Posts published by “Junior Finfa”
José de Sá Maranhão Júnior (Júnior Finfa), nasceu em Afogados da Ingazeira-PE, trabalhou no Blog do Magno, sendo o fotógrafo oficial, cobrindo as eleições de 2008 e 2010. No Blog do Sertão, atuou como repórter e fotógrafo, realizando um trabalho de inovação, sendo bastante elogiado nos meios de comunicações.
A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (08), a consulta ao segundo lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2013. O dinheiro será depositado no banco no próximo dia 15. Ao todo, são sete lotes regulares. O último está previsto para 16 de dezembro. O calendário de restituição está no Ato Declaratório 3 da Receita Federal, publicado no Diário Oficial da União.
O contribuinte que não recebeu a restituição deve procurar o extrato no site da Receita para verificar por que caiu na malha fina. As pessoas que identificarem algum erro devem enviar a chamada declaração retificadora. O extrato da declaração é disponibilizado no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) onde se encontram outras informações relativas ao imposto de renda.
Para utilizar o e-CAC é necessário usar o código de acesso gerado na própria página da Receita ou o certificado digital emitido por autoridade habilitada. Para gerar o código, o contribuinte precisará informar o número do recibo de entrega das declarações de Imposto de Renda dos dois últimos exercícios.
Com o código, o contribuinte pode fazer a autorregularização caso encontre algum erro. O tamanho dos lotes depende das disponibilidades do Tesouro Nacional. No segundo lote, o valor liberado chega a R$ 1,3 bilhão destinados a pouco mais de 1 milhão de contribuintes que declararam Imposto de Renda em 2013, tendo por base o ano-calendário de 2012.
No município mais dilmista do Brasil, a fidelidade à presidente da República resiste à repercussão negativa dos protestos irradiados pelo país. É assim em Calumbi, no sertão de Pernambuco que em 2010 deu 96,5% dos votos para a candidata do PT no segundo turno e ganhou fama por registrar a maior vitória proporcional contra José Serra (PSDB): recebeu 4.142 votos contra apenas 150 do tucano. “Ave-Maria!, se a eleição fosse hoje, votava nela de novo. Os prefeitos fazem besteira, não resolvem os problemas e botam a culpa nela? Isso eu não aceito”, diz a dona de casa Helena Gomes, de 57 anos. Ela defende a presidente, mas dá “o maior apoio” às manifestações, incluindo aos que saíram às ruas da pequena Calumbi com cartazes na mão. “Não mudei nada, nadinha do que eu pensava sobre Dilma”.
Naquela época, Dilma era tratada quase como uma pop star na casa de Helena; e continua sendo. O marido dela, João Pedro, explicou o motivo da fidelidade: “Dilma continuou com o Bolsa-Família para quem precisa e mandou dinheiro para obras. Se o povo come o dinheiro e não faz escola, nem ajeita os postos de saúde e não faz calçamento, é outra história”. Foi por isso que seu João Pedro engrossou a passeata que circulou pelo Centro de Calumbi no último dia 22.
Seu João e dona Helena fazem parte dos 30% de brasileiros que aprovam hoje a gestão de Dilma – percentual que vem caindo desde o início das manifestações, conforme mostrou a pesquisa mais recente, do Instituto Datafolha.
A agricultora Zimar Lopes, de 43 anos, também faz parte do grupo dos satisfeitos: “A gente mora no fim do mundo e toda ajuda é boa. Aqui mesmo, o que divulgavam que ela ia fazer foi feito. A ponte, por exemplo”, citando a obra concluída no ano passado que facilita o acesso a comunidades rurais. “A gente economiza R$ 7 em cada viagem. Por essas coisas, eu continuo dando apoio a ela”, sentencia Zimar.
