O sacerdote francês Louis Gaston de Ségur – Monsenhor Ségur, defensor fervoroso de doutrina católica em linguagem popular viveu entre os anos de 1820 e 1881 e nos deixou o livro “A escola sem Deus” com ricas reflexões sobre a escola ideal à luz das suas convicções.
Referido livro, escrito em 1872, traz defesa contundente da escola promotora de educação cristã e critica a escola laica uma tendência crescente naquela época. Nosso intuito neste diálogo é buscarmos respostas para dúvidas relacionadas com a seguinte questão: “Entre as funções da escola está a negação de preceitos religiosos ou sua inserção nos conteúdos programáticos convencionais?”
Cada leitora e cada leitor tem plena liberdade para fazer suas escolhas. Fica claro que respeito sem restrições cada posicionamento, em reciprocidade expresso meu ponto de vista. Para tanto recorto da obra acima citada algumas ponderações: “…sem religião não há educação…Só a religião pode formar verdadeiros homens de bem…É preciso obedecer a Deus antes que aos homens.”
Minha opinião sobre o tema segue a contundência destes três recortes. Para mim o estado pode ser laico, a escola nunca. Em respeito as opções de cada uma ou cada um admito que o ensino religioso pode não dará exclusividade a determinada corrente, mas, não deve ser uma torre de babel. Precisa de um alinhamento dos limites. Jamais defenderei a exclusão total como fazem alguns pensadores.
Em edição de 2018 do livro “A escola sem Deus” está inserido um “Apêndice” da lavra de Dom Mariano Soler – 1846-1908 – dele recortamos: “Temos que clamar, pois que é impossível o silêncio ante os estragos da educação leiga, sem religião.” Encerro manifestando total concordância com essa ponderação do Arcebispo de Montevidéu e destaco: “É possível e harmonizar ensino convencional e ensino religioso.”


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