O ERRO ESTÁ NA FORMA
Mais uma vez destaco que esta ponderação não espera alcançar concordância de todos em função do direito que temos para discordar de argumentos de terceiros, sem impedir que eles sejam manifestados. Estou gozando de plena saúde mental não estando, portanto, em “estado psicótico”. Defendo a tese que todo e qualquer país, movido pelos seus interesses, pode atribuir a tarifa que bem entender para entrada de
produtos e serviços de outras nações em seu território, tudo com base em fundamentos econômicos e ciente de que o país que sofreu a taxação tem direito de aplicar a Lei da Reciprocidade.
O pacote imposto ao Brasil pelos Estados Unidos da América – EUA, perante este entendimento tem amparo. O que está errado é sua vinculação a atos do poder judiciário da nação coirmã. A citação na
famosa carta de temas como anistia, decisões do Supremo Tribunal Federal – STF pelo colegiado ou por um dos seus membros e outros assuntos desconectados das relações institucionais e comerciais é onde
está o erro. São “muletas de barro” para tentar justificar o injustificável e sustentar o insustentável.
Mas isto não é de agora, o EUA sempre utilizaram sua força bélica e econômica para impor suas ideias mundo afora. Historicamente a diplomacia americana nunca passou de um “moleque de recado” da
indústria bélica e de teses que os americanos se sentem no direito defender em seu proveito. Isto ocorre porque na esmagadora maioria dos países existem nativos que com uma “submissão canina” aceitam tudo
que vem da nação que se julga xerife do mundo.
Os EUA, suas empresas e investidores cobram das nações cada centavo de dólar que dizem ter perdido em transações dos diversos tipos, mas, nunca ouvi falar de uma indenização feita por eles para nações ou
investidores que perderam recursos nas Crises de 1929 e 2008 provocadas por eles com os seus fajutas controles. Portanto, ratifico, o erro do pacote está na forma e não no conteúdo.







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