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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Do orgulho ao esquecimento: o destino do Clube Campestre Afogadense

Por Rinaldo Remígio*

Há obras que se constroem com cimento, ferro e esforço. Outras, porém, nascem de algo mais nobre: visão, propósito e compromisso com o bem comum. O Clube Campestre Afogadense pertence a essa segunda categoria.

Erguido em 1982, não foi fruto do acaso. Foi concebido por homens de visão — homens livres e de bons costumes — que compreenderam, ainda àquela época, que uma cidade não se sustenta apenas pelo comércio ou pela política, mas também pelos espaços de convivência, onde famílias se encontram, amizades se fortalecem e a vida social floresce com dignidade.

O Campestre nasceu grande. Nasceu com propósito.

Ali, não se construíram apenas paredes, mas memórias. Quantos encontros, quantos risos, quantas celebrações ficaram impregnadas naquele chão? Quantas famílias ali escreveram capítulos inteiros de suas histórias? Eu mesmo guardo lembranças das minhas visitas: almoços, eventos sociais, momentos simples — e, por isso mesmo, grandiosos — que davam sentido à convivência comunitária.

Era mais do que um clube. Era um ponto de encontro da alma afogadense.

Hoje, porém, ao nos aproximarmos de seus portões — danificados, fragilizados — o que encontramos não é apenas o desgaste do tempo. É um silêncio que incomoda. Um silêncio que fala alto. Um silêncio que ecoa abandono.

E dói.

Dói saber que aquele espaço, outrora vibrante, hoje vê o mato avançar sobre áreas valiosas, especialmente nas proximidades da Barragem de Brotas. Ali, onde ainda se respira ar puro, onde a natureza insiste em mostrar sua força, permanece latente um potencial extraordinário — à espera, talvez, de mãos que cuidem, de olhares que se importem, de decisões que resgatem.

Porque a natureza resiste. Mas o patrimônio humano precisa de zelo.

É preciso, antes de tudo, fazer justiça àqueles que sonharam e realizaram. Os fundadores do Campestre não pensaram pequeno. Não ergueram um espaço qualquer. Criaram um ambiente de convivência familiar, de lazer saudável, de integração social — algo que, para uma cidade do porte de Afogados da Ingazeira à época, representava ousadia, organização e espírito coletivo.

Esse legado não pode ser negligenciado.

Aos atuais dirigentes e permissionários, cabe uma responsabilidade que vai além da gestão administrativa. Cabe-lhes a guarda de um patrimônio que, embora juridicamente privado, é, na prática, parte da memória coletiva da cidade. Cuidar do Campestre não é apenas manter uma estrutura — é preservar uma história.

E história não se reconstrói depois de perdida.

Não se trata aqui de crítica vazia, mas de um chamado à responsabilidade. Manutenção não é custo — é investimento na permanência. Conservação não é obrigação burocrática — é compromisso moral com o passado e com o futuro.

Afogados da Ingazeira já foi protagonista — e ainda pode ser. No comércio, nos esportes, na educação, construiu uma trajetória respeitável no Vale do Pajeú. Mas cidades que deixam seus espaços simbólicos à deriva correm o risco de perder, pouco a pouco, sua identidade.

Recentemente, ao visitar a AABB, ainda se percebe algum esforço de resistência — iniciativas pontuais, tentativas de manter viva uma estrutura que também enfrenta desafios. Mas, ao mesmo tempo, nota-se a ausência de uma presença institucional mais forte, de uma articulação mais ampla que sustente esses espaços ao longo do tempo.

E o Campestre precisa disso.

Precisa de gestão. Precisa de cuidado. Precisa, sobretudo, de compromisso.
A sociedade afogadense — os que estão e os que partiram, mas não esqueceram — também tem seu papel. É hora de olhar novamente para esse patrimônio. De provocar debates. De estimular parcerias. De buscar caminhos que respeitem sua natureza jurídica, mas que não o condenem ao esquecimento.

Porque uma cidade que abandona seus espaços de convivência, aos poucos, abandona a si mesma.

E o Campestre…

o Campestre não pode ser reduzido a ruínas de lembranças.

Ele ainda pode — e deve — voltar a ser palco de encontros, risos e histórias.

Basta que o silêncio seja interrompido.

E que a responsabilidade fale mais alto.

*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia.

Os blogs e seus papéis no meio das informações são levadas a sério?

