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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Afogados da Ingazeira cidade dos cones, diz radialista

O radialista Celso Brandão, gravou e enviou este video para o blog, afirmando que: A riqueza cultural da Região do Pajeú é muito rica, mas infelizmente tem ideias que apagam a beleza e obscurece a cultura da cidade.

Em primeira mão: Partido Novo anuncia pré-candidaturas de Nelsinho da Pizzaria e Júnior Santiago

O cenário político de Afogados da Ingazeira acaba de ganhar um movimento daqueles que sacodem os bastidores. O presidente estadual do Partido Novo, Técio Teles, fez contato com o Blog do Finfa e adiantou, com exclusividade, a formação de uma nova aliança dentro da sigla.

Segundo Teles, o Novo fechou entendimento com o empresário e policial militar Nelsinho da Pizzaria, além de Júnior Santiago, que confirmaram suas pré-candidaturas a deputado federal e deputado estadual, respectivamente, ambos pela legenda.

A articulação foi selada durante uma reunião realizada na sede estadual do Partido Novo, no Recife.

Quando a memória se torna alma de uma cidade

Por Rinaldo Remígio*

Toda cidade carrega em suas ruas, praças e instituições muito mais do que concreto e movimento. Há nelas uma espécie de pulsação silenciosa, feita de afetos, lembranças e histórias que, mesmo quando não registradas, permanecem vivas na memória de seu povo. É essa memória — pessoal e coletiva — que sustenta a alma de uma cidade.

Recentemente, um amigo me provocou com uma pergunta direta: “Professor Remígio, não seria mais importante destacar apenas o que está acontecendo hoje?”. O questionamento, embora legítimo, revela um equívoco comum. O presente importa, sim, mas jamais pode caminhar divorciado do passado. Cada avanço que celebramos hoje só existe porque muitos abriram caminhos quando sequer havia estrada. Negar o passado seria arrancar as raízes que sustentam o que somos.

Em minha casa, costumo ser chamado de saudosista — e assumo essa condição sem reservas. Revisito fotos antigas, releio relatos, mergulho em lembranças das cidades onde vivi e fiz amigos. Para mim, cada imagem é uma viagem, cada registro é uma ponte entre tempos diferentes. E, como toda boa viagem, traz emoção: muitas vezes, escrevendo, as lágrimas chegam antes das palavras. Viajar na memória é um gesto de cura; é reencontrar, reviver e agradecer.

Em fevereiro deste ano, ao visitar minha querida Afogados da Ingazeira, vivi um reencontro que reafirmou essa convicção. Ao lado do jornalista e blogueiro Júnior Finfa, amigo de longas décadas, conversei longamente sobre a importância de resgatar a história de quem construiu a cidade. Naquele diálogo, nasceu a proposta — e o compromisso — de escrever conteúdos voltados à memória dos afogadenses que deixaram legado. Desde então, seguimos firmes nessa tarefa: registrar, honrar e manter viva a história que não pode desaparecer.

E, para quem deseja fazer a mesma viagem no tempo, sem pagar passagem ou reservar hotel, fica a dica: acessem o blog ou o Facebook do historiador Fernando Pires. Talvez não exista em Afogados da Ingazeira acervo mais rico, variado e fiel à história local. Fotografias, vídeos, relatos e documentos formam um mosaico vivo da cidade, onde cada nome encontra seu lugar e cada rosto reocupa o cenário ao qual pertence.

Registrar memórias, no entanto, exige coragem. Quem escreve, quem expõe fatos, quem ilumina o passado, naturalmente se coloca diante das críticas. Aprendi a aceitá-las com serenidade. Críticas passam; o legado permanece.

Porque a memória não é apenas lembrança. Ela é identidade, raiz e pertencimento. Quando celebramos quem fez, reconhecemos quem faz e inspiramos quem ainda fará, edificamos uma cidade mais consciente de si e mais preparada para o futuro.

Preservar a memória — individual ou coletiva — é, antes de tudo, um ato de amor. Amor por quem veio antes, respeito por quem está agora e esperança em quem ainda virá. Uma cidade que cuida da sua história cuida também da sua própria alma.