Abusos Calumbi não é só pequena, é pobre e também vive uma crise de autoridade. Tem cerca de 5,6 mil habitantes. O prefeito, Erivaldo José da Silva (PSB), está no cargo sob liminar porque teve o diploma cassado pela Justiça Eleitoral, acusado de cometer abuso de poder econômico e de uso pessoal da máquina pública. A população aguarda o julgamento dos recursos no Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-PE). Parte das bandeiras do protesto calumbiense foi direcionada ao prefeito.
A mobilização de Calumbi começou a ganhar corpo entre amigos que fazem parte do grupo jovem da Igreja Católica. O protesto conseguiu arregimentar cerca de 60 pessoas. E isso só foi possível com a ajuda das redes sociais. Teve palavras de ordem, caras pintadas e cartazes escritos a mão. “Aquele que não reclama, não luta pelo futuro que quer, não pode reclamar do futuro que lhe vier”, estampava um deles. “Nós nos inspiramos nos outros protestos. Não podíamos ficar de fora”, disse Caroline Guerra, de 18 anos, moradora do município, estudante de fisioterapia na Faculdade Integrada do Sertão e uma das organizadoras do ato.
Caroline ficou satisfeita com o resultado. Para ela, foi uma forma de mostrar que “é preciso parar de reclamar e começar a procurar melhorias”. A maior parte dos que aderiram ao protesto de Calumbi foi formada por estudantes, que assim como no restante do Brasil carregavam cartolinas escritas com tinta a dedo, repetiam frases contra a corrupção e reclamavam de problemas pontuais (no caso de Calumbi, a maior bandeira foram as obras públicas inacabadas).
Depois de um domingo tranquilo de votação, foi divulgado o resultado oficial das eleições para prefeito no Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco. Com 55,59% dos votos, o candidato Roberto Asfora (PSDB) derrotou Hilário São Domingos (PSDC), presidente da Câmara de Vereadores e interino no cargo até então. Ao todo, foram 12.835 votos contra 10.306.
24.217 votantes foram às urnas. Apenas 5.906 se abstiveram. As eleições suplementares foram acionadas depois que o ex-prefeito José Edson de Souza (PTB) foi cassado por uso da máquina pública e propaganda extemporânea nas eleições de 2012, ano em que disputou a reeleição. O candidato do PSDC, em tempo, pertence ao grupo do ex-prefeito, que comandou a cidade nos últimos quatro anos, tendo sido reeleito em 2012, até ser retirado da função.
A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva esteve na Festa Literária Internacional de Paraty no domingo (7) e comentou o fato de ter sido apontada em debates no próprio evento como beneficiária política das ondas de protestos de junho no país. Marina disse que as manifestações “não são para capitalizar e sim para metabolizar”.
“Venho falando há três anos que está se formando uma borda em torno desse núcleo estagnado do poder pelo poder, do dinheiro pelo dinheiro”, afirmou Marina. Ela assistiu na Flip à conferência “Literatura e revolução”, que teve como debatedores o filósofo Vladimir Safatle, o escritor Milton Hatoum e o tradutor e professor Mamede Mustafa Jarouche. Era esperada a presença do “poeta da primavera árabe” Tamim Al-Barghouti, mas por extravio do passaporte ele não conseguiu embarcar para o Brasil.
“Está surgindo um novo sujeito político no mundo que está em fase de conformação de ativismo autoral. Esse ativismo não é dirigido por partidos, por sindicatos, por ONGs nem por líderes carismáticos. Nesse novo ativismo as pessoas são autoras e mobilizadoras de suas causas.”
Ela voltou a declarar que não tem interesse de capitalizar com a insatisfação demonstrada nos protestos. “Há que se ter a humildade de saber que é algo que tem uma particularidade e essa particularidade tem que ser entendida em sua singularidade.”
Marina Silva diz que para ela os protestos “não são novidade” e são resultado de algo que existia no virtual e transbordou para o real.
Sobre o fato de haver obstáculos para a validação de seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, ela diz que foram coletadas 700 mil assinaturas a favor de sua criação, o que daria sua chancela. Um projeto que inibe a criação de novas legendas está em tramitação no Congresso, mas ainda não foi votado.











