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Em encontro com mulheres, João Campos reforça compromissos com proteção e monitoramento de agressores

Candidato defendeu mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas, duplicação das delegacias da mulher e políticas de renda, educação, saúde e autonomia

João Campos (PSB) reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação, na noite desta terça-feira (22), no Comitê 40, em Casa Forte. Militantes, ativistas, candidatas, mães, trabalhadoras e representantes de entidades e movimentos participaram do encontro, dedicado às políticas de proteção, autonomia e garantia de direitos das pernambucanas.

A senadora Teresa Leitão, a candidata ao Senado Marília Arraes, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e Cristina Buarque, primeira titular da Secretaria Especial da Mulher de Pernambuco, criada no governo Eduardo Campos, participaram da agenda. Também estavam presentes o candidato a vice-governador Carlos Costa, o prefeito do Recife, Victor Marques, parlamentares e outras lideranças da Frente Popular.

“Hoje é um dia muito especial, um dia em que a gente reúne uma quantidade tão grande de mulheres militantes, ativistas, candidatas, cidadãs, mães, pessoas que têm luta em cada área da cidade e do Estado para defender aquilo que a gente precisa. Coisas que são óbvias e que a gente acreditou que chegaria um momento em que não precisaria mais reafirmar”, disse João.

Ao lembrar os cinco anos em que esteve à frente da Prefeitura do Recife, João Campos falou sobre a gestão durante a pandemia e disse que as dificuldades daquele período não foram usadas como justificativa para deixar de entregar. Citou a ampliação das vagas em creches e o Embarque Digital, destacando a presença feminina no programa. “Vocês não me viram gastar tempo reclamando, terceirizando culpa. A gente foi lá e trabalhou”, afirmou.

Ele voltou a cobrar o cumprimento da promessa feita pela atual gestão do Governo do Estado de construir 250 creches. Ele lembrou a expansão promovida no Recife e ressaltou que a abertura de vagas repercute diretamente na rotina das mães e das famílias.

“Não dá para chegar agora e tentar arrumar uma desculpa, uma justificativa. Faltou compromisso, faltou vontade, faltou saber fazer. Vocês vão ter um governador que não vai ficar reclamando da vida com as pessoas. Quem tem que reclamar é uma mãe de família, é uma mulher vítima de violência que encontra uma delegacia fechada”, disse.

O candidato e líder da Frente Popular, também reforçou o compromisso com o combate à violência contra a mulher e de ampliar o monitoramento eletrônico de agressores, afirmando que dará ordem já em janeiro de 2027 para a compra de mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas.

Pernambuco tem hoje cerca de 26 mil medidas protetivas e 8 mil tornozeleiras disponíveis. Para João, o Estado precisa aumentar a quantidade de equipamentos e colocá-los à disposição da Justiça para ampliar o monitoramento.

“Em janeiro, como governador, nós vamos dar ordem para comprar mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas. Vamos colocar à disposição do Tribunal de Justiça. Pernambuco vai ser o primeiro estado do Brasil em que qualquer agressor de mulher vai ser monitorado eletronicamente”, afirmou.

João Campos também reafirmou o compromisso de duplicar a rede de delegacias da mulher e garantir atendimento 24 horas em todas as unidades. “Faremos o possível e o impossível para que nosso Estado seja uma referência no combate ao feminicídio”, declarou.

A segurança, ressaltou, é apenas uma parte da política que pretende implementar. João defendeu que as ações para as mulheres atravessem diferentes áreas do governo e estejam ligadas também à independência financeira, à educação e à liberdade de escolha. “A nossa pauta não pode falar apenas de segurança. Ela tem que superar a agenda da violência e ser uma agenda de direitos, onde a gente construa o direito à educação, à renda, ao emprego, à liberdade, às escolhas individuais”, afirmou.

Foi justamente ao falar de liberdade e escolhas individuais que João abordou a repercussão da declaração da governadora de Pernambuco sobre uma laqueadura “sem ela saber”. O candidato relacionou o episódio à autonomia das mulheres sobre o próprio corpo.

“Pernambuco jamais vai se curvar ou será uma terra do ‘faz sem ela saber’. Aqui, não. Pernambuco não tolera isso. As mulheres pernambucanas e brasileiras podem fazer o que quiserem. Quem manda no corpo da mulher é a mulher. Quem decide é ela. Nenhuma liderança, nenhum gestor pode fazer diferente disso”, afirmou.

João Campos voltou a defender uma política pautada pela escuta, pelo respeito e pela capacidade de reunir diferentes setores da sociedade. “Vamos verdadeiramente fazer um tempo em que as pessoas sejam respeitadas, ouvidas. Onde a política seja um espaço de construir pontes, de ter amplitude, de ter largueza, de ter o tamanho que o nosso Estado espera. E, para isso, a gente precisa construir junto”, concluiu.

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