Por Pedro Araújo/PENotícias

Por muitas vezes ouvi do meu amigo jornalista e competente comunicador Nill Júnior, as vezes em tom de brincadeira, mas outras vezes falando com a franqueza que lhe é peculiar, de que Afogados da Ingazeira é hoje a terra pernambucana onde se tem mais blogs por metro quadrado. E temos que concordar, porque Nill Júnior por ser um dos pioneiros nesse ramo de imprensa na nossa região e porque não dizer, do nosso estado, e com ou sem brincadeira, ele sabe o que diz, e o porquê diz.

Muito embora que hoje em dia, para ser “jornalista” não seja mais necessário ser diplomado, não precisa de formatura, mas vejo que para ser um bom “jornalista”, como alguns desejam que assim o tratem, ou se apresentam com tal. A imprensa e seus formadores de opiniões devem ser tratados por aqueles que idealizam ter seu meio de comunicação, e levar como uma coisa além do sério, verdadeiro, sem paixão por qualquer lado, imparcial. A meu ver, o idealizador que quer ter um conceito (preparo), e por nossa região, existem aqueles que se sentem esnobando de alguns “colegas” e tentam levar a verdade nas suas linhas escritas, mas insistem em não checar a veracidade da notícia nas linhas transcritas de outros, temos que optar pela seriedade das informações.

Querer fundar um blog simplesmente por fundar, e se achar no meio da informação, da imprensa jornalística, de rádios etc., isso carece de um certo conhecimento para se aprofundar e informar aos leitores a verdade dos fatos. Por vezes o que vemos é o sensacionalismo progredir em certos meios de comunicação, o que deixa toda a imprensa triste e perplexa.

Sabemos, do lado financeiro, que todos esses meios de informações tem lá suas despesas, com hospedagens de blogs, pagamentos que aparecem de uma manutenção etc., e que, quem não quer tirar do próprio bolso, terá que procurar patrocinadores, que custeiem essas e outras despesas. Muitos desses “colegas” tem até certos êxitos, mas, a sorte pode não bater à porta de todos todo dia ou hora.

Não vamos ser hipócritas ao ponto de dizer que todos agradam, não. Como escutamos dos leitores, e muitos são direto ao falar a verdade, que blog A, ou blog B está em circulação só pelo lado financeiro (ganhar dinheiro). Pode até ser, mas tem que “ralar” e muito, pra se chegar ao ápice dos noticiários, e quem sabe, se apegar nos gostos dos leitores com as informações publicadas no seu dia a dia.

Outra questão, que não se pode misturar, é entre os blogs e os meios políticos, acho eu. Muitos órgãos governamentais, quer seja Prefeitura, câmaras de vereadores, dentre outros, dão seus patrocínios aos blogs que escolheram (muitos aliados politicamente), para divulgarem o “interessante” (pra eles), e esses meios de comunicações, tem por “obrigação” de publicar, estão sendo patrocinados para divulgar os que lhes pagam, muitas vezes valores irrisórios. Daí, certos “infanto-blogueiros” perde um profissionalismo que estão almejando para seus futuros. Esquecem de si (imprensa), e lembram unicamente do patrocínio (político), com raras exceções, pois temos blogs que conquistam as suas credibilidades pelos trabalhos que fazem e apresentam aos leitores.

Espaço do Internauta

Por: Rinaldo Remígio

Caro Junior, você é lido por muita gente aqui em Petrolina. Vez por outra, alguns me perguntam como você, mesmo estando há tanto tempo distante de sua terra, ainda conhece tantas pessoas e escreve homenageando figuras tão diversas de Afogados da Ingazeira.

A resposta é simples: vivi em Afogados em um tempo singular, quando a cidade preservava uma convivência genuína, marcada pela proximidade humana, onde praticamente todos se conheciam pelo nome, pela história e pelos laços construídos no cotidiano.

Foi uma época em que relações eram mais sólidas, o convívio mais próximo e a memória coletiva mais viva. Talvez por isso, mesmo com o passar dos anos e a distância física, permaneçam intactas as lembranças, o carinho e o reconhecimento por tantos personagens que ajudaram a construir a história de nossa querida Afogados.

Já escrever sobre as pessoas de Petrolina é mais complexo. Vivemos em uma realidade urbana diferente, marcada por muros altos, cercas elétricas e uma rotina cada vez mais reservada. Em muitos casos, mal conhecemos os próprios vizinhos. A dinâmica da cidade grande, embora traga progresso e desenvolvimento, também impõe certo distanciamento humano.

