FANTASIAS
Quando recorremos ao dicionário vamos encontrar a definição de fantasia como “obra criada pela imaginação” e “faculdade de imaginar, de criar pela imaginação”, caso o campo de pesquisa seja a psicanálise entre outras definições encontramos que a “fantasia não é entendida como uma simples evasão da realidade, mas como um meio pelo qual o sujeito lida com suas frustrações e constrói representações simbólicas de seus desejos mais profundos”.
No carnaval, festa recém encerrada, é comum o uso desta vestimenta e seus adereços, é normal o uso de tais disfarces nas ruas e nos salões para expressar criatividade e esconder nosso rosto e/ou nossos sentimentos. Hoje nossa reflexão será sobre outro tipo de fantasia. Falaremos sobre a fantasia que nossos políticos usam para ganhar pleitos eleitorais, para ludibriar os eleitores e para esconder o que de fato pensam.
Considerando que o estoque é muito grande vamos focar somente nos candidatos ao cargo de maior importância nessa republiqueta de nona categoria chamada Brasil. Os postulantes ao cargo de presidente, em tempos de redes sociais, utilizam as fantasias que seus marqueteiros sugerem e com elas desfilam pelo país mostrando a cara não possuem, dizendo frases que não acreditam e jurando fidelidade às causas que atendem aos anseios dos eleitores.
Nenhum deles tem coragem de enfrentar as ruas com cara limpa. Preferem reproduzir frases e tomar atitudes politicamente corretas sem quaisquer coerência com o que pretendem fazer ao assumir o sonhado posto. Para sair vitoriosos se unem a todo tipo de gente com utilização da fantasia mais adequada no momento. Assim tem sido e assim será. As promessas feitas durante o pleito eleitoral e as fantasias usadas são descartadas após a diplomação. Tudo perde o sentido após a vitória. Nos cargos seguem fazendo acordos espúrios, dando dinheiro a quem tem muito dinheiro e explorando quem os elegeu. A receita é a mesma: “ENGANAR SEMPRE.”


Exatamente assim, meu irmão Ademar Rafael Ferreira. Os políticos são – a maioria deles – artífices em mostrar uma cara que não possuem, dizer frases em que não acreditam e se dizerem fiéis defensores de causas que não defendem. Tudo isso para enganar o eleitor, o qual, não muito raramente, é tão desonesto quanto eles. Eis a razão por que os maus políticos se perpetuam no poder.