidade, como diz o ditado popular “empestou” de som automotivo, quer seja em veículos ou em motocicletas, mas se fosse só isso, a “empestação” até que seria aceitável.
O que incomoda mesmo é a altura do som praticado por esses meios “arcaicos” de comunicação, coisa do tempo da “carochinha”. Não adianta a quem esses veículos estão incomodando, quer seja dentro do seu ambiente familiar ou até mesmo em vias públicas, só se sabe é que não tem tímpanos que suporte passar poucos minutos próximo a um veículo desses. Para se ter uma ideia da altura do volume, tem um motorista de um desses veículos que anda com um fone de ouvidos dentro do próprio carro. Quem dizer, deixar o povo surdo pode, mas quem está praticando essa “esculhambação” não pode sofrer nenhuma consequência pelos seus atos, nem mesmo o volume nas alturas.
Tempos atrás a Prefeitura Municipal tinha comprado um decibelímetro para fazer fiscalizações em ambientes onde houvesse exorbitância de som. Onde foi parar esse instrumento que também poderia fiscalizar esses carros de som, que andam incomodando, e por demais, a população que não sabem a quem reclamar? E as documentações exigidas desses veículos para circularem, a Prefeitura tem certeza que estão em dia? A quem cabe uma fiscalização (rigorosa) numa ocasião dessas? A Prefeitura, a Polícia Militar ou a nenhum dos dois órgãos público? Uma vez que esses veículos circulam diariamente, de manhã até a noite, incomodando sem serem incomodados pelo poder público.
A principal legislação que proíbe som automotivos alto é o Artigo 228 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que classifica o uso de som audível do lado de fora em volume/frequência não autorizados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), como infração grave. A fiscalização não exige decibelímetro e baseia-se na constatação do agente, pela Resolução 624/2016.
Blog Júnior Cavalcanti
Morreu a pouco no Hospital da Restauração, Recife, a pequena Ayla Vitória, de apenas 40 dias. Ela deu entrada com lesões no Hospital Regional Emília Câmara na madrugada do sábado. Dada a gravidade do quadro, foi levada para a Restauração.
Fontes do Hospital Regional Emília Câmara confirmaram mais cedo ao programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, que a criança já deu entrada outras vezes no hospital com hematomas, antes da última entrada.
O episódio mais grave foi este último, por conta das fraturas e um quadro de desnutrição. “As pessoas que chegavam com ele informavam que era outra coisa”, disse com exclusividade o Marcony Pereira, que fez a apuração. Ele também teria quadro de insuficiência respiratória.
Segundo a apuração do Afogados Conectado , uma avó da criança teve um mal súbito e foi levada ao Hospital Regional Emília Câmara.
Em contato com o Blog Juliana Lima no domingo, a Polícia Civil de Pernambuco informou que as investigações estão em andamento acerca do caso.
De acordo com a Polícia Civil, ainda não é possível afirmar se as lesões foram provocadas por agressões, se têm origem patológica ou se são decorrentes de algum tipo de acidente. O caso segue sob apuração.
O delegado seccional Olegário Filho informou que foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos. Segundo ele, as perícias serão fundamentais para avaliar se as lesões são de natureza patológica, agressiva ou acidental.
A delegada Joedna Soares, que estava de plantão no fim de semana, explicou que o caso foi apresentado na madrugada do sábado e encaminhado à delegacia competente, onde as investigações terão continuidade.
Ela destacou ainda que todo inquérito cuja vítima é criança, especialmente recém-nascido, tramita em sigilo, conforme determina a legislação vigente.
Foto da Seleção Brasileira que disputou o Campeonato Sul-Americano em 1979 na Uruguai, comandada pelo saudoso técnico Mário Travaglini. Entre os convocados está o afogadense Amadeu Pereira dos Santos “DEINHA” (in memoriam), meia do Santa Cruz (PE), o primeiro ajoelhado a esquerda. O Brasil ficou no 4º lugar. Se você tem uma foto antiga, e quer publicar no FOTO É HISTÓRIA, envie para o email: finfa@blogdofinfa.com.br ou pelo WhatsApp 81-996530059, que teremos o prazer de publicar.
