Na década de 1990 quando resolvi ficar distante da luta sindical e ficar próximo do meu encarreiramento no Banco do Brasil tive como base minha discordância com o pensamento vigente na época que o Sindicado dos Bancários deveria travar permanente luta conta o Governo Collor da mesma forma que fezera no governo Sarney. Na época fui derrotado com a lógica de que o sindicato teria de defender os bancários prioritariamente e deixar que o governo fosse enfrentado pela oposição.
Esta linha de raciocínio vem ocorrendo com frequência entre os poderes da república na esfera federal e em muitos casos nas esferas estaduais e municipais. Por uma questão de espaço irei dedicar minha atenção somente para ocorrências de Brasília. A nossa Constituição Federal no Título IV – “Da organização dos poderes” no Capítulo I – Artigos 44/75 detalha o Poder Legislativo; no Capítulo II – Artigos 76/91, traz define o Poder Executivo; no Capítulo III – Artigos 92/135, indica o Poder Judiciário. Em tais capítulos estão citados os poderes e as responsabilidades da sua autoridade máxima de cada um dos poderes.
Se o Brasil fosse de fato uma Nação compromissada com suas responsabilidades cada uma destas autoridades: Presidente da República, presidentes da Câmara e Senado e Presidente do Supremo Tribunal Federal atuariam nos limites das suas obrigações e de acordo com o que está escrito na Artigo 2º da Constituição, a saber: “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. Como insistimos em ser um republiqueta de nova categoria o vemos com frequência cada gestor de um poder medindo forças com o gestor de outro, com zero de harmonia e pseuda independência.
Por birra e/outros motivos menos republicamos as autoridades máximas dos três poderes estão seguindo à risca o pensamento dos dirigentes sindicais nos anos 1990, isto é agindo um contra o outro. Até quando assistiremos essa prática nociva ao país?



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