Essa transformação social, infelizmente, reduz a convivência espontânea e enfraquece vínculos que outrora surgiam naturalmente nas calçadas, praças e encontros cotidianos.

Ainda assim, sigo valorizando histórias, trajetórias e personagens, porque preservar memórias continua sendo uma forma de fortalecer identidades e reconhecer aqueles que ajudam a construir o tecido social das cidades onde vivemos.

Absurdo: Cães ataca animal em plena via pública de Afogados da Ingazeira

Acabei de receber de um morador do Bairro Manoela Valadares, a situação que encontra-se este filhote de égua, que foi atacado agora a pouco por cachorros que vivem soltos nas ruas de Afogados da Ingazeira.

Até quando a Prefeitura Municipal através da Secretaria de Saúde vai solucionar o problema destes cães soltos, que além de atacar pessoas, agora atacou este filhote e um verdadeiro absurso esta situação. A população clama para uma solução prefeito Sandrinho.

Afogados da Ingazeira perde comerciante Luciano Tetê

Faleceu no início desta manhã no Hospital |Regional Emília Câmara de Afogados da Ingazeira, o comerciante afogadense Luciano Ferreira da Silva ( Luciano Tetê) aos 48 anos, Luciano era açougueiropor muitos anos e foi vítima de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA),  uma doença neurodegenerativa progressiva. O velório esta acontecendo na casa de Velório Plafamp, o sepultamento amanhã às 09 horas no Cemitério Parque da Saudade.

Municipalização do trânsito: Afogados vivenciou dia histórico

Nesta segunda (27) a Prefeitura de Afogados da Ingazeira deu um passo importante no processo de municipalização do trânsito com o início das autuações por infrações de trânsito por parte dos agentes municipais de trânsito.

Durante todo o dia, os agentes de trânsito fizeram rondas nos bairros e também nas via de maior fluxo, como Manoel Borba, Henrique Dias, Antônio Rafael de Freitas e Rio Branco.

As autuações, na grande maioria, aconteceram devido a estacionamento indevido – veículos em calçadas, faixas de pedestres, faixas amarelas, dentre outros. Também houve autuação por por avanço de sinal vermelho.

Para a Secretária Municipal de Transportes e Trânsito, Flaviana Rosa, o trabalho de fiscalização foi bastante efetivo. “Consideramos também um avanço a liberação de vias e de vagas, antes guardadas indevidamente com cones e cavaletes, assim como a colaboração de muitos comerciantes que já iniciaram o recolhimento de produtos para o interior dos seus comércios,” destacou Flaviana.

A secretária também informou que foram recebidas muitas demandas de comerciantes que serão analisadas na próxima quinta (30), mediante análise técnica da equipe de engenharia de trânsito.

Escala 6X1 ou 5X2 e os neoescravocratas

Heitor Scalambrini Costa*

“Pergunto-me como é possível ver a injustiça, a miséria e a dor
sem sentir a obrigação moral de mudar o que se vê”
José Saramago (escritor português premiado com o Nobel de Literatura em 1998)

O mês de abril conta com mais uma data histórica para o povo trabalhador. No dia 13 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou mensagem presidencial encaminhada ao Congresso Nacional, que na prática acaba com a escala 6X1, reduzindo o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mantendo as 8 horas diárias, garantindo dois dias de descanso remunerado, e proibindo qualquer redução salarial.

Esta medida aproxima o Brasil de um movimento mundial. Países vizinhos como o Chile aprovou a redução de 45 para 40 horas semanais até 2029, a Colômbia, de 48 para 42 horas até 2026. Na Europa, a jornada de 40 horas ou menos ocorre na França que adotou 35 horas semanais desde os anos 2000. Outros países como Alemanha e Holanda têm médias inferiores a 40 horas.

O Projeto de Lei 1838/2026 estabelece uma nova referência para o mercado de trabalho brasileiro, com impacto direto sobre milhões de trabalhadores, promovendo uma das maiores mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em décadas.

Hoje, segundo dados oficiais, cerca de 14 milhões de brasileiros trabalham na escala 6×1, com apenas um dia de descanso, incluindo 1,4 milhão de trabalhadoras e trabalhadores domésticos. Sem contar os 26,3 milhões de celetistas que não recebem horas extras, o que indica jornadas frequentemente mais longas na prática.

