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“Precisamos de uma solução definitiva para que no próximo inverno as famílias não fiquem nessa situação”, diz presidente da Amupe em meio a chuvas em Pernambuco

Por Rádio Jornal

As fortes chuvas que atingem Pernambuco têm mobilizado prefeituras e órgãos estaduais em uma força-tarefa para reduzir os impactos nas áreas de risco. Em entrevista à Rádio Jornal, o prefeito de Aliança e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, Pedro Freitas, detalhou as ações emergenciais adotadas pelos municípios diante do cenário de alerta.

Segundo o gestor, a prioridade neste momento é garantir a segurança da população, especialmente das famílias que vivem em áreas vulneráveis. “As prefeituras estão mobilizadas com ações iniciais, dando suporte às famílias, retirando quem está em área de risco e garantindo locais de acolhimento”, afirmou.

Na cidade de Aliança, na Mata Norte, uma das mais afetadas, o monitoramento foi intensificado principalmente nas regiões próximas ao Rio Sirigi, que já apresenta nível considerado de alto risco para transbordamento.

O prefeito destacou que, apesar do foco emergencial, já há preocupação com o período pós-chuvas. Entre as principais demandas estão a recuperação de estradas vicinais e soluções habitacionais para famílias que vivem em áreas sujeitas a alagamentos recorrentes. “A gente precisa normalizar a vida de quem mora nos distritos e garantir acesso, principalmente refazendo as estradas”, explicou.

Durante a entrevista, Pedro Freitas também ressaltou o impacto social da situação. Ele relatou cenas de famílias tentando proteger seus pertences diante da elevação da água. “É muito triste ver crianças ajudando a levantar móveis com medo da água subir”, disse.

De acordo com o gestor, o município já registra mais de 40 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, com expectativa de redução gradual a partir do dia seguinte. Enquanto isso, equipes permanecem em estado de alerta e prontidão para possíveis remoções.

A articulação com o Governo de Pernambuco também foi destacada. Segundo ele, há contato direto com órgãos como a Defesa Civil estadual e a Casa Civil, além do acompanhamento feito pela governadora Raquel Lyra na central da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

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