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Últimas publicações do quadro “Afogados da Ingazeira”

Luz que atravessa gerações: A memória da família Veras

Por Rinaldo Remígio*

Há famílias que passam pela história como quem atravessa uma estrada de terra: deixam marcas que o tempo, mesmo com vento e poeira, não consegue apagar. No sertão do Pajeú das Flores, uma dessas marcas tem nome: a família Veras. E no início dessa história está um homem simples, de olhar atento e mãos firmes — José de Morais Veras.

Outro dia, em uma conversa despretensiosa, perguntei ao meu irmão Reginaldo Remígio:
— Quem é Djaci Veras? Vejo sempre esse senhor postando e comentando muitas informações nas redes sociais, principalmente no Facebook.
Ele respondeu com naturalidade:
— Djaci é filho do senhor José Veras. Você não o conheceu. Ele mora fora de Afogados.
Coincidência ou não, ontem, logo cedo, li mais um de seus comentários no Facebook e, considerando também a parceria com o jornalista Júnior Finfa, ao reler suas palavras sobre a história de sua família, resolvi prestar-lhe esta homenagem em forma de crônica.

Nascido em 10 de março de 1921, no Sítio Tabuleiro, zona rural de Tabira, José de Morais Veras era filho do sertão: da terra seca, do trabalho duro e da fé que sustenta o povo nordestino. Ainda jovem, na década de 1940, foi ao Recife aprender fotografia no tradicional Foto Beleza.

De volta ao sertão, transformou a fotografia em missão de vida. Percorreu cidades, sítios e fazendas do Pajeú, Espinharas e Vale do Piancó registrando casamentos, procissões, festas religiosas, quermesses, campanhas políticas e retratos de família. Seu transporte era simples, mas fiel: uma burra chamada Lua Branca, que o levava pelas estradas poeirentas e pelas veredas do sertão.

Durante décadas, em muitas casas da região havia um retrato feito por suas mãos. Assim, José Veras tornou-se um verdadeiro guardião da memória do povo sertanejo.

Ao lado de sua esposa, Francisca Leite Cabral, natural de Itaporanga (PB), construiu uma família numerosa e unida, criando sete filhos com valores de honestidade, fé e respeito. Também formou novos fotógrafos, montou laboratório de revelação e ajudou muitos profissionais a iniciarem na arte de fotografar, criando uma verdadeira escola informal da fotografia sertaneja.

Homem de fé católica, viveu com simplicidade e amor ao sertão que nunca abandonou. Ao partir para a Casa do Pai Celestial, foi sepultado no Cemitério de São Judas Tadeu, em Afogados da Ingazeira, onde repousa ao lado de sua esposa.

Como reconhecimento por sua contribuição à história da região, seu nome foi eternizado em uma rua da cidade — justa homenagem ao fotógrafo que ajudou a preservar a memória de gerações.

Por isso, o 10 de março não é apenas uma data de aniversário. É um momento de lembrar um homem que dedicou a vida à família, à fé e à missão de registrar a história de seu povo.

Se estivesse entre nós, José de Morais Veras estaria completando 105 anos.

Mas homens como ele não desaparecem com o tempo. Permanecem nas fotografias que deixaram, nas histórias que inspiraram e no orgulho de uma família que continua a honrar seu legado.

Porque há homens que apenas passam pela vida.

E há aqueles que, como José Veras, ajudam a eternizar a memória de um povo.

*Professor universitário aposentado e memorialista.
Imagem: Fernando Pires
Informações: Djaci Veras

Deputado estadual Romero Sales visita sede do Blog

No final desta tarde, o deputado estadual Romero Sales, que encontra-se em Afogados da Ingazeira, para cumprir agenda administrativa e política, fez uma visita a sede deste blog. Na oportunidade, concedeu uma entrevista exclusiva, onde foram abordados vários assuntos pertinentes. Estarei publicando a entrevista na íntegra, na Coluna do Finfa desta quinta-feira (12).

