TRIO DA PERFEIÇÃO
Durante curso realizado recentemente deparei-me com conteúdo relacionado com o conceito de “Bom Trabalho” que é largamente abordado em estudos desenvolvidos por Howard Gardner, psicólogo americano famoso pela “Teoria das Inteligências Múltiplas”; Mihaly Csikszentmihalyi psicólogo húngaro-americano, mundialmente conhecido por criar o conceito de Flow – “Fluxo“ e William Damon, psicólogo americano, pesquisador de temas relacionado com “Projeto de Vida”. Com tais fundamentos os autores sugerem a aplicação da “excelência”, do “engajamento” e da “ética” para alcançar o êxito nos processos.
Ao debruçar-me sobre o assunto passou um filme em minha cabeça. Nele vi com extrema clareza que quando eu consegui aplicar a boa técnica englobada pela “excelência”, colocar significado pessoal alicerçado no “engajamento” e utilizar a escala moral contida na “ética” os processos desenvolvidos superaram as expectativas.
Esta lógica redescoberta serviu para dar amparo a uma linha de pensamento que repito há muitos anos. Quem comigo convive, exerceu trabalhos conjuntos ou participou de atividades acadêmicas já ouviu várias vezes o seguinte: “As melhores coisas que fiz foi na condição de voluntário.” Nos momentos em que a ação voluntária por mim desenvolvida mereceu destaque é possível ver nitidamente a presença da “excelência”, do “engajamento” e da “ética”.
Esta percepção em nenhuma hipótese invalida outras atividades que desenvolvi profissionalmente, mas indica que nas ações desenvolvidas com vínculos empregatícios, por motivos diversos, a trinca aqui chamada de “Trio da Perfeição” não estiveram presentes da mesma forma que compareceram em processos do voluntariado. Esta descoberta remete minha atenção para que doravante em todas as situações eu devo aplicar os conceitos de “Bom Trabalho”, dando com isto ao profissional as mesmas ferramentas entregues ao voluntário.


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