A base aliada do prefeito Sandrinho Palmeira (PSB) em Afogados da Ingazeira enfrenta um crescente “fatiamento” e divergências internas que ameaçam a unidade da Frente Popular no município. O principal foco dessa fragmentação é o presidente da Câmara Municipal, o vereador Vicentinho (PSB), que, juntamente com Cícero Miguel (PSB) e Cancão (MDB), rompeu com o alinhamento do prefeito nas eleições estaduais.
Enquanto Sandrinho apoia Waldemar Borges (PSB), o trio decidiu endossar a reeleição do deputado estadual João Paulo Costa (PCdoB), que inclusive já declarou apoio ao projeto de Vicentinho para a prefeitura em 2028. E ssa atitude demonstra que a base governista não é homogênea, expondo a fragilidade da atual aliança e as dificuldades do prefeito em consolidar um grupo coeso em torno de candidatos de consenso, reforçando a percepção de uma “fadiga de material” após mais de duas décadas e meia de poder do bloco.
O movimento de autonomia do bloco comandado por Vicentinho, que também inclui o vereador Douglas Eletricista, não se restringe à disputa estadual. O presidente da Câmara declarou publicamente sua pré-candidatura a prefeito em 2028 pela Frente Popular, mas com uma postura de diálogo aberto com todos os setores políticos do município, embora afirme que não pretende se aliar à oposição.
Este cenário de tensões acirradas coloca o prefeito Sandrinho Palmeira diante de um desafio complexo: ele precisa urgentemente trabalhar para manter a governabilidade e a coesão dentro da Câmara Municipal, ao mesmo tempo em que tenta solidificar sua base política para as próximas eleições. A fragmentação da Frente Popular é um fato consumado, e o desfecho dessa “novela política” será crucial para definir se o grupo permanecerá no poder ou se haverá uma oxigenação na gestão municipal.


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