Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) levantados pela setup.news, parceira da CNN Brasil, mostram que 34.330 eleitores votaram após as 17h no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado neste domingo (25). O horário de votação foi prorrogado em duas horas por determinação do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), após relatos de dificuldades no transporte de eleitores em diferentes regiões do país.
Segundo o levantamento, das 17h às 17h05, foram registrados 29.001 votos. Desse horário até o último voto, às 19h06, foram computados mais 5.329. Ou seja, a maioria dos votos foi registrada nos primeiros cinco minutos após as 17h, o que indica que parte dos eleitores pode ter chegado antes desse horário, previsto para o fechamento oficial das urnas. Somente no primeiro minuto, das 17h às 17h01, foram registrados 13.961 votos.
No primeiro turno, em comparação, 3.724.999 eleitores votaram após as 17h. Depois das 18h, foram registrados 1.993 votos. Após as 19h, 11 votos.
Na primeira etapa das eleições, não houve autorização para a prorrogação da votação. Os votos computados foram de eleitores que estavam na fila às 17h. Pelo Código Eleitoral, os cidadãos que ainda estivessem na fila para votar nesse horário teriam direito ao voto.
Entenda a prorrogação no 2º turno
A decisão foi tomada por volta das 17h, horário inicialmente previsto para o encerramento da votação, e provocou um impasse operacional, já que milhares de urnas haviam sido fechadas. Posteriormente, o TSE esclareceu que a prorrogação valeria apenas para as seções eleitorais que ainda estivessem abertas, sem possibilidade de reabrir equipamentos já encerrados.
Apesar das dificuldades, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não comprometeu o resultado das eleições, que confirmaram a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL).
A diferença de votos entre o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos. Duas vezes superior à vitória de Lula contra Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando o petista teve uma vantagem de 2,1 milhões de votos.
“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques, após a divulgação do resultado.











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