Recursos do Imposto de Renda são utilizados pelo Banco para modernizar processos e implantar inovações. Ações são estimuladas pelo Hub de Inovação do Banco do Nordeste (Hubine)
O Banco do Nordeste (BNB) já reinvestiu cerca de R$ 100 milhões em projetos de inovação para implantar ferramentas de Inteligência Artificial generativa, reestruturar arquitetura bancária e modernizar sistemas transacionais críticos. Os recursos são oriundos do Imposto de Renda reinvestidos utilizando a Lei do Bem, o mecanismo do Governo Federal que permite empresas sob o regime de Lucro Real abaterem do Imposto os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no Brasil.
Os projetos do BNB são acompanhados pelo Hub de Inovação do Banco do Nordeste (Hubine), que completa dez anos de atuação em 2026.
Somente de 2019 a 2024, o BNB conseguiu aprovar junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) R$ 98,6 milhões pela Lei do Bem.
Segundo o gerente do Ambiente Hubine, Alexandre Cavalcante, o potencial é de mais de R$ 50 milhões nos ciclos 2024 e 2025. “Os projetos submetidos ao Ministério precisam comprovar que são realmente inovadores. Como tratamos de incentivos fiscais, os ciclos são sempre referentes aos anos anteriores, semelhante ao que acontece quando vamos fazer nossa declaração de imposto de renda pessoa física, quando fazemos a prestação de contas do ano anterior”, explica.
Hubine
O Hubine tem evoluído sua forma de atuação para impulsionamento do uso da Inovação nos processos de seus negócios. Nos últimos dois anos, houve a estruturação de um portfólio de 30 desafios em inovação aberta para experimentar novas tecnologias antes de sua adoção em escala.
Na inovação fechada, quando os projetos têm sua progressão ponta-a-ponta dentro do próprio Banco do Nordeste, foram desenvolvidos 12 desafios estratégicos, voltados à modernização de processos, ao aumento da produtividade e à eficiência institucional.
Crédito para inovação
Além da modernização interna, o Hubine atua no fortalecimento do empreendedorismo inovador na área de atuação do Banco – que inclui estados nordestinos e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. De 2020 a outubro de 2026, o BNB contratou mais de R$ 11,6 bilhões em crédito para inovação, sendo R$ 2,27 bilhões somente neste ano. Com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci), foram realizados cinco ciclos de aceleração entre 2023 e 2025, que atenderam 320 startups nordestinas, com 30 delas premiadas em valores de até R$ 150 mil. Outra iniciativa é o FIP Nordeste Capital Semente, estruturado em parceria com a Finep e o Sebrae, com capital-alvo de R$ 120 milhões para investir em startups da região.
Para a Diretora de Administração do Banco do Nordeste, Ana Teresa Barbosa de Carvalho, um dos maiores desafios ao longo dessa trajetória foi manter a capacidade de adaptação diante de um cenário de constantes mudanças. “A inovação exige aprendizado contínuo, renovação de competências e abertura para novas formas de pensar e agir. Ao longo desses dez anos, o Hubine demonstrou essa capacidade de evoluir, fortalecendo parcerias, incentivando a experimentação e contribuindo para que o Banco acompanhe as transformações da sociedade e do mercado”, destaca.




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