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Sindicato diz que governo não apresentou propostas para as pautas da educação em Afogados

Por Blog Juliana Lima

O SINDUPROM-PE divulgou nesta sexta-feira (21) uma nota criticando a reunião realizada com a Prefeitura de Afogados da Ingazeira, considerada frustrante pela falta de propostas concretas e pela ausência de avanços na pauta que envolve professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais.

Segundo o sindicato, a gestão passou anos sem responder ofícios, sem diálogo e sem qualquer audiência para tratar das demandas da categoria. Mesmo assim, na reunião, a prefeitura não apresentou estudo de impacto financeiro, cálculos ou simulações sobre a regularização da hora-aula, apesar de reconhecer a defasagem.

O SINDUPROM-PE também alertou para a possibilidade levantada pela gestão de retirar recursos da Educação por meio de suplementação orçamentária, o que classificou como um ataque grave à educação pública e ao Fundeb.

A reunião acabou se limitando a dois pontos, ambos sem avanço: a hora-aula e a discussão sobre a suplementação. A gestão informou que só apresentará algo concreto após reunião com o contador, prometendo nova rodada de diálogo nos próximos dias.

A coordenadora geral do SINDUPROM-PE, Dinalva Lima Pereira Vieira de Mello, afirmou que o sindicato seguirá mobilizado, não aceitará retirada de recursos da educação e continuará cobrando valorização e respeito aos profissionais do magistério.

SINDUPROM-PE – NOTA PARA O BLOG

Anos de luta, silenciamento da gestão e nenhuma proposta concreta: o que realmente aconteceu na reunião com o prefeito de Afogados da Ingazeira

O SINDUPROM-PE esteve reunido com o prefeito de Afogados da Ingazeira após anos de tentativas frustradas de diálogo, inúmeros ofícios protocolados sem nenhuma resposta e uma pauta que se arrasta há mais de dois anos sem qualquer avanço real. A reunião era aguardada pela categoria como uma oportunidade de finalmente destravar problemas graves que atingem diretamente os professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais.

Apesar disso, a gestão chegou sem apresentar absolutamente nada de concreto.

1. Anos de luta ignorados pela gestão

O sindicato vem há muito tempo solicitando diálogo, enviando documentos, apresentando cálculos e cobrando respostas.
Ao longo de vários anos:

nenhum ofício foi respondido;

o prefeito sempre se esquivou das demandas;

nenhuma audiência foi concedida para tratar da pauta da educação.

Somente agora, diante da pressão e da mobilização da categoria, o gestor assumiu um compromisso verbal de que, a partir de agora, responderá aos ofícios do sindicato.
Mas ainda não sabemos se isso se cumprirá, já que esse compromisso vem após um longo histórico de silêncio e omissão.

2. Gestão chegou sem proposta e sem estudo de impacto financeiro

Mesmo após anos de cobrança, a gestão não levou nenhuma proposta pronta, especialmente sobre o ponto mais aguardado pela categoria:
a regularização da hora-aula dos professores da Educação Infantil e dos Anos Iniciais, cuja defasagem é reconhecida inclusive pela própria prefeitura.

A correção da hora-aula deveria vir acompanhada do estudo de impacto financeiro, mas:

nenhum dado foi apresentado;

nenhum cálculo foi mostrado;

nenhuma simulação foi discutida;

a gestão ainda disse que iria procurar o contador para fazer algo que já deveria estar pronto há muito tempo.

Ou seja: anos de espera e a gestão não tinha nada preparado.

3. Tentativa de suplementação retirando recursos da Educação: um ataque grave

A gestão ainda levantou a possibilidade de enviar à Câmara uma suplementação orçamentária retirando recursos da Educação, para resolver problemas administrativos criados pelo próprio governo.

Se essa medida for adiante:

👉 representa um ataque direto à educação pública, porque desvia dinheiro que deveria estar garantindo valorização profissional, piso, carreira e qualidade nas escolas.

O SINDUPROM-PE deixa claro que é totalmente contrário a qualquer tentativa de tirar dinheiro da Educação para cobrir falhas administrativas.
Essa prática compromete o Fundeb, enfraquece o sistema educacional e prejudica toda a comunidade escolar.

4. Dois únicos pontos discutidos — e sem avanço

A reunião, que deveria atender a uma pauta acumulada por anos, acabou reduzida a apenas dois pontos — ambos sem avanço:

a) Regularização da hora-aula

A gestão reconhece a defasagem, mas não apresentou a solução e ainda dependerá do contador para fazer um cálculo que já deveria estar pronto há muito tempo.

b) Debate sobre suplementação

A prefeitura tenta viabilizar mecanismos junto à AMUPE para justificar a retirada de recursos da Educação, alegando dificuldades geradas por uma alíquota que, no caso de Afogados da Ingazeira, chegava a mais de 57% da folha — valor totalmente insustentável e que nunca poderia ter recaído sobre os professores.