Por: Décio Petrônio
O Carnaval, historicamente conhecido como a “festa de Momo” e a legítima expressão da alegria popular, parece ter perdido seu DNA em Afogados da Ingazeira. O que antes era uma celebração da cultura e da espontaneidade da gente sertaneja, hoje atravessa um processo de descaracterização que preocupa quem preza pelas tradições da cidade.
O ponto mais crítico dessa metamorfose é a transformação da avenida em um ostensivo ato político. O Carnaval de Afogados rendeu-se à exclusividade dos blocos “Bora pra frente” e “Tô na folia”, que mais parecem extensões de campanhas eleitorais do que agremiações carnavalescas.
Essa partidarização da festa atinge seu ápice no uso dos Bonecos de Olinda. Em uma inversão de valores culturais, as figuras gigantes que desfilam representam o atual prefeito Alessandro Palmeira e o ex-prefeito Totonho Valadares. É um equívoco histórico: em vez de personificar o poder político, esses bonecos deveriam homenagear as verdadeiras lendas que construíram a identidade local, como os saudosos foliões como Professor Dinamerico Lopes, Mestre Bil, Luzinete Tavares, dentre outros. O palanque, definitivamente, engoliu o frevo.
Outro fato negativo é o atual formato da festa, elaborado pela prefeitura, respira cansaço. Sem criatividade e visivelmente desorganizada, a gestão municipal entrega uma estrutura que não valoriza a magnitude da maior festa popular do país. A Avenida Rio Branco, que deveria ser o coração pulsante da folia, tornou-se um corredor vazio de atrativos.
A dinâmica atual restringe-se à descida de um trio elétrico tarde da noite. Não há um polo principal organizado, com atrações que ofereçam um fluxo contínuo de entretenimento. A longa espera pelo trio “esfria” o ânimo do folião, restando apenas o desfile dos blocos de cunho político em uma avenida que carece de vida e de planejamento artístico.
Em meio a esse cenário de declínio, a “mágica” do Carnaval popular ainda sobrevive a duras penas em iniciativas que mantêm a essência da festa. Os blocos “Das Virgens” e o “Mela Mela” são hoje os únicos refúgios onde o povo se reconhece e brinca sem amarras ideológicas, preservando o que ainda resta de autenticidade na cidade.
Infelizmente, a falta de renovação em Afogados já reflete no cenário regional. Enquanto a cidade vizinha de Tabira retomou com vigor o protagonismo do Carnaval no Pajeú, apresentando festas vibrantes e organizadas, Afogados da Ingazeira caminha em sentido oposto, mergulhada em um puro declínio técnico e cultural.
O Carnaval de Afogados da Ingazeira precisa, urgentemente, ser devolvido ao seu verdadeiro dono: o povo. A festa não pode ser refém de cores partidárias ou de vaidades políticas. É necessário resgatar a criatividade, honrar os ícones históricos e reorganizar a estrutura para que a Avenida Rio Branco volte a ser palco de alegria, e não apenas de propaganda.
Por Rinaldo Remigio*
Há pessoas cuja partida não produz apenas silêncio, mas também reflexão. A professora Doroteia de Lima Guimarães, nossa querida Dona Teinha, foi uma dessas presenças raras: daquelas que passam pela vida sem alarde, mas deixam marcas profundas, duradouras e luminosas.
Conheci Dona Teinha no início da década de 1970, quando fixei residência em Afogados da Ingazeira. Morávamos quase de frente, o que, mais do que proximidade geográfica, criou laços de convivência e respeito. Ali, no cotidiano simples das ruas, aprendi a reconhecer nela uma mulher de fé firme, católica praticante, educadora por vocação e mãe por excelência.
Seus filhos — Maria Antonieta, Jorge Teobaldo e João Adriano — cresceram diante dos nossos olhos, sempre guiados por valores sólidos: honestidade, respeito, trabalho e amor ao próximo. Pessoas do bem, como a própria mãe. Não por acaso. Dona Teinha educava não apenas com palavras, mas com o exemplo diário, silencioso e constante.
