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Recife amplia agricultura urbana e beneficia mais de 8 mil pessoas com ações agroecológicas na cidade

Secretaria Executiva de Agricultura Urbana expande ações de segurança alimentar, educação ambiental e promoção da saúde no Recife, com atuação em mais de 100 territórios agroecológicos, reaproveitamento de cerca de 300 toneladas de resíduos orgânicos, realização de 40 mutirões, 60 oficinas e mais de 55 parcerias institucionais

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria Executiva de Agricultura Urbana (SEAU), divulgou, nesta quarta-feira (11) o balanço das ações realizadas em 2025, que consolidam a agroecologia como uma política pública voltada à sustentabilidade, inclusão social e segurança alimentar na cidade. As iniciativas beneficiaram mais de 8 mil pessoas e estão presentes em mais de 100 territórios agroecológicos, incluindo 49 escolas e creches. Além de promover a formação de 1.500 participantes em 60 oficinas, os programas também geram impacto ambiental positivo, com o reaproveitamento de quase 160 toneladas de resíduos orgânicos, transformados em mais de 56 toneladas de composto e contribuindo para evitar a emissão de cerca de 100 toneladas de gases de efeito estufa.

Ao longo do tempo, a Secretaria Executiva de Agricultura Urbana vem atuando na promoção de práticas sustentáveis em espaços institucionais, escolares, comunitários, culturais e de saúde. As ações ampliam o acesso a alimentos saudáveis, fortalecem a segurança alimentar e incentivam o uso de tecnologias sociais voltadas, especialmente, para populações em situação de vulnerabilidade. O relatório completo está disponível no site oficial: https://www2.recife.pe.gov.br/pagina/secretaria-executiva-de-agricultura ou pelo link na bio do perfil no Instagram @agroecologia.recife.

“O Recife se consolida como referência nacional em agricultura urbana de base agroecológica. Estamos ampliando parcerias, fortalecendo territórios produtivos e promovendo formação e inclusão social, sempre com o objetivo de garantir alimento saudável, cuidado com o meio ambiente e melhoria da qualidade de vida da população”, destaca a secretária executiva de Agricultura Urbana do Recife, Adriana Figueira.

PARTICIPAÇÃO E ARTICULAÇÃO – A SEAU ampliou sua atuação em redes e espaços de debate sobre agroecologia, sustentabilidade e segurança alimentar. Em 2025, a secretaria participou de 19 eventos municipais, nacionais e internacionais, fortalecendo a troca de experiências e o reconhecimento do Recife como referência na área. Também foram firmadas 55 parcerias institucionais, superando a meta inicial de 30, envolvendo órgãos públicos, organizações da sociedade civil, instituições de ensino, pesquisa e extensão e iniciativas comunitárias. Outro destaque foi a mobilização comunitária, com a realização de 40 mutirões em diferentes territórios da cidade para implantação e fortalecimento de hortas urbanas.

IMPLANTAÇÃO E APOIO ÀS ESTRUTURA DE PRODUÇÃO – As ações da Secretaria estão presentes em mais de 100 territórios agroecológicos distribuídos em equipamentos públicos e espaços comunitários da cidade. A rede inclui 49 instituições de ensino, 18 unidades de saúde, 14 hortas comunitárias, 17 equipamentos institucionais e 9 espaços culturais e religiosos, incluindo terreiros de matriz africana. Ao longo do ano, foram realizadas mais de 550 visitas técnicas, além da distribuição de insumos e apoio à implantação de hortas pedagógicas, terapêuticas, comunitárias e culturais. Entre os materiais distribuídos estão mais de 20 mil mudas, 12 toneladas de esterco e mais de 50 caminhões de triturados provenientes de podas.

Outro destaque é o Sistema Agroflorestal Urbano e de Compostagem (SAFUC), iniciativa que integra manejo sustentável, redução de resíduos e fortalecimento da agroecologia na cidade. Com mais de 70 espécies, entre frutíferas, leguminosas, hortaliças, plantas alimentícias não convencionais (PANCs) e medicinais, o espaço colheu mais de 1 mil mudas de plantas e produziu cerca de 350 kg de alimentos. O SAFUC também recebeu, aproximadamente, 1.200 visitantes em atividades pedagógicas e transformou mais de 140 toneladas de resíduos orgânicos em composto, evitando a emissão de mais de 100 toneladas de gases de efeito estufa.

