
O EQUILÍBRIO
A expressão “Vai na tourada e torce pelo touro” utilizada em relação as pessoas que são contra a esta expressão cultural da Espanha, muito combatida pelos que nela enxergam uma crueldade aos animais, é reproduzida em um sentimento doentio conduzido pela sociedade atual.
Nosso propósito neste diálogo de hoje não é defender ou condenar a linha de raciocínio dos que para defenderem a preservação dos animais “aceitam em compensação” a morte do toureiro e sim para apresentar outra alternativa.
Nossa proposta no caso citado ou em outros que causem danos aos humanos, aos animais ou à a natureza é deixarmos de praticar a atividade. No caso das touradas defendo a teoria que a tradição cultural não recorrerá da decisão de parar com os espetáculos. A rica cultura espanhola encontrará outras alternativas para atrair público turistas internos e externos.
O caminho sugerido pode acarretar numa agressão aos costumes locais, mas, sem dúvida zera os danos causados aos animais e elimina o “torcer pelo touro”, preservando a vida de toureiros. Tal caminho encontra eco em conceitos da “Inteligência Emocional”, da “Inteligência Ecológica” e da “Comunicação não violenta.”, temas cujas teorias nos encaminham para a convivência sadia que tantos desejam.
Encontrar o equilíbrio e deixar de transitar somente nos extremos deveria ser nosso foco nestes tempos onde a intolerância e arrogância unem-se para “animalizar” as relações humanas. Agressões corriqueiras defendidas por quem as praticam seguem causando estragos. Espaços de diversão tornam-se arenas de brigas e divertimentos são transformados em tragédias corriqueiramente. Precisamos parar com as touradas e colocar, de vez, a convivência harmoniosa em nosso cotidiano. Cada um fazendo sua parte avançaremos, disto tenho certeza.

Exatamente reflexão, meu irmão Ademar Rafael Ferreira. Parabéns!