Como professora, exerceu o magistério com dignidade e compromisso, ajudando a formar gerações, muitas vezes sem saber o quanto sua paciência, sua firmeza e sua doçura estavam moldando destinos. Como mulher, foi referência de equilíbrio e serenidade. Como mãe, foi abrigo. Como cristã, foi testemunho vivo da fé traduzida em atitudes.
Sua casa era um lugar de acolhimento. Dona Teinha sempre recebeu bem a todos que a procuravam. Um sorriso sincero, uma palavra ponderada, um gesto de atenção — era assim que ela se fazia presente na vida alheia. Nunca fechou portas, nunca economizou humanidade.
Dona Teinha parte no final de uma tarde, como quem se despede sem ruído, mas deixa um legado exemplar para a sociedade de Afogados da Ingazeira. Um legado que não se escreve apenas em registros formais, mas que permanece vivo na memória afetiva de quem teve o privilégio de conhecê-la.
Fica aqui registrada nossa homenagem e nossa gratidão. Algumas vidas não se encerram com a despedida: transformam-se em referência. Dona Teinha é, e sempre será, uma dessas presenças que continuam ensinando — mesmo depois da partida.
*Professor universitário aposentado, memorialista e amigo da familia!
Faleceu no início da noite de ontem (18), no Hospital regional Emília Câmara, a professora Dorotéia de Lima Guimarães (Teinha), aos 93 anos de falência múltipla dos órgãos. O velório acontece na sua resid~encia na Avenida Rio Brando 123 no centro de Afogados da Ingazeira, o sepultamento será às 17 horas desta quinta-feira no Cemitério São Judas Tadeu.
Teinha é mãe da ex-vereadora de Afogados da Ingazeira, Antonieta da Caixa, Jorge Teobaldo e João Adriano. Meus sentimentos a todos os familiares.
Em conversa com este blogueiro agora a pouco o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Afogados da Ingazeira, Rubinho do São João, confirmou que confirmou que pediu a exoneração e já está exonerado pelo prefeito Sandrinho Palmeira do cargo de Secretário do Governo.
“Finfa, tinha feito um concurso municipal da Prefeitura de Princesa Isabel-PB, anos atrás, e quando assumir em janeiro de 2025 o cargo na Prefeitura de Afogados da Ingazeira, comuniquei ao prefeito Sandrinho que a qualquer momento seria convocado para esta nova missão e chegou agora o meu chamado para assumir na cidade de Princesa Isabel, deixo o cargo sem problema algum com a gestão Sandrinho Palmeira”, disse Rubinho
Nesta quinta-feira (12), o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), presidido por Miguel Duque, realizou eventos de entrega de sementes nos municípios de São José do Egito e Afogados da Ingazeira.
Em São José do Egito, a agenda contou com a participação do prefeito Fredson Brito. Já em Afogados da Ingazeira, o evento ocorreu sem a presença das principais lideranças que apoiam a governadora Raquel Lyra no município, simplesmente porque não houve convite à oposição local. Ficaram de fora a maior liderança política do grupo, o ex-candidato a prefeito Danilo Simões, além dos vereadores Zé Negão e Edson do Cosmético.
O episódio evidencia a falta de articulação e sensibilidade política por parte da direção do IPA. Em vez de construir pontes e fortalecer a base do Governo do Estado na cidade, Miguel Duque e seu aliado local, Mário Viana, conduziram uma agenda desorganizada, excludente e sem diálogo com quem, de fato, defende o projeto da governadora no município.
Em pleno ano eleitoral, a condução atrapalhada expõe despreparo político e transforma uma ação institucional importante em um gesto de isolamento uma oportunidade perdida de somar forças em favor do desenvolvimento da região.
Por Rinaldo Remígio*
Há homens cuja biografia não começa nos gabinetes nem termina nos títulos. Começa no chão duro da vida e se alonga na dignidade com que enfrentam cada etapa do caminho. Assim foi a história de José Virgínio Nogueira, magistrado que honrou a toga porque, antes dela, aprendeu o valor do trabalho, da família e da perseverança.