Também integra esse eixo o Sítio Nathan Valle, primeira escola pública de agroecologia do Recife. Em 2025, o espaço recebeu cerca de 300 visitantes, produziu aproximadamente 350 kg de alimentos, colheu mais de 5 mil mudas de plantas e gerou 5,4 toneladas de adubo orgânico. O local mantém ainda um banco de sementes com cerca de 50 variedades e reúne diversas tecnologias sociais, como aquaponia, composteiras, cultivo em vasos reutilizados, farmácia viva, viveiro de mudas, meliponário, minhocário, corredor agroecológico urbano e produção de bioprodutos, como sabão feito a partir do reaproveitamento de óleo de cozinha.

INICIATIVAS INOVADORAS – Entre as iniciativas inovadoras está o Muvúka – Agricultura Urbana e Saúde Mental, projeto desenvolvido em parceria entre a Secretaria Executiva de Agricultura Urbana, a Secretaria de Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A iniciativa busca institucionalizar a agricultura urbana como prática terapêutica na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Em 2025, o projeto implantou 18 hortas terapêuticas em equipamentos de saúde da cidade, beneficiando cerca de 450 pessoas. A proposta utiliza o cultivo agroecológico como ferramenta de cuidado, convivência e fortalecimento do bem-estar dos usuários dos serviços de saúde mental.

FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO – A formação em agroecologia também foi ampliada em 2025 por meio do programa Cultiva Recife, que promove cursos e oficinas sobre agricultura urbana, soberania alimentar, compostagem, produção de mudas, agrofloresta e plantas medicinais. Ao longo do ano foram realizadas 60 oficinas, beneficiando cerca de 1,5 mil pessoas em diferentes territórios da cidade.

Outro destaque é o projeto Cultiva Terreiro – Saberes Ancestrais e Agricultura Urbana, que promoveu encontros em sete terreiros da Região Metropolitana, fortalecendo a troca de saberes tradicionais e práticas agroecológicas. A iniciativa beneficiou cerca de 70 participantes. As ações de formação também incluíram atividades voltadas à ressocialização de pessoas em cumprimento de medidas socioeducativas, com oficinas, cursos e vivências formativas em práticas agroecológicas.

ECONOMIA SOLIDÁRIA, CIRCULAR E SEGURANÇA ALIMENTAR – Entre as iniciativas voltadas à economia circular e ao combate ao desperdício está o programa Recolheita, que atua no aproveitamento de alimentos e na compostagem de resíduos orgânicos provenientes de mercados públicos e feiras. Em 2025, foram coletadas 139,5 toneladas de resíduos orgânicos, que resultaram na produção de 50 toneladas de composto orgânico utilizado na rede de hortas da cidade. A iniciativa também contribuiu para evitar a emissão de 98 toneladas de gases de efeito estufa. Os alimentos em condições adequadas de consumo são destinados a cozinhas solidárias e a equipamentos públicos que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL – No campo institucional, a Secretaria ampliou sua participação em redes nacionais e internacionais voltadas à agroecologia e sistemas alimentares sustentáveis, incluindo o Pacto de Milão, que reúne cidades comprometidas com políticas alimentares urbanas. A equipe também apresentou experiências da cidade no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia, com trabalhos sobre compostagem urbana, agricultura urbana e saúde mental, educação popular e reintegração social.

Além disso, o Recife avançou na estruturação de políticas públicas para o setor, com iniciativas como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF), cursos de formação de gestores e articulações para a criação do Decreto de Fomento à Agricultura Urbana de Base Agroecológica. Outro marco é a realização, na cidade, do 2º Encontro Nacional de Agricultura Urbana (ENAU), reforçando o protagonismo do Recife no debate sobre sistemas alimentares sustentáveis e políticas públicas para a agricultura urbana de base agroecológica.

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