As jornadas mais extensas estão concentradas entre trabalhadores de menor renda, menor escolaridade, negros e pardos; o que faz da proposta também uma medida de redução de desigualdades no mercado de trabalho. No caso da população negra com menor rendimento por hora, é forçada a trabalhar mais tempo para garantir o sustento.

São inúmeros os benefícios com a implantação da jornada 5X2. Os de maior relevância diz respeito a mais dignidade no trabalho com a modernização das leis trabalhistas, o aumento do tempo de descanso e convívio familiar refletindo na qualidade de vida, a manutenção da remuneração, a melhoria na saúde física e mental, a segurança jurídica protegendo o trabalhador contra acordos individuais que flexibilizam direitos. Visto o que já acontece em outros países, o maior descanso do trabalhador levará a um aumento na produção com qualidade, o que beneficiará as empresas, e a economia nacional.

Todavia, tal medida modernizadora para o atual mundo do trabalho que teve avanços tecnológicos consideráveis, sofre resistência de setores da classe empresarial e de políticos de extrema direita. E, infelizmente, tal visão ultrapassada, retrógrada, tem seguidores de uma parcela da população, cidadãos desinformados, que se alimentam de “fake news”, e cuja visão de mundo, coincide com a do ex-presidente presidiário que amarga 27 anos de pena por tentativa de golpe de Estado.

Neste debate, os contrários a escala 5X2, se posicionam adeptos de uma sociedade neo escravocrata, cujo sistema social e econômico baseia na propriedade do tempo da vida de um ser humano por outro, imposto pela violência de uma grande reserva de mercado de mão de obra não organizada, que espera conseguir trabalhar, e que acaba aceitando situações inóspitas, degradantes, sem dignidade e de baixa remuneração. Algo que poderíamos denominar de “escravagismo moderno”.

Um fato que chamou atenção neste debate foi a proposta do deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG), um dos líderes da extrema direita, que defende o reembolso empresarial (bolsa patrão), focada na modificação para um modelo 5×2. Ele propôs uma emenda para que “o governo compense empresas por possíveis aumentos de custos, temendo desemprego e informalidade”. Em estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais pode elevar em média, o custo a 7,84%; e que para os maiores empregadores, o efeito total da redução da jornada sobre os custos não chega a 1%. Valores estes que podem ser plenamente absorvidos pelo aumento da produtividade e pelos avanços tecnológicos adotados.

Esta indigna proposta do deputado se assemelha àquela dos políticos do Partido Conservador, e elites da época que antecedeu a abolição da escravatura em 1888, a de indenizar os ex-proprietários de escravos, com o argumento de que os escravizados eram propriedades legítimas e, portanto, sua libertação sem compensação violaria o “direito sagrado” à propriedade.

A proposta do governo federal encaminhada em regime de urgência constitucional, significa que os parlamentares terão 45 dias para votar, ou seja, até início de junho. Não votar significa paralisar o funcionamento do parlamento, impedindo novas votações.

Com a aprovação da admissibilidade da redução da jornada de trabalho pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o mérito agora será analisado e debatido por uma Comissão Especial de 37 membros titulares, e de igual número de suplentes, criada com esta finalidade. Se aprovado na comissão o projeto de lei segue para a votação no plenário, com quórum exigido de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308, em dois turnos.

Uma movimentação da extrema direita, do Partido Liberal (PL), aliado com partidos do famigerado Centrão (que de centro não tem nada), já discute barrar o projeto governamental, como propaga o Deputado Júlio Lopes (PP/RJ) presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo.

A atuação de uma parcela majoritária do Congresso Nacional tem se mostrado claramente inimiga do povo, priorizando “privilégios e retrocessos”, com votações prejudiciais à população e com o avanço de agendas da extrema direita, em vez de pautas populares. É hora de lutar pelo fim da escala 6×1.

A pressão popular junto aos parlamentares é o caminho para a mudança na legislação trabalhista. Caberá aos trabalhadores, cidadãos, eleitores, juntamente com seus órgãos de classe, sindicatos, centrais sindicais, associações, aliado aos defensores dos legítimos interesses da classe laboral, manifestarem nas ruas, cobrando dos seus parlamentares a votarem pela jornada semanal de 5 horas trabalhadas e 2 descansadas remuneradas, sem redução de salário. E que nas próximas eleições a(o) eleitor(a) escolha seu representante entre aquele(a) que tenha lado, o do trabalhador. Não se deixe enganar.

* Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de Energia Atômica (CEA)-França

Prefeitura de Afogados anuncia liberação da rua Manoel Mariano para o trânsito

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira promoveu ontem (22) uma reunião com os feirantes da Rua Manoel Mariano e ambulantes da área comercial de Afogados. A reunião foi coordenada pelos secretários Valberto Amaral (agricultura) e Flaviana Rosa (transportes e trânsito).

Buscando sempre o diálogo, a reunião definiu pela liberação da Rua Manoel Mariano para o trânsito, com a transferência da feira para a esquina do sacolão de Josa. A liberação da Rua Manoel Mariano vai ajudar na fluidez do trânsito entre as avenidas Manoel Borba e Antônio Rafael de Freitas.

A liberação da via não será de imediato. A Prefeitura vai confeccionar e entregar, gratuitamente, barrracas padronizadas aos feirantes e ambulantes que comercializarão no novo local. O cadastramento dos ambulantes está sendo feito na secretaria municipal de agricultura. Os ambulantes também serão contemplados nesse espaço, desobstruindo as calçadas.

Em Afogados, agentes municipais começarão a autuar infratores de trânsito a partir de 27 de Abril

A Prefeitura de Afogados dá um passo importante no processo de municipalização do trânsito. A partir da próxima segunda, 27 de Abril, os agentes municipais de trânsito estarão autorizados a autuar condutores que cometam infrações de trânsito.

O início das autuações se junta a importantes ações realizadas, a exemplo das sinalizações de vias importantes como a Diomedes Gomes, Manoel Borba, Barão de Lucena, e Henrique Dias, que se inicia hoje. Também foram instalados semáforos na Diomedes Gomes e nos cruzamentos das ruas Antônio Rafael de Freitas com Antonio de Lemos, e avenida Rio Branco com Artur Padilha.

No trânsito, a responsabilidade é de todos. Evite multas, colabore com o processo de municipalização respeitando a sinalização e as leis de trânsito. A população vai poder colaborar denunciando, imediatamente, flagrantes de infrações. O disque trânsito funciona como telefone e zap: (87) 9.9978-1516.

“Essa é uma das etapas mais importantes no processo de municipalização, com o início das autuações, e vamos precisar da colaboração de todos para termos um trânsito mais seguro, diminuindo o número de sinistros de trânsito em nosso município,” destacou a secretária de transportes e trânsito, Flaviana Rosa.

A secretaria de trânsito informa ainda que está recebendo solicitações de pessoas idosas e de pessoas com deficiência, para liberação das credenciais para que seja permitido estacionar em vagas de idosos e de deficientes. O expediente na secretaria é de segunda a sexta, de 8h às 13h.

Quando a submissão é necessidade

Por: Izilda Sampaio

Há atitudes que não nascem da convicção, mas da necessidade. E isso muda tudo. Quando a sobrevivência depende de alguém, muitos acabam adotando posturas subservientes, não por concordarem, mas por temerem as consequências de um posicionamento firme. Em certos casos, o silêncio não é consentimento; é estratégia de quem ainda não pode pagar o preço da própria voz.

É compreensível, embora profundamente lamentável, perceber que a falta de estabilidade financeira ainda aprisiona comportamentos. A dependência econômica, em muitos contextos, funciona como uma corrente invisível, que limita escolhas, enfraquece a autonomia e, por vezes, empurra indivíduos para atitudes que beiram a submissão ou até a covardia. Não por falta de caráter, mas por excesso de medo. Medo de perder o pouco que se tem.

Mais triste ainda é reconhecer que essa dinâmica não é nova. Ela ecoa uma herança histórica em que o poder sempre esteve concentrado nas mãos de quem detém os recursos. A mentalidade escravagista, embora não mais institucionalizada, ainda resiste em práticas e relações desiguais, onde o controle financeiro dita comportamentos, impõe silêncios e molda consciências.

Mas é preciso cuidado para não simplificar o julgamento. Nem toda postura aparentemente subserviente revela fraqueza moral; muitas vezes, revela uma luta silenciosa pela sobrevivência. Ainda assim, é urgente romper com esse ciclo, não apenas no plano individual, mas coletivo. Porque uma sociedade que normaliza o medo como instrumento de controle jamais será, de fato, justa.

O caminho passa pela autonomia, pela educação e pela construção de condições mais igualitárias. Só quando as pessoas tiverem segurança para dizer “não” sem medo de passar fome ou perder status, é que veremos, de fato, a coragem florescer onde hoje ainda impera a submissão. Agora faço como Pepe Mujica: ” Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo com apenas o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade.”