O deputado estava acompanhado dos seus aliados Danilo Simões e do vereador Zé Negão. Fotos: Davi Mota

Exclusivo: Confirmada a agenda da governadora Raquel Lyra no Pajeú

Acabei de entrar em contato com um membro da Casa Civil, direto do Palácio do Campos das Princesas, e o mesmo afirmou que foi fechada a agenda da governadora Raquel Lyra, da próxima quinta-feira e sexta-feira no Sertão do Pajeú.

Quinta-feira (12)
15 horas -Itapetim
17 horas – São José do Egito
19 horas – Tabiba

Sexta-feira (13)
09 horas – Afogados da Ingazeira
10 horas – Solidão

Você no Mural do Finfa

O Mural do Finfa, é um acervo com centenas de fotografias com políticos de todos os níveis, que estão a mostra no nosso escritório, são arquivos dos treze anos de história do Blog.

Campus Afogados divulga programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher

Evento inclui palestras, debates e atividades culturais abertas ao público

O IFPE Afogados da Ingazeira promoverá uma programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher, 08 de março. Com início no dia 10/03, o evento inclui palestras, debate, exibição de filme e apresentação de espetáculo teatral.

A participação é aberta a qualquer pessoa interessada, seja do público interno ou externo ao IFPE, sem necessidade de inscrição. O objetivo é incentivar a reflexão sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, bem como discutir outros temas importantes relacionados ao Dia Internacional da Mulher.

 08 de março

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem origem nas mobilizações de mulheres trabalhadoras no início do século XX, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, que reivindicavam melhores condições de trabalho, igualdade salarial, redução da jornada e direito ao voto. O marco principal foi a greve de operárias russas em 8 de março de 1917, que exigiam “Pão e Paz”. Em 1975, o 8 de março foi oficialmente reconhecido pela Organização das Nações Unidas como um dia de reflexão sobre igualdade de gênero, direitos e participação das mulheres na sociedade.

Programação Mês da Mulher | IFPE Afogados

10/03 |Terça, 9h | Auditório, Bloco A
Palestra Violência Contra a Mulher
Núcleo Maria da Penha – PM de Afogados da Ingazeira

18/03 | Quarta, 9h | Auditório, Bloco A
Palestra Saúde Íntima
Lucymara Rafaella – Enfermeira X GERES

24/03 | Terça, 14h45 | Sala de Atividades físicas, esporte e lazer, Boco D
Peça de Teatro ‘Alice no país da obediência’
Estudantes técnico integrado

26/03 | Quinta, 9h | Auditório, Bloco A
Filme Estrelas Além do Tempo

31/03 | Terça, 19h | Auditório, Bloco A
Debate ‘O impacto da violência na vida de mulheres com deficiência: seus desafios, seus direitos’
Rebeca martins, Denise Duarte e Michelle Bezerra | Núcleo de Apoio às Pessoas com Deficiência IFPE Afogados

Moradores espera solução da Vigilância Sanitária de Afogados da Ingazeira

Este blogueiro foi procurado nesta manhã, por alguns moradores da Av. Padre Luiz de Góes – Bairro Manoela Valadares, em Afogagdos da Ingazeira, que estão fazendo um apelo à Vigilância Sanitária, que tome as devidas providências quanto a segurança dos seus animais domésticos e até mesmo crianças.

Segundo uma moradora que pediu reserva, o problema maior é que, devido as atitudes de uma moradora do referido bairro, que tem feito abrigo em diversos lugares no bairro, para os animais de rua, tem preocupado muito os moradores, em virtude das agressividade dos cães.

“Finfa, são cerca de 30 cachorros circulando pelo local, ocasionando transtornos como o mais grave até agora que foi a morte de um gato de um dos moradores do bairro, precisamos que as autoridades competentes tomem uma solução rápida, para não acontecer o pior”, disse a moradora.

Afogados da Ingazeira sob Águas: O preço do crescimento desordenado e da omissão pública

Por: Dr. Décio Petrônio

A cada temporada de chuva, o cenário em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, repete-se como uma tragédia anunciada. Ruas transformadas em rios, casas invadidas pela lama e prejuízos materiais incalculáveis são apenas os sintomas visíveis de uma doença mais profunda: décadas de negligência urbanística, falta de planejamento e ausência total de investimentos estruturais.

