O cenário político de Pernambuco registrou um novo ponto de tensão neste domingo (20) após a repercussão de um vídeo gravado em 2025 no Hospital Regional Dom Moura, em Garanhuns. Nas imagens, divulgadas pelo portal Metrópoles, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), sugere a realização de uma laqueadura em uma gestante “sem ela saber”.
A declaração gerou reações imediatas entre parlamentares e candidatos no estado. O candidato a deputado federal Luciano Pacheco posicionou-se publicamente contra a fala da governadora, classificando o episódio como uma violação grave aos direitos e à autonomia feminina.
“Uma fala como essa não pode ser tratada como algo normal”, declarou Pacheco. “O Estado não pode interferir na decisão de uma mulher sobre o próprio corpo, muito menos realizar qualquer procedimento sem o seu conhecimento e consentimento.”
O vídeo mostra o momento em que uma mulher aborda a governadora para falar sobre uma gestante com múltiplos filhos. Ao ouvir a menção sobre colocar a paciente na fila do procedimento cirúrgico, a interlocutora faz um comentário inaudível, ao qual Raquel Lyra responde: “Mas faz sem ela saber”.
Para Luciano Pacheco, o episódio exige uma reflexão profunda por parte da sociedade e dos gestores públicos sobre os limites da atuação estatal na saúde reprodutiva.
“Como político e como cidadão, meu repúdio é firme. Precisamos discutir políticas públicas com responsabilidade e, acima de tudo, garantir a autonomia da mulher. Pernambuco precisa refletir sobre o caminho que quer seguir”, concluiu o candidato.
A declaração da governadora segue gerando debates entre movimentos sociais e lideranças políticas do estado sobre ética na gestão da saúde pública e direitos reprodutivos.

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