Por Paulo Henrique Torres Ferreira*
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi claro ao declarar publicamente seu apoio a João Campos para o Governo de Pernambuco, classificando essa aliança como um “compromisso histórico”.
Mesmo assim, Túlio Gadêlha resolveu inaugurar um novo método de interpretação política: quando a fala real não serve, cria-se uma versão por inteligência artificial. Pelo visto, para ele, uma imagem gerada por IA vale mais do que um vídeo com o próprio Lula falando.
É curioso. Lula fala. O vídeo existe. A declaração é pública. Mas Túlio prefere acreditar numa montagem feita por IA do que na palavra do presidente.
Pelo jeito, a inteligência artificial virou intérprete oficial de Lula sem que Lula soubesse. É uma inovação curiosa: o presidente fala uma coisa e o deputado inventa outra por meio de IA. Fica difícil competir com esse nível de imaginação.
No fim das contas, sobra uma dúvida: se a palavra do próprio Lula já não é suficiente, quem decide o que Lula pensa? O presidente da República ou o deputado com um aplicativo de geração de imagens? Porque, até onde se sabe, quem fala por Lula ainda é… Lula.
Vale lembrar que, hoje, Túlio é filiado ao PSD e integra uma bancada que atua em um bloco frequentemente associado ao Centrão no Congresso Nacional. Esse é um fato público e conhecido. A partir daí, cabe ao eleitor, com inteligência natural, avaliar a coerência entre o discurso apresentado e a atuação política de cada liderança.
*Membro do Diretório Estadual do PSB



Seja o primeiro a comentar