Por Rinaldo Remígio*
Aos leitores do Blog do Finfa que apreciam a boa leitura, especialmente aquelas que preservam memórias, histórias e afetos, deixo aqui uma reflexão que nasce da gratidão e do compromisso com a memória coletiva do nosso Sertão.
Ao longo dos anos, este importante canal de comunicação tornou-se muito mais do que um espaço de notícias e opiniões. Transformou-se em arquivo vivo da história recente de Afogados da Ingazeira e de toda a região do Pajeú, acolhendo narrativas que resgatam trajetórias de homens e mulheres que ajudaram a construir, com trabalho, ética e dedicação, o chão que hoje pisamos.
Tivemos, graças a Deus e à generosidade editorial do Blog do Finfa, a oportunidade de homenagear diversas personalidades e famílias, reconhecendo serviços prestados, legados deixados e exemplos que permanecem. Cada texto publicado foi, antes de tudo, um gesto de respeito à memória e de justiça histórica.
Lembramos e registramos, com carinho e reverência, a trajetória do ex-prefeito de Sertânia, professor Arlindo Ferreira, homem público de postura serena e compromisso com a educação. Falamos do vereador de Serra Talhada, José Raimundo, cuja atuação política sempre esteve conectada às causas populares. Celebramos a arte e a sensibilidade do cantor pajeuzeiro Daniel Bueno, que deu voz e identidade musical ao nosso chão.
Homenageamos o ilustre casal Décio e Isabel, símbolos de família, dignidade e serviço; a professora Letícia Góes, referência de dedicação ao ensino; o doutor Edson de Moura, profissional respeitado; a professora Ione Góes, exemplo de vocação educacional; o historiador Fernando Pires, guardião incansável da memória regional; e o senhor Hermenegildo Marinho, cuja vida simples carrega valores profundos.
Recordamos, ainda, com afeto, o amigo Zezito Sá e sua amada esposa Beta Pires, pais do editor deste Blog, o nosso querido Júnior, o velho amigo Isaías Almeida, o estimado João Guimarães, conhecido por todos como Santo Antônio, o amigo de infância Padre João Carlos, o mano Reginaldo Remígio, e os poetas Ademar Rafael e Danizete Siqueira, que transformam palavras em permanência.
E tantos outros que, mesmo não citados nominalmente aqui, já tiveram suas histórias contadas, valorizadas e eternizadas neste espaço.
Essas crônicas não são apenas textos. São atos de preservação da identidade regional, são pontes entre gerações, são registros que o tempo não apaga. Em uma sociedade cada vez mais acelerada e esquecida de suas raízes, lembrar é um gesto de resistência.
Estamos nos preparando para um novo ciclo de homenagens, com a mesma responsabilidade, o mesmo cuidado e o mesmo amor pela história. Se Deus permitir, retornaremos no mês de fevereiro de 2026, trazendo novas memórias, novos personagens e novos reconhecimentos àqueles que fizeram — e continuam fazendo — a diferença em Afogados da Ingazeira e em todo o Sertão do Pajeú.
Porque um povo que honra sua história constrói, com mais firmeza, o seu futuro.
*Professor universitário aposentado e memorialista!




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