Recife (PE), 11 de setembro de 2026 – A economia de Pernambuco deverá receber mais de R$ 7,28 bilhões em crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para apoiar projetos em 2027. Os valores são 16% acima do programado para o ano de 2026 e foram anunciados pelo superintendente do Banco em Pernambuco, Hugo Luiz de Queiroz, nesta sexta=feira, 11, em reunião com representantes de entidades ligadas ao desenvolvimento, órgãos governamentais e líderes do setor produtivo.
Os recursos do Fundo são utilizados para financiar projetos produtivos nos diversos setores da economia para estimular a geração de emprego e renda, modernização da produção, expansão de cadeias produtivas e criação de novos negócios, além de financiar a infraestrutura necessária para atrair novos investimentos.
No encontro, realizado na sede da superintendência do BNB, no Recife, Hugo Queiroz, ressaltou a importância do diálogo com o setor produtivo como forma de otimizar os recursos e atender demandas importantes para a sociedade. “Esse encontro é o momento de, respeitando os limites normativos, discutir novidades. O Retrofit Recife é um programa que surgiu a partir de uma reunião como essa e foi uma contribuição da sociedade que permitiu financiar imóveis de uso misto com recursos do FNE”, exemplifica.
De acordo com Hugo Queiroz, os R$ 7,28 bilhões do FNE programados para 2027 serão distribuídos entre as atividades de infraestrutura (R$ 1,7 bilhão), pecuária (R$ 1,6 bilhão), comércio e serviços (R$ 1,53 bilhão), indústria (R$ 1,35 bilhão), agricultura (R$ 847 milhões) e turismo (R$ 214 milhões).
Durante o evento de anúncio da programação do FNE 2027, representantes do Banco e do setor produtivo debateram a distribuição do orçamento por segmento econômico: agricultura, comércio e serviços, indústria, infraestrutura, pecuária, pessoa física e turismo.
O superintendente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco, Marcelo Guerra, achou a reunião produtiva e defendeu o direcionamento de recursos para que o setor aumente a produção no estado. “Na safra 2025/2026, a produção de cana de açúcar foi de 13 milhões de toneladas, mas há potencial para chegar a 16 milhões de toneladas nos próximos anos, retomando o crescimento na safra 2026/2027, já iniciada”, afirma. A estimativa é que o setor gere cerca de 75 mil empregos diretos e 200 mil indiretos em Pernambuco.
Retorno de financiamentos
Hugo Queiroz destacou a importância da boa gestão que o Banco do Nordeste faz dos recursos para que os valores retornem ao Fundo Constitucional e passem a financiar novos projetos. “O FNE criado pela Constituição de 1988 é composto por parte de recursos de alguns impostos federais por meio do Tesouro Nacional, mas a maior parte, cerca de 70% dele, é formada pelo retorno das aplicações do BNB nos exercícios anteriores”, esclarece.



Seja o primeiro a comentar