Um dos pontos mais críticos é a recente pavimentação asfáltica de diversas vias. Embora o asfalto traga uma falsa sensação de modernidade, em Afogados ele se tornou um vilão ambiental. Sem um sistema de drenagem e galerias pluviais que acompanhassem as obras, o solo foi impermeabilizado. A água, impedida de infiltrar no subsolo, corre com velocidade destrutiva pela superfície, buscando saídas inexistentes e invadindo as residências dos cidadãos.

Recentemente, o poder público municipal criou a Secretaria de Meio Ambiente, mas, na prática, o órgão nasceu natimorto. Sem estrutura física adequada, orçamento próprio ou corpo técnico suficiente, a pasta funciona apenas como uma peça decorativa no organograma da Prefeitura.

A secretaria não possui “braço” para realizar o trabalho social necessário junto às comunidades, nem capacidade de fiscalização para coibir crimes ambientais e ocupações irregulares. É uma estrutura de fachada que serve para passar uma imagem de preocupação ecológica enquanto a cidade padece com o descaso real.
A cidade cresceu, mas não evoluiu. O Plano Diretor, que deveria nortear a ocupação do solo, é uma peça meramente teórica. O resultado é a ocupação desordenada de áreas de risco e terrenos historicamente impróprios, como uma antiga lagoa que foi aterrada e loteada.

Enquanto a infraestrutura básica de escoamento é inexistente, a aplicação do dinheiro público em obras que não têm trazido benefícios para a população gera revolta. Nos últimos anos, cerca de R$ 8 milhões foram destinados à construção de uma usina solar e de um pátio de feira, sem qualquer utilidade para a população, já que a usina não funciona e pátio encontra-se em abandono há anos, um verdadeiro elefante branco.

O Rio Pajeú, artéria vital da região e da cidade, padece com o assoreamento severo e o acúmulo de lixo. Sem projetos de desassoreamento e com as margens ocupadas de forma desordenada sob o olhar complacente da gestão, o rio perdeu sua capacidade de vazão, contribuindo diretamente para o represamento das águas durante as cheias.

Para interromper esse ciclo de negligência que já dura mais de duas décadas, é necessário que a gestão municipal deixe o marketing de lado e foque em ações estruturantes:
• Infraestrutura Real: Construção imediata de canais de drenagem e galerias pluviais de grande porte em pontos críticos.
• Plano de Contingência: Implementação de um plano emergencial real para salvar vidas e bens durante as tormentas.
• Reforma da Secretaria de Meio Ambiente: Dotar a pasta de estrutura funcional e capacidade técnica para realizar fiscalização e trabalho social permanente.
• Recuperação do Rio Pajeú: Desassoreamento urgente e limpeza permanente dos leitos.
• Pacto Legislativo: Criação de leis rigorosas junto à Câmara de Vereadores para punir o descarte irregular de lixo e auxiliar na fiscalização do ordenamento urbano.

A omissão dos últimos 20 anos cobrou um preço alto demais. Resta saber se a gestão continuará investindo em asfalto sem bueiro, ou se finalmente enfrentará o desafio de estruturar a cidade para que o povo de Afogados da Ingazeira possa dormir em paz, mesmo sob chuva.

Morre em Afogados da Ingazeira Carrinho do Padre

Faleceu neste início desta tarde em sua residência Carlos Cerquinha de Sá Maranhão (Carrinho do Padre), aos 85 anos. Carlinhos passou mal no início desta tarde, foi levado ao Hospital Regional Emília Câmara, mais foi a óbito. Carrinho era casado com a professora Dona Zezinha, Ouvidora do município, deixa três filhos.

O velório será na sua residência na Avenida Artur Padilha, 569, em frente o sinal da Avenida RIo Branco. O sepultamento deve ocorrer nesta terça-feira horário a confirmar.