A assessoria política do senador Armando Monteiro (PTB) começou a marcar novas visitas dele ao interior de Pernambuco. A próxima deverá ser ao Sertão do Pajeú, conforme o prefeito do município de Itapetim, Arquimedes Machado-foto (PSB) foi comunicado. Armando parece estar acreditando na possibilidade de tornar-se o candidato da Frente Popular à sucessão de Eduardo Campos. A reunião seria com os prefeitos da região. (Rádio Vivo – Foto Júnior Finfa)
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José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.
O flerte entre o PDT e o PSB do governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, começa a ganhar a simpatia de integrantes históricos da legenda trabalhista. Visto como uma das principais vozes do Senado Federal, o senador Cristovam Buarque (PDT) disse ver com “simpatia” a postulação do governador, mostrando-se disposto a defender publicamente a candidatura do pernambucano.
“Tenho muita simpatia pela alternativa que o governador Eduardo representa porque entendo que estamos encerrando um ciclo que vem desde o (ex-presidente) Itamar Franco. O modelo é o mesmo, apenas com diferenças de personalidade, sendo baseado em quatro pilares: democracia, estabilidade, programas de bolsas e busca pelo crescimento, que precisa ser modificado”, analisou o senador, que foi candidato a presidente em 2006.
Esclarecendo que o PDT é hoje totalmente centrado na figura do seu presidente nacional, Carlos Lupi, que em 2011 saiu do Ministério do Trabalho por denúncias de corrupção, Buarque alertou que a legenda precisa se posicionar rapidamente no cenário eleitoral de 2014.
“Está ficando feio para o PDT esse flerte com o PSB, com o PSDB e a presença no governo, ocupando o Ministério do Trabalho. Se o Eduardo se posicionar com boas propostas para educação e saúde, defenderei seu nome junto aqueles que me escutam”, assegurou o pedetista.
Com uma movimentação voltada para a busca de uma política de alianças com vistas especialmente à formação de um palanque que lhe ofereça tempo de televisão – já que amarga um certo desconhecimento no Sul e Sudeste do Brasil –, Campos ainda não colocou em curso um programa de governo para apresentar aos partidos que vem cortejando.
“O modelo econômico está esgotado, não vejo a Dilma preocupada em fazer a população não depender mais dos programas de renda e nem, por exemplo, com a questão importante da federalização da educação de base. PSDB e PT estão em modelos esgotados e agora estão sobrevivendo, mas não trazendo um novo Brasil”, apontou.
Cristovam Buarque avaliou que Eduardo Campos pode representar uma “inflexão” ao modelo visto nos últimos 20 anos, mas cobrou que o governador comece a oferecer propostas concretas aos aliados.(JC.COM.BR)
O secretário de Obras de São Jose do Egito Cléber do Supermercado poderá deixar o governo Romério Guimarães nos próximos dias. Noticias que chegam da Terra da Poesia dão conta de que Cléber não estaria conseguindo conciliar o publico com o privado.(Anchieta Santos)
Três nomes estariam sendo avaliados pelo governador para o lugar de Ranilson Ramos: Anchieta Patriota, ex-prefeito de Carnaíba; Adelmo Moura (foto), ex-prefeito de Itapetim, e o secretário-executivo da pasta, Aldo Santos. Os dois últimos levariam mais vantagens, porque Anchieta, atualmente na Secretaria de Cidades, é candidato a deputado estadual.(Coluna do Magno)
Ao sair de casa, na última terça-feira, para visitar uma filha no centro da cidade sertaneja de Floresta, a 439 quilômetros de Recife, Manoel Afonso dos Santos, de 82 anos, delegou uma triste tarefa à mulher, Maria Fátima Alves Laurentino, de 46: deixar com fome o cavalo Canário por um dia, para que não faltasse ração aos bois Sereno e Mineiro e ao bezerro Boa Vista. Morando em uma casa de taipa, sem direito a água nem colheita, ele adotou esses rodízio para administrar os seis hectares do sítio Riacho do Ouro, onde, ao longo dos últimos doze meses, viu sumir o patrimônio de uma vida, na pior seca em meio século. Assistiu à morte de 31 bichos e vendeu cinco outros, “a preço de banana” para garantir o sustento dos que sobreviveram.