Nada além disso foi discutido.
Diversos itens importantes da pauta ficaram de fora por falta de tempo e pelo volume acumulado de dois anos sem diálogo real.

5. O compromisso de nova reunião — mas ainda sem garantias

O prefeito afirmou que:

conversará com o contador até quarta-feira;

apresentará algo concreto na próxima reunião, marcada para sexta-feira ou, no mais tardar, segunda-feira.

O sindicato aguarda, mas mantém a postura de vigilância.

6. A posição do SINDUPROM-PE

O sindicato reafirma:

não aceitará nenhum ataque à educação pública;

não permitirá retirada de recursos do Fundeb para cobrir falhas administrativas da gestão;

não abrirá mão da regularização da hora-aula, com estudos reais e impacto financeiro;

continuará firme, mobilizado e combativo.

Afogados da Ingazeira precisa de gestão responsável, diálogo verdadeiro e valorização do magistério.

E esse compromisso passa, obrigatoriamente, por respeito aos profissionais da Educação — e isso o SINDUPROM-PE continuará exigindo.

Dinalva Lima Pereira Vieira de Mello- Coordenadora Geral do SINDUPROM-PE

Estacionada inadequadamente na Avenida Rio Branco

Acabei de chegar a sede do blog, aqui na Avenida Rio Branco em Afogados da Ingazeira, me deparei mais uma vez com alguns proprietários de motos, que estacionam inadequadamente, ocupando os lugares de dois automóveis. Se não bastasse esse trânsito caótico da cidade, ainda vem alguns que se dizem motociclistas ocupando o lugar que poderia estacionar dois veículos. Foto: Finfa

Coluna do Finfa

Seu Minel, Dona Erotides e a família Marinho: Um legado que o tempo não apaga

*Por Rinaldo Remígio

Há famílias cuja história se entrelaça com a história de uma cidade. E há pessoas cuja presença, mesmo após a partida, permanece ecoando nos gestos, na memória afetiva e na identidade de todos que conviveram com elas. Assim é a trajetória de Seu Hermenegildo Marinho dos Santos, o inesquecível Seu Minel, de Dona Erotides e de toda a família Marinho — uma linhagem marcada por valores, trabalho e profundo senso de humanidade.

Nascido em 1º de setembro de 1919, na serena Serra da Sebastiana, em Carnaíba, Seu Minel veio ao mundo carregando a simplicidade e a força dos sertanejos. Filho de Jacob Marinho dos Santos e Herculana Maria da Conceição, aprendeu cedo que dignidade se planta no dia a dia, com trabalho, respeito e palavra honrada. Cresceu entre roçados, escola e labuta, moldando o caráter que o acompanharia por toda a vida.

A juventude levou a família para Afogados da Ingazeira, onde as oportunidades eram maiores e onde o destino lhe reservava seu grande amor. Trabalhando ao lado do pai no comércio, conheceu Erotides Pires Ferreira, a jovem que, em 5 de dezembro de 1948, se tornaria sua companheira de jornada, sua parceira constante, sua força mansa e firme. A partir daquele dia, o casal formou um alicerce de vida pautado por afeto, comunhão e propósito.

Dessa união nasceram Almir (i.m.), Fernando, Maria Elane, Solange, Rejane, Erotides Filha, a querida Tidinha (i.m.) e Hermenegildo Filho, o querido Nenel — cada qual trazendo no olhar e nos modos os valores cultivados em casa: o respeito ao próximo, o amor ao estudo, a lealdade, a humildade e a importância de manter a família sempre unida.

Em minha própria trajetória, tive o privilégio de conviver com alguns deles.
Fernando Pires, por exemplo, marcou minha formação profissional enquanto fui menor aprendiz do Banco do Brasil. De trato impecável, educado e sempre disposto a ensinar, ele refletia — como um espelho nítido — as lições herdadas do pai. Nenel e Tidinha, meus colegas no Colégio Normal Estadual, também carregavam no comportamento sereno e amistoso a marca indiscutível da educação familiar que receberam.

Mas a figura de Seu Minel ultrapassava o círculo doméstico. Comerciante respeitado, conduziu com maestria a tradicional Casa Marinho, situada na Praça Domingos Teotônio, um ponto de referência comercial e social na cidade. Seu senso de organização, ética e justiça transformou o estabelecimento num verdadeiro símbolo de confiança.