*Professor universitário aposentado e memorialista!

Caso Jandyson: prazo para manifestação do MP e alegações finais das partes é de dois dias

Do Blog Juliana Lima

O juiz eleitoral de Afogados da Ingazeira, Osvaldo Teles Lobo Júnior, presidiu nesta terça-feira (09) a audiência instrutória do caso Jandyson em Afogados da Ingazeira. A audiência terminou por volta das 14h30.

A audiência realizou a ouvida dos réus e das testemunhas arroladas pelas coligações União Pelo Povo e Frente Popular no âmbito da AIJE impetrada contra a chapa majoritária de Sandrinho e Daniel.

Encerrada a ouvida das testemunhas e dos réus Alessandro Palmeira, Daniel Valadares e Jandyson Henrique, o magistrado determinou um prazo de dois dias a partir da publicação no Diário Oficial para a manifestação do Ministério Público Eleitoral e para a apresentação das alegações finais dos advogados das duas coligações. Entre as testemunhas ouvidas, as vereadoras Lucineide do Sindicato e Simone da Feira.

Somente após o Ministério Público apresentar parecer e as defesas apresentarem as alegações escritas dentro do prazo determinado, o magistrado irá apresentar a sentença do caso.

Especialista aponta que provas da PF podem levar à cassação de chapa em Afogados da Ingazeira

Por: André Luis – Causos & Causas

Advogada eleitoral Tassiana Bezerra analisa inquérito que investiga campanha do prefeito Sandrinho Palmeira e afirma que conjunto de indícios é suficiente para ação judicial com risco de perda de mandato
As provas coletadas pela Polícia Federal no inquérito que investiga a campanha de reeleição do prefeito de Afogados da Ingazeira, Alessandro Palmeira (Sandrinho Palmeira), constituem base sólida para uma ação judicial que pode resultar na cassação da chapa, segundo análise da advogada especialista em direito eleitoral Tassiana Bezerra.

Em entrevista ao Causos & Causas, a especialista afirmou que o inquérito da PF apresenta indícios concretos de três graves infrações eleitorais: compra de voto (captação ilícita de sufrágio), corrupção eleitoral e abuso de poder econômico.

“Se no decorrer do processo o juiz entender que de fato essa investigação comprova essas situações, é cassação da chapa“, explicou Tassiana Bezerra. “Por mais que a prática do ato tenha sido feita por um terceiro, foi no intuito de beneficiar um candidato, a chapa majoritária.”

Caixa dois eleitoral
A advogada destacou que a investigação revela fortes indícios de caixa dois eleitoral, evidenciado pela grande discrepância entre os valores declarados pela campanha e os recursos efetivamente movimentados – especialmente em relação aos tickets de combustível apreendidos com o ex-secretário municipal de Finanças, Jandyson Henrique Xavier Oliveira, coordenador da campanha.

“O inquérito nos leva a crer em compras de voto por meio de tickets de combustível, com bem discrepância de valores levando a crer a existência de um caixa dois eleitoral”, analisou a especialista.

Tipos penais aplicáveis
Conforme Tassiana Bezerra, os crimes eleitorais que podem ser imputados em uma eventual ação judicial incluem corrupção eleitoral, caixa dois, abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio.

“Esses tipos, se comprovados, com certeza levam à cassação da chapa”, reforçou a advogada, lembrando que o inquérito representa a fase preliminar da investigação: “Esta é a finalização do inquérito. Depois é que o Ministério Público vai dar encaminhamento à possível ação.”

A especialista acrescentou que, se já existir alguma ação em curso relacionada ao caso, as conclusões da investigação da PF poderão ser incorporadas aos autos, fortalecendo a posição do Ministério Público Eleitoral.

O caso teve início a partir de denúncia anônima e abordagem policial que resultou na apreensão de R$ 35 mil em espécie, notas fiscais de abastecimento totalizando R$ 240.214,06 e 135 tickets de autorização de abastecimento na véspera das eleições.