* Joel Gomes Pessôa
…, “Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez,
Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez,
Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país”. (Orlando Tejo)
Se alguém me contasse que no meu País, onde o esplendor das cores de sua bandeira enche o meu peito de orgulho, felicidades e talvez me perguntassem porquê? Dizia-lhes: Meu País é composto de homens e mulheres que prezam pela probidade, zelam pelo bem estar do seu povo, se irmanam na luta por um direito igualitário e que atende a todos. A igualdade é reinante entre todas as classes sociais. Ninguém se sobrepõe a outrem. Lá não existe benesses em favor de alguns amealhados no dinheiro, na política ou mesmo no judiciário. No meu País, isso não existe!
Que pesadelo é esse, menino? Acordei e meditei numa reflexão sem medo.
No meu País, onde as Leis percorrem interpretações diversas e de acordo com análise jurídica de cada um, com políticos desviando a “rés” pública de saúde, educação, onde sentenças são negociáveis em tribunais, permeia a solidez de quem “manda e obedece quem tem juízo”. Num Pais de escândalos que não cabem nas telas de cinemas, onde tudo pode por parte daqueles que detém o poder, não há o que achar estranho numa simples ligação de celular de um Banqueiro, no dia de sua prisão pela PF, para um Ministro do Supremo Tribunal Federal – STF – lhe perguntando se conseguiu “bloquear”? Bloquear o quê?
A democracia, realmente, é o melhor sistema de governo do mundo e nossas Leis, as mais omissas. Se não o fosse, nossos presídios e detenções estariam com lotações extrapolando os grades da vergonha, objetivada pelos verdadeiros brasileiros que ainda, no contexto de moral, onde universalmente predomina a honestidade como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens, mediante tantos escândalos que compõe o histórico delitivo da nossa gente, padece pela inércia da impunidade.
“Ao povo, o que é do povo”
* Vereador pot Tuparetama-PE





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