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Após impor derrota ao governo, Congresso critica desinteresse em cortes

A derrota do governo na votação para a derrubada do decreto do IOF é vista como um recado de que o Legislativo espera uma mudança na postura do Executivo. Para deputados e senadores, o Planalto não dá sinais de contenção de despesas.

A possível judicialização do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) elevaria ainda mais a tensão com o Planalto. Parlamentares ouvidos pela CNNafirmam que o caminho deve ser o do “diálogo franco”.

Relator do novo arcabouço fiscal, o deputado Cláudio Cajado (PP-BA) afirma que o governo falhou em não apresentar um plano de corte de gastos. “Fizeram o caldo entornar na paciência do Parlamento”, disse à CNN.

Para ele, a votação para sustar o IOF foi uma mensagem clara do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de que a agenda desejada pelo Congresso é a de corte de despesas.

A cautela com as contas públicas também é defendida pelo líder da bancada ruralista, a maior do Congresso, deputado Pedro Lupion (PP-PR). “O Brasil não aguenta mais aumento de impostos e é preciso um cuidado com as contas públicas”, afirmou à CNN.

Nesta quinta-feira (26), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as possíveis saídas analisadas pela equipe econômica envolvem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) ou fazer novos cortes – que podem afetar o Congresso.

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