Como se não bastasse, nutria dotes variados: músico habilidoso, tocava clarinete na Banda Padre Carlos Cottart; atleta, defendia com garra o time local; líder comunitário, atuou na diretoria do saudoso ACAI, contribuindo para o brilho esportivo e social de Afogados da Ingazeira.

Seu lar, na imponente Avenida Rio Branco, era espaço de convivência exemplar — uma casa que recebia amigos, acolhia familiares e respirava serenidade. Ali, ao lado de Dona Erotides, construiu uma família respeitada, admirada e profundamente integrada à vida cultural e social da cidade.

No dia 28 de março de 1988, uma segunda-feira silenciosa, Seu Minel encerrou sua jornada terrena aos 68 anos. Foi sepultado no Cemitério São Judas Tadeu, mas sua partida não apagou sua presença. Pelo contrário: ampliou-a.
Seu legado permaneceu — nas histórias contadas, na admiração dos que o conheceram, no exemplo reproduzido por filhos, netos e todos aqueles que cruzaram seu caminho.

Porque homens como Seu Minel jamais deixam apenas lembranças; deixam raízes.
E mulheres como Dona Erotides, tão firme quanto afetuosa, eternizam essas raízes, nutrindo a família e mantendo vivo o espírito de união.

Hoje, ao revisitar essa trajetória, reconhecemos que a família Marinho continua sendo uma referência de solidez moral, trabalho honrado e amor sincero — um patrimônio afetivo de Afogados da Ingazeira.

E assim seguirá:
Seu Minel, Dona Erotides e sua família continuarão sendo lembrados com respeito, carinho e profunda admiração.
Um legado que o tempo não apaga.

*Professor universitário e memorialista!
Fonte: Fernando Pires, filho!

Reitor da UFPE concede entrevista exclusiva ao blog

O Reitor da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Dr. Alfredo Gomes, concedeu entrevista exclusiva a este blogueiro nesta manhã, na oportunidade ele falou sobre a posse que foi realizada ontem do Diretor e Vice-diretor do Campus Acadêmico de Sertânia, disse como anda a construção do Campus, confirmou que em breve será lançado o Edital dos Concursos para aquele educadário e por fim confirmou que no segundo semestre de 2026, terá início as ativadades dos cursos no Campus Acadêmico de Sertânia.

Dom Limacêdo inaugura Casa dos Padres da Diocese de Afogados da Ingazeira

A Diocese de Afogados da Ingazeira inaugurou, na noite desta terça-feira (18), a Casa dos Padres, novo espaço destinado ao acolhimento, convivência e descanso do clero diocesano. A inauguração foi conduzida pelo bispo diocesano, Dom Limacêdo Antônio da Silva.

A cerimônia teve início com a bênção do espaço, seguida pela visitação conduzida pelo bispo e pelos padres presentes. O novo ambiente, segundo Dom Limacêdo, reflete o cuidado da Igreja com seus ministros e o compromisso com uma vida pastoral mais equilibrada.

Em sua homilia, durante a Celebração em Ação de Graças, o bispo destacou o significado do momento:
“Louvado seja Deus por este dia. Jesus é o centro. Ao lado do seminário, essa casa é fruto de muito trabalho. É um espaço de folga, de reencontro com o início da caminhada, ao lado dessa casa formativa. Que ela seja um ponto de encontro.”

Participaram da celebração os padres Josenildo Nunes (vigário geral), Luís Marques, Rogério Marinho, Alison Maciel, Claudivan Siqueira, Elton Wilson, Rogério Veríssimo, André Cruz, Ademar Lucena, Osmar Freitas, Severino, Edilberto Aparecido, Jorge Adjan e Otaviano Bezerra.

A construção da Casa dos Padres contou com coordenação e referência direta dos padres Rogério Marinho, Luisinho Marques e Alison Maciel, que acompanharam todo o processo.

Estrutura do novo espaço

O imóvel foi planejado para acolher os sacerdotes da diocese com conforto e funcionalidade. A casa dispõe de:
* Parte do dormitório já estruturada
* Seis quartos (suítes)
* Dois banheiros sociais
* Capela
* Cozinha
* Refeitório
* Sala de convivência
* Área de lazer

Casamento de Júlia Ellen e João Paulo foi tudo perfeito

Afogados da Ingazeira, registrou no último sábado (15) o enlace matrimonial dos jovens Júlia Ellen e João Paulo, ela filha de Mércia Margarete e Huandreson Alves (Véi da Lotação), ele filho de Mônica Maria e Paulo Leonardo.

