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Crônica de Ademar Rafael

NÃO SOMOS IGUAIS

 Costumo afirmar com insistência que nossa Constituição Federal, cantada em verso e prosa como “exemplar quanto a cidadania” tem muito artigo para inglês ver, ou seja apenas existe e não é observado no dia a dia e descumprido sem cerimônia. Vejamos seu Artigo 5º que assim começa: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…”

Este enunciado servirá para provarmos que existem desigualdades alarmantes. Na nossos conversa de hoje vamos mostrar que enquanto o cidadão comum sofre horrores com seus Planos de Saúde, custos elevados e coparticipação cada dia maior – sob a inerte fiscalização da Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS algumas vezes um “puxadinho” dos grandes gestores do setor -, existem grupos de brasileiros não expostos ao mesmo sofrimento do cidadão comum.

Nesta data falaremos sobre os nossos nobres “Senadores”, pessoas por nós eleitas para mandatos de oito anos. Para estes o atendimento médico-hospitalar não segue a regra geral. Recebem atendimento muito superior por custo muito menor. Esta pratica fere de morte o preceito constitucional acima. Para atender o resumido número de 629 beneficiários, dados de 2025, sendo 79 senadores em exercício, 187 ex-senadores e 363 dependentes, destes apenas 12,56% exercem mandatos os demais estão sob o manto das regalias que o nosso sistema político cria e mantém. Considerando que o custo anual foi 40,4 milhões cada beneficiário teve custo médio mensal de R$ 5.362,00, no Sistema Único de Saúde – SUS o custo médio mensal é R$ 116,50.

 O tratamento desigual não é escancarado apenas com os dados acima e sim com participação de cada privilegiado para o custo do sistema do Senado. As minúsculas contribuições mensais, abaixo de R$ 1.000,00 para um parlamentar e dois dependentes cobriu R$ 5,1 milhões o restante  R$ 35,3 significa o rombo a ser pago pelos brasileiros. Somos iguais? Claro que não. O cidadão normal paga muito mais e tem menores benefícios.

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