PACIENTE TERMINAL
Como de costume, respeitando todas opiniões contrárias, nesta data vamos falar sobre o falido sistema político dessa republiqueta de nova categoria que chamamos Brasil. Dentro desta lama podre encontramos esse formato de eleições de dois em dois anos que sangra o mirrado orçamento da união e tira a paciência de um monge tibetano.
O sistema atual tem como base normas da Constituição de 1988, aclamada como cidadã, sob meu ponto de vista esmaga alguns princípios nela apresentados como soluções definitivas para problemas centenários.
O primeiro a indicação que vivemos numa democracia onde temos direito de escolha. É difícil alguém me convencer que o voto obrigatório não restringe a liberdade que deve estar presente em todo e qualquer regime democrático. Portanto, se não posso optar pela não presença nos pleitos eleitorais não tenho liberdade. Sou tutelado por regras impostas pelo “sistema”.
O segundo é essa mistura de modelos. Temos eleições majoritárias em turno único ou dois turnos para cargos do executivo. Considerando que a definição do número de turnos decorre do quantitativo de eleitores a meu nega o princípio que todos são iguais perante a lei. Cabe a seguinte pergunta. Por qual motivo o eleitor da grande cidade pode errar duas vezes no mesmo pleito e da pequena cidade apenas uma vez? Para mim unificar seria um caminho justo. Segue a mesma lógica quando avaliamos os sistemas majoritário e proporcional para cargos no parlamento. Entendo que proporcionalidade com o puxadinho “quociente eleitoral” também nega a princípio de igualdade. Julgo que o correte seria teve mais votos ganhou.
Mas, para quem já viu “Pacote de Abril”, o “Voto vinculado” e/outras aberrações nos cabe ter a certeza de que os políticos possuem capacidade de piorar o que já muito ruim. O sistema ruiu, os privilégios não.


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