A cerimônia foi realizada na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, sendo celebrada pelo Pe. Gutemberg Lacerda.

A recepção foi completa, no Hotel Brotas, onde os noivos e suas famílias recepcionaram os convidados de maneira super atenciosa, que tiveram uma tarde adentrando pela noite com shows de todos os gostos musicais, Dagmar no seu saxofone, Gustavo Pinheiro, com seu repertório eclético e para encerrar, Genailson e Nêgo Adelmo, com um forró de qualidade.

E para fechar com chave de ouro as comemorações continuou neste domingo na Chácara do pai da noiva, o amigo Veí da Lotação, onde foi servido um almoço maravilhoso, churrasco regado com água que passarinho não bebe.

Quero deixar aqui meus agradecimentos a Julia e João Paulo, pela recepção e desejar tudo de bom, que Deus e Nossa Senhora ilumine sempre o casal. Tudo foi perfeito, desde a cerimônia matrimonial,até a recepção.

Obrigado também aos amigos Veí e Mércia, e a e todos os familiares.

Vocês no Mural do Finfa

O Mural do Finfa, é um acervo com centenas de fotografias com políticos de todos os níveis, arquivos dos treze anos de história do Blog.

Hoje mostro a foto no dia da emancipação política de Afogados da Ingazeira, na década de 10, em frente a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios na Praça Monsenhor Alfredo de Arruda Câmara, em pé da esquerda para direita: Nilton Mora, Waldemar Borges, Lobsan, o prefeito na época José Patriota (in memorian), Manoel Jibóia, governador Paulo Câmara, Danilo Cabral  e barcameiros desconhecidos.

Beco do Hidrante, um reflexo de uma cidade sem comando

Por Pedro Araújo

Moradores das proximidades do Beco do Hidrante, que fica entre a Avenida Rio Branco, Senador Paulo Guerra e a Professor Vera Cruz, procuraram o Blog PE Notícias nesta manhã deste sábado, para queixar-se da administração municipal, principalmente à Secretaria de Cultura de Afogados da Ingazeira, com relação ao barulho estridente daquelas, que a secretaria entende como “uma banda cultural”, mas que quando começam a tocar as músicas de péssimo gosto, com altura de um som (sem decibelímetro), em que a redondeza do Beco do Hidrante não podem sequer “pregar um olho” na hora sagrada dos seus descansos, crianças também não dormem, e isso aumenta o sofrimento em plena madrugada daqueles que trabalharam o dia inteiro, e lógico que querem uma noite de bom sono.

Uma pergunta feita pelo morador, que não vamos identifica-lo, faz todo sentido da sua indignação, quando pergunta se a Prefeitura Municipal, juntamente com a Secretaria de Cultura, já fizeram uma consulta popular com os moradores da adjacência para saber destes, se podiam fazer esse tipo de importuno constante. O que podemos adiantar é, muitos moradores, ainda por cima, eleitores de quem está comandando os destinos desta cidade por mais de 20 anos, que pagam seus impostos em dia para não serem importunados, principalmente por órgãos municipais, como pode esses tipos de “badernas”, de qualquer grupo que queiram passar a noite “batendo suas latas”, pois muitos que se acham cantores, mas apenas urram em cima de um palco?

O morador foi mais enfático quando disse que com o gestor municipal não existia noite perdida de sono. “Ele em menos de quatro anos à frente da Prefeitura comprou uma propriedade distante do centro, na comunidade da Queimada Grande, o vice-prefeito já morava e hoje ainda mora na Fazenda Borges, isso é coincidência? Não, isso é para não serem incomodados por ninguém e também não se perturbarem com o que acontece no centro da cidade. “Eles sim, podem dormir a noite toda, sem sequer lembrar que aqui estão muitos moradores/eleitores que os colocaram lá, na cadeira de prefeito e vice”, desabafou o morador.

Os moradores tem lá suas razões, tendo em vista que Afogados da Ingazeira existem outros ambientes, que pertencem ao município, e que poderia ser mais aproveitado com esse tipo de “show”. Existe o espaço do Centro Desportivo, o Campo do Nascente dentre outros. Porque só o Beco do Hidrante é que absorve “badernas?”. Porque os moradores, sem serem pesquisados, se aceitam ou não esse tipo que coisa que a Secretaria de Cultura, com a anuência da Prefeitura Municipal insiste em promover com certas badernas? É por isso que o título dessa nota foi sugerida pelo morador: “O Beco do Hidrante, um reflexo de uma cidade sem comando”.