Oliver Henrique da Silva Barbosa, 11 anos, diagnosticado com deficiência física e intelectual, ganhou mais qualidade de vida com novo banheiro acessível e outras melhorias no imóvel
O prefeito do Recife, João Campos, e o vice-prefeito, Victor Marques, realizaram, nesta sexta-feira (13), no Alto do Refúgio, Zona Norte, a entrega de mais uma residência adaptada para pessoas com deficiência, por meio do Programa Casa Sem Barreiras. O beneficiado foi Oliver Henrique da Silva Barbosa, de 11 anos, que apresenta dificuldades de locomoção por ser uma pessoa com deficiência física e intelectual, decorrentes de paralisia cerebral ainda na infância. Com a realização da obra, Oliver, que mora com os pais, ganhou mais conforto e acessibilidade em sua residência. O investimento foi de R$ 22 mil, incluindo materiais doados pela Ferreira Costa.
“Eu lembro do dia em que vim aqui, no meu aniversário, 26 de novembro, para assinar a ordem de serviço e dar início às obras para garantir a acessibilidade de Oliver. Hoje a gente entregou a casa e entregou a acessibilidade que ele tanto precisa. Fiquei muito feliz de ver ele empurrando a cadeirinha dele, conversando, agradecendo e falando do amor pela família. Isso enche o coração de alegria. A gente fazer o que gosta e, principalmente, fazer o bem pelo próximo e por quem mais precisa”, disse o prefeito João Campos.
A casa de Oliver, situada na Rua Portelândia, número 26, ganhou um banheiro acessível, com instalação de barras de apoio horizontais e verticais para facilitar o uso, além de melhorias gerais na acessibilidade e na estrutura do imóvel. A casa já havia recebido uma obra de melhoria de acesso pelo Programa Parceria, pelo qual a Prefeitura fornece projeto, material e orientação técnica, enquanto os moradores entram com a mão de obra.
“O Casa Sem Barreiras foi pensado para entrar na casa das pessoas usuárias de cadeira de rodas e tornar esse espaço mais acessível. Neste caso, além do material, a Defesa Civil também entra com a mão de obra, porque é uma ação muito delicada. Hoje realizamos a terceira entrega desse programa, com intervenções de acessibilidade em toda a casa, especialmente no banheiro, que foi totalmente reformado, o que traz mais dignidade e facilidade para o dia a dia das pessoas”, contou Alexandre Rebêlo, secretário de Ordem Pública e Segurança.
A mãe de Oliver, Ana Paula, conta que chegou ao programa Casa Sem Barreiras por meio de outro projeto da Prefeitura do Recife, o Parceria. Ela aponta que a acessibilidade trouxe mais qualidade de vida, não só para Oliver, mas para toda a família.
“Aqui era tudo barreira e eu fui buscar ajuda na Defesa Civil. Lá me apresentaram o Projeto Parceria, em que eles mandam o material e o morador entra com a mão de obra. O pai dele fez aqui o quintal e a rampa de acessibilidade dele. Depois o prefeito ficou sabendo da situação e veio aqui oferecer a Oliver um banheiro acessível, por meio do Casa Sem Barreiras. Agora a casa está toda acessível, tem cerâmica também. A Defesa Civil e a Prefeitura ficaram bem empenhadas para oferecer uma casa acessível para Oliver”, explicou.
Sensibilizados com a história do menino, parceiros também ajudaram na construção de um pequeno quarto gamer adaptado para Oliver.
CASA SEM BARREIRAS – Lançado em novembro, o Programa Casa Sem Barreiras já entregou três obras e tem outras cinco em andamento. As melhorias são executadas pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops), por meio da Secretaria Executiva de Defesa Civil (Sedec), responsável pelo projeto, fornecimento de materiais e execução das obras. As intervenções incluem adaptação de sanitários, alargamento de portas, instalação de barras de apoio e outras adequações estruturais. A Defesa Civil conta com equipes especializadas em obras emergenciais e pequenas intervenções estruturais em imóveis vulneráveis, garantindo mais eficiência, agilidade e capacidade de resposta às demandas.
CRITÉRIOS — Os critérios de seleção seguem as legislações municipal e federal. Além da prioridade para pessoas usuárias de cadeira de rodas, o programa considera famílias inscritas no CadÚnico, presença de idosos, maior precariedade habitacional, maior número de moradores e lares chefiados por mulheres. Esses fatores permitem que o programa alcance primeiro residências em maior situação de vulnerabilidade social, onde as intervenções geram maior impacto na qualidade de vida.
Fotos: Edson Holanda/Prefeitura do Recife



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