Em 47,5% das cidades do semiárido, 1/3 dos moradores vive de programas federais
Seca: levantamento aponta foco em ações remediadoras
Em Serra Talhada, também no sertão, a 418 quilômetros de Recife, José Lopes da Costa, de 78 anos, vive a mesma dor: já perdeu 20 cabeças de gado. Há um mês, vendeu uma “junta de boi de trabalho” por R$ 5 mil para garantir alimentação dos que sobraram.
Era bicho “danado de bom”, que Zeca do Jazigo, como o agricultor é mais conhecido, não pretendia comercializar por dinheiro algum. Em São Caetano, no agreste, José Albertino da Silva, de 75 anos, já não tem “mais nenhum bichinho”. Nem tentou plantar melancia, milho, feijão e mandioca porque “a terra não molhou” no seu sítio, chamado ironicamente Poço D´Água.
Além de verem os rebanhos minguarem Afonso, José e Albertino são a prova de que a indústria da seca não acabou: eles vêm gastando os últimos trocados na compra de água, já que a frota oficial não atende à demanda das populações da caatinga.
Água virou ouro, e tem muita gente enricando com ele — reclamaram Maria Angelina Cordeiro, de 71 anos, e sua filha, Josefa Márcia, de 29.
Elas moram no Sítio Mocós, em Tacaimbó, também no agreste, uma zona de transição entre a Zona da Mata e o sertão. Beneficiária de aposentadoria rural, Maria pôde comprar água. Este ano já gastou R$ 600 só com pagamento de carros-pipa. Contou que a venda da água, transformada em artigo de luxo, virou um negócio tão rentável, que há pessoas vendendo até automóveis para comprar caminhões-tanque:
Teve um aqui perto que vendeu um açude por R$ 3 mil — disse ela, referindo-se a Albino Jota Barros, que não foi localizado em casa pelo GLOBO.
Carro-pipa chega a custar R$ 180
O comprador do açude, segundo a agricultora, secou a represa e vendeu a água a um preço muito alto para os lavradores já descapitalizados com a estiagem. O problema, porém, é mais abrangente: O GLOBO não esteve em uma só casa onde os moradores não compraram água na atual seca. Os preços não são baixos: variam de R$ 120 a R$ 180 cada carro-pipa. Na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tacaimbó, a 169 quilômetros de Recife, a maioria dos lavradores levantou as mãos, quando pergunta se já tinha gasto dinheiro com água este ano.
Não comprei, mas não por falta de necessidade, mas por falta de dinheiro. Minha cisterna está seca — reclamou José Herculino de Macedo, de 66 anos.
Quem comprou reconhece a exploração. Angelina contou que parentes seus, que moram na cidade com água encanada, têm conta mensal de R$ 36 com uma família do mesmo tamanho da sua. Ela não entende por que tem que pagar um preço tão exorbitante pelo que é um direito. Em Pernambuco, há 1.476 carros-pipa em operação: 638 do Exército e 838 do governo estadual. Isso sem falar nos mobilizados pelas prefeituras. Mas, segundo a população da caatinga, a oferta está longe de atender à demanda. Assim quem quase mais nada têm a oferecer é explorado. Gente como Adriano João da Silva, de 23 anos, residente em São Caetano, vizinho a seu Albertino, que está vendendo o rebanho para comprar água e comida para a família e os caprinos:
O governo diz que vem todo mês uma carrada, mas não chega. A gente compra a R$ 130 no caminhão, e nem boa a água é, é salobra a danada. Até os bichos acham ruim — disse Adriano.
Para economizar, ele gasta três horas diárias no jumento para arranjar água barrenta nos açudes que ainda têm “um espelhinho” na caatinga. Precisa de 250 litros por dia para matar a sede das 40 cabras que restam.(Jornal o Globo)
Um dos membros do PT no Governo Eduardo Campos, o secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, anda silencioso sobre questões políticas, mas tem andado o Estado em agendas administrativas.
