As pesquisas eleitorais da semana que vem serão cruciais na decisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) de comparecerem ao último debate televisivo do primeiro turno.
O encontro da TV Globo foi marcado para o dia 1º de outubro, mas, até agora, nem Lula nem Flávio confirmaram presença, apesar de as duas campanhas reconhecerem que ambos avaliam comparecer.
O petista tem sido recomendado por auxiliares do governo a marcar presença diante do cenário de oscilações positivas do primogênito de Jair Bolsonaro nas últimas pesquisas.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que, com Flávio, as críticas ao petista devem ser pulverizadas, além de o debate permitir ao petista defender sua própria administração diante das críticas dos candidatos de direita.
A presença do presidente, apontam integrantes da campanha, porém, vai depender se os próximos levantamentos eleitorais apontarem que o pacote eleitoral anunciado nos últimos dias não teve efeito sobre o eleitorado da base da pirâmide social.
Já Flávio acenou que irá comparecer ao debate televisivo se Lula marcar presença. Para a campanha do bolsonarista, porém, a avaliação é a oposta da petista.
Com a oscilação positiva do candidato de direita, o diagnóstico é de que ele tem mais a perder do que a ganhar em marcar presença, sobretudo porque deve virar o alvo favorito dos oponentes.
Ainda assim, o diagnóstico na campanha do bolsonarista é de que vale o desgaste de imagem na tentativa de cristalizar a polarização com o presidente e fazer um apelo ao voto útil já no primeiro turno.
No segundo turno, o cenário é outro, admitem petistas e bolsonaristas. Com a indefinição do quadro eleitoral, a tendência é de que Lula e Bolsonarocompareçam a pelo menos dois debates televisivos.
Até agora, nem Lula nem Flávio participaram de confrontos eleitoraispromovidos por emissoras de televisão.











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