O ex-governador de Pernambuco e atual presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, voltou ao centro do debate político ao conceder entrevista à Folha de Pernambuco, publicada nesta segunda-feira (3). Na conversa, ele fez uma defesa contundente do legado de sua gestão e rebateu as críticas da governadora Raquel Lyra de que teria recebido um Estado quebrado.
Paulo afirmou que deixou Pernambuco com as contas equilibradas, salários e fornecedores em dia, capacidade de investimento e superávit fiscal. Segundo ele, sua gestão foi marcada pela responsabilidade e entregou um Estado em melhores condições do que o encontrado em 2014.
O ex-governador também contestou o uso de um estudo do Banco Mundial citado pela atual gestão para sustentar a tese de dificuldades financeiras, afirmando que o relatório foi posteriormente descartado pelo próprio organismo internacional por problemas metodológicos.
Na entrevista, Paulo Câmara ainda atribuiu o crescimento de Raquel Lyra nas pesquisas ao sentimento de mudança vivido pela população em 2022, mas acusou o atual governo de tentar apagar as realizações de sua gestão. Entre elas, destacou investimentos em educação, saúde, infraestrutura e atração de empresas para Pernambuco.
Ao comentar a segurança pública, o presidente do Banco do Nordeste afirmou que, apesar da redução recente dos homicídios, Pernambuco ainda figura entre os estados com os maiores índices de violência do país, defendendo uma análise mais ampla dos indicadores.
A entrevista marca a entrada mais incisiva de Paulo Câmara no debate eleitoral de 2026. Mesmo à frente do Banco do Nordeste, o ex-governador assume o papel de principal defensor do legado de sua gestão, em um momento em que a disputa pelo Governo do Estado também passa pela narrativa sobre os resultados das administrações anteriores.

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