Só nesta semana, assina ordens de serviço de duas rodovias – uma em Macaparana e outra em Bom Jardim. A PE-89 passa por Macaparana e São Vicente Férrer. A PE – 88 liga Bom Jardim a Orobó e Umburetama (PB).
Somadas, resultam num montante de R$ 35 milhões. Além dessas, há mais três ordens de serviço a serem assinadas – da PE-28, da PE-360, que vai de Floresta a Ibimirim e a PE-380, que vai de Sertânia a Custódia.(Folha Política)
Um dia antes da reunião entre a presidente Dilma Rousseff (PT) com os governadores do Semiárido do Nordeste para articular ações e projetos de combate à seca, a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) promoverá um encontro com os prefeitos de Pernambuco para esclarecer as dúvidas de como deverá ser aplicado o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) – criado e sancionado pelo governador Eduardo Campos (PSB) devido ao acúmulo de dívidas das prefeituras ocasionada pela queda do Fundo de Participação dos Municípios (FMP). O cacique socialista, inclusive, pretende replicar seu projeto durante a reunião com os governadores.
O seminário será realizado amanhã, na sede da Amupe, a partir das 9h, e contará com a presença do secretário de Planejamento do Governo do Estado, Fred Amâncio, que irá detalhar os decretos de regulamentação de instituição do Fundo. “Queremos manter esse contato permanente com as prefeituras para dar suporte aos gestores sobre qualquer dificuldade na utilização do FEM. Nós disponibilizamos, no site da Secretaria de Planejamento, uma página explicando do que se trata essa ferramenta, mas sabemos que as dúvidas surgirão com a parte operacional”, explicou Amâncio.
Estima-se que R$ 228 milhões sejam injetados no fundo. Na última quinta-feira, o Diário Oficial divulgou a criação de uma Comissão, gerenciada por dez secretários, que irá receber os planos de trabalhos das prefeituras para avaliar e verificar se são viáveis. Caso não sejam, o colegiado encaminha as observações para que o prefeito reformule o projeto. Os gestores têm até o dia 15 para elaborarem seus planos de infraestrutura nas áreas de Saúde, Meio ambiente, Educação, Segurança, Desenvolvimento social e Sustentabilidade.
Apesar de considerar louvável o empenho do Governo Estadual em minimizar os efeitos da estiagem no Agreste e Sertão de Pernambuco, o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), declarou que a sugestão do governador Eduardo Campos (PSB) em desburocratizar os recursos enviados pela União até chegarem ao município é uma iniciativa já pensada e anunciada pelo Governo Federal através do cartão da Defesa Civil. “Nós tivemos uma reunião com o ministro Fernando Bezerra Coelho (PSB) para discutir ações voltadas para ajudar o município nessa questão tão crítica. Fernando, foi quem primeiro anunciou que o Governo Federal pretendia elaborar uma maneira de repassar os recursos diretamente para os prefeitos, e no momento eu coloquei que deveria ser por meio do cartão da Defesa Civil”, explicou o petista.
Duque reconheceu que o Estado deu um salto à frente ao lançar o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (FEM) como uma contraparte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas rememorou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também socorreu os municípios em situação de emergência facilitando os repasses do FPM. “Este dinheiro não deve ser liberado para pagar dívidas, mas para custear as ações emergenciais, como recuperação de açudes, por exemplo, para segurar o rebanho até que esse período de estiagem passe”, observou. Sobre o perdão das dívidas, o prefeito pontuou que a iniciativa partiu do encontro entre Eduardo e os representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde foi entregue um documento com 100 reivindicações e sugestões de convivência com a seca. “O que acredito é que o governo não deveria se basear só no perdão, mas na recuperação do rebanho. É necessário ter políticas de apoio voltadas aos animais, para passarmos por esse período”, afirmou.
Para o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), independente do detentor das iniciativas, é natural que a União tenha mais condições de investir e ampliar suas ações do que as esferas Estadual e Municipal. “Tanto o Estado quanto a União têm obrigação de alocar recursos para essas dificuldades. A diferença é que Eduardo está colocando recursos de infraestrutura onde o prefeito vai dizer onde deverá usar, e a União está repassando verbas para a seca”. (Folha de Pernambuco – Foto Júnior Finfa)