Filho do senhor Manoel José Virgínio e da senhora Quitéria Nogueira de Souza, José Virgínio nasceu em 15 de setembro de 1929, em Afogados da Ingazeira (PE). Desde cedo conheceu o esforço cotidiano. Trabalhou por muitos anos na colheita do algodão, experiência que moldou não apenas suas mãos, mas, sobretudo, seu caráter. Ali, entre o sol forte e o trabalho árduo, aprendeu que nenhuma conquista verdadeira prescinde de sacrifício. Foi desse chão simples que brotou o sonho do estudo, alimentado pela disciplina e pelo desejo de ir além, sem jamais negar suas origens.
Ao formar-se em Direito, seguiu para a Paraíba, onde construiu uma carreira reconhecida como brilhante no Tribunal de Justiça daquele Estado. A toga que passou a vestir não o afastou da humanidade; ao contrário, foi instrumento para exercê-la com equilíbrio, justiça e sensibilidade social. Magistrado respeitado, fez do Direito não um exercício frio da lei, mas um compromisso com a justiça possível, humana e responsável.
Sua vida familiar foi o alicerce silencioso dessa trajetória. No ambiente do lar, firmaram-se os valores que ele levaria para a vida pública: responsabilidade, retidão, respeito às pessoas e profundo senso de dever. Foi na família que encontrou forças para perseverar e referências para decidir, sempre guiado pela consciência de que o êxito profissional só tem sentido quando sustentado por princípios sólidos.
Guardo, ainda, uma lembrança pessoal que ajuda a compreender a grandeza simples desse homem. Eu, ainda adolescente, conheci José Nogueira quando ele vinha visitar sua terra natal. À época, residíamos em um imóvel de sua propriedade, situado na Avenida Rio Branco, nº 92, no centro da cidade. Ali tive também a oportunidade de conhecer sua esposa, dona Terezinha, e três de seus filhos: Alberto e Cláudio, que mais tarde se tornariam desembargadores do Tribunal de Justiça de Pernambuco, e Márcia Lúcia. A esta última tive, inclusive, o privilégio de apresentar meu primo Flávio Patriota, que também trilhou o caminho do Direito, exercendo a magistratura, quando de uma visita à nossa querida Afogados da Ingazeira. Eram encontros breves, mas suficientes para revelar um homem afável, respeitoso e profundamente ligado à família — traços que explicam, em grande medida, a solidez de sua trajetória humana e profissional.
Além das informações colhidas nos escritos do historiador Fernando Pires e de sua nora Lúcia Nogueira, escritora e poetisa, registro também o testemunho do meu irmão, Reginaldo Remígio, que foi seu colega quando ambos lecionaram no Ginásio Monsenhor Pinto de Campos. Dele ouvi reiteradas referências à idoneidade moral, à amizade sincera e, sobretudo, ao compromisso firme desse educador e magistrado com o ensino e com a formação do povo de sua terra — um traço menos conhecido do grande público, mas essencial para compreender a inteireza do homem para além da toga.
À luz dos registros reunidos e sistematizados por Fernando Pires e Lúcia Nogueira, sua trajetória também foi marcada por intensa atuação no serviço público, no magistério e na vida institucional. Ainda jovem, exerceu funções técnicas e administrativas, lecionou em instituições tradicionais de Afogados da Ingazeira e teve passagem pela vida política local, sendo eleito vereador como o mais votado. Por coerência ética e respeito às instituições, renunciou ao mandato ao assumir a magistratura. Na Paraíba, exerceu com zelo o cargo de juiz de Direito em diversas comarcas, atuando como titular e substituto, sendo reconhecido e homenageado pelos relevantes serviços prestados à sociedade.
José Virgínio Nogueira partiu em 2006, mas permanece vivo na memória da cidade que o viu nascer, na história do Judiciário nordestino e, sobretudo, na lição que deixou: a de que é possível sair da lavoura para a magistratura sem perder a simplicidade, subir sem esquecer de onde se veio, julgar sem jamais deixar de ser humano.
Sua vida é prova de que a verdadeira grandeza não está no cargo que se ocupa, mas na forma como se chega até ele — e no legado de valores que se deixa para as próximas gerações.
Fica registrada esta homenagem que fazemos ao ilustre filho de Afogados da Ingazeira, Doutor José Virgínio Nogueira.
*Professor universitário aposentado e amigo da família.
**Foto e informações: Fernando Pires e Lúcia Nogueira.