Pólo da Dantas Barreto recebeu diversas agremiações que estão na disputa pelo título desta edição do Carnaval da cidade
A noite da segunda-feira de Carnaval foi animada por agremiações distintas da cultura popular pernambucana no Pólo da Dantas Barreto, no centro do Recife, todas em disputa pelo título em suas respectivas categorias da edição deste ano do Carnaval.
O início da noite contou com a apresentação das tribos indígenas, manifestação popular bastante presente na região e zona da mata. Seis delas desfilaram: Onça Negra, Orubá, Ubirajara, Índio Canindé Brasileiro, Tabajara e Tupy Guarani.
Uma das favoritas, a Tribo Indígena Canindé, de Itaquitinga, já foi vencedora de diversos títulos de concursos do Carnaval do Recife. O presidente da agremiação, José Fernandes, falou da expectativa para este ano. “Esse ano a gente está sentindo uma energia bastante positiva, ano passado ficamos em terceiro lugar no grupo especial, mas trabalhamos bastante para voltar a vencer de novo”, disse.
O coordenador geral dos concursos, Albemar Araújo, explicou um pouco da dinâmica que envolve os julgamentos das tribos. “O que a comissão avaliadora está julgando é a musicalidade, uma característica muito presente nessa modalidade de agremiação, as coreografias apresentadas, a toré, a macumba, além das vestimentas e adereços, então engloba vários elementos importantes e necessários nessas apresentações”.
Em seguida foi a vez dos Clubes de Bonecos. Desfilaram as agremiações Linguarudo de Ouro Preto, Tô Afim, O Filho do Bochechudo, Raíssa no Frevo, Seu Malaquias e O Garoto da Ilha do Maruim. Marla Derzi, jurada dessas agremiações, também falou um pouco sobre o trabalho de avaliação. “A importância é avaliar o brilho que essas agremiações, que trabalham o ano todo, trazem para o desfile, julgando em cima dos critérios que elas mesmas escolhem, salvaguardando essas manifestações artistas com carinho. Cada jurado tem os critérios para julgar, eu ficarei encarregada de avaliar o tema, se o que é apresentado está de acordo com o tema escolhido”.
Fechando a noite foi a vez das apresentações das Escolas de Samba Mocidade dos Torrões, Limonil, Gigantes do Samba e Galeria do Ritmo. Carros alegóricos, bateria e demais componentes enchendo a passarela de alegria e música, tudo isso para ser avaliado pelos jurados. A escola Mocidade dos Torrões, fundada em 2022 e a primeira a se apresentar, fazendo sua estreia na Avenida Dantas Barreto, veio com a missão de ficar à frente de outras escolas mais tradicionais, como a Gigantes do Samba e Galeria do Ritmo.
O presidente da Mocidade, Jackson Fernandes, presidente da Mocidade, falou sobre o intuito da escola. “A gente vem pra apresentar o melhor que temos, existe um desnível financeiro porque somos uma escola pequena, mas compensamos com muita criatividade. Esse ano vamos com o tema Sítio do Pica-pau Amarelo, fugindo de qualquer assunto polêmico ou que cause polarização para entregar ao público essa história de alegria para o carnaval do Recife. Vamos colocar 340 pessoas no desfile, e apesar de sermos uma escola nova, estamos pelo quarto ano desfilando e já neste ano no grupo especial. O nosso objetivo primeiro é entregar um bom espetáculo para o público”.
Dulce Maria, 24 anos, veio assistir à escola Limonil. “Eu desfilava pela escola até ano passado, mas saí. Aí agora venho pra ver e torcer. Desfilava desde os três anos de idade. E vou vir todos os anos pra ver e torcer, samba pra mim é tudo”, falou.
Fotos: Uenni/PCR


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