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Crônica de Ademar Rafael

O EQUILÍBRIO

A expressão “Vai na tourada e torce pelo touro” utilizada em relação as pessoas que são contra a esta expressão cultural da Espanha, muito combatida pelos que nela enxergam uma crueldade aos animais, é reproduzida em um sentimento doentio conduzido pela sociedade atual.

Nosso propósito neste diálogo de hoje não é defender ou condenar a linha de raciocínio dos que para defenderem a preservação dos animais “aceitam em compensação” a morte do toureiro e sim para apresentar outra alternativa.

Nossa proposta no caso citado ou em outros que causem danos aos humanos, aos animais ou à a natureza é deixarmos de praticar a atividade. No caso das touradas defendo a teoria que a tradição cultural não recorrerá da decisão de parar com os espetáculos. A rica cultura espanhola encontrará outras alternativas para atrair público turistas internos e externos.

O caminho sugerido pode acarretar numa agressão aos costumes locais, mas, sem dúvida zera os danos causados aos animais e elimina o “torcer pelo touro”, preservando a vida de toureiros. Tal caminho encontra eco em conceitos da “Inteligência Emocional”, da “Inteligência Ecológica” e da “Comunicação não violenta.”, temas cujas teorias nos encaminham para a convivência sadia que tantos desejam.

Encontrar o equilíbrio e deixar de transitar somente nos extremos deveria ser nosso foco nestes tempos onde a intolerância e arrogância unem-se para “animalizar” as relações humanas. Agressões corriqueiras defendidas por quem as praticam seguem causando estragos. Espaços de diversão tornam-se arenas de brigas e divertimentos são transformados em tragédias corriqueiramente. Precisamos parar com as touradas e colocar, de vez, a convivência harmoniosa em nosso cotidiano. Cada um fazendo sua parte avançaremos, disto tenho certeza.

Um comentário

  1. Valdinar Monteiro de Souza 19 de janeiro de 2026

    Exatamente reflexão, meu irmão Ademar Rafael Ferreira. Parabéns!

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