ANO COMPLICADO? TALVEZ!
De início desejo para cada leitora e cada leitor um ano de realizações plenas, bençãos celestiais e muita paz. Vamos precisar desse trio para superarmos as adversidades naturais do cotidiano somadas com os entraves que os anos de Eleições e Copa do Mundo produzem.
Hoje não falaremos sobre futebol vamos dedicar nosso foco para o famigerado processo eleitoral imposto ao Brasil por uma casta amparada na falsa ideia de que eleições promovem mudança sadias e por meio dele se eterniza no poder. Trata-se de um período onde “vampiros” saem das suas confortáveis cavernas para sobrevoar nossos lares prometendo tudo e negando o dobro ao assumirem os cargos pleiteados.
Neste ponto permitam um analogia. Enquanto os “vampiros” do folclore romeno sugam sangue e energia e são combatidos em rituais específicos, com utilização de alho, crucifixos e estacas de pratas os nossos não temem nada disto. Talvez a melhor arma para os combater fosse o voto consciente, como este artigo inexiste no nosso território eles proliferam mais que cupins, com força destruidora maior do que a de todos os insetos aqui existentes.
Meu saudoso pai há mais de 30 anos escreveu o poema “Tudo que fiz foi perdido” e nele inseriu a seguinte estrofe: “Pra mim a maior loucura/Foi com política mexer/Nela é difícil ver/Uma pessoa segura/Político é a criatura/Que mente para vencer/Pra se manter no poder/Torna-se seu inimigo/A pedido de um amigo/Faz outro amigo sofrer.” Como seria bom se a maldade dos nossos eleitos coubessem na décima de Quincas Rafael.
A cada eleição vemos que eles progridem nas ações nefastas, nos acordos espúrios e na força destrutiva das nossas riquezas por saberem que somos um povo sofrido que protesta muito pouco e desconhece seus direitos. Apesar disto tudo devemos seguir dando exemplos que não recebemos das nossas autoridades e construindo o país possível, distante do ideal.


Verdade, verdadeira
Quando o medo governa a liberdade,
Erguem templos à falsa lucidez
E ajoelham perante a estupidez,
Aclamando coleira por verdade.
Mas quem pensa não dobra à tal vontade,
Nem aceita mandarem se calar,
Nem consente soldados pra domar,
Nem tolera uma nova opressão.
Quem nasceu pra voar na imensidão
Não aceita jamais se rastejar.