FORÇA COLETIVA
Uma entidade de defesa dos interesses de funcionários do Banco do Brasil e do banco em relação aos desmandos de políticos inescrupulosos ao comemorar seus quarenta anos publicou uma cartilha que aborda o tema da força das ações coletivas.
Nesta primeira crônica do ano quatorze dessa parceria que mantenho com o BLOGDOFINFA vamos trazer esse assunto para nosso debate semanal, destacando a manipulação de tal força deslocando das ações em favor do bem coletivo para favorecimento de um grupo minúsculo e muitas vezes de um único personagem.
Temos assistido nos últimos anos movimentos populares que se tornaram atos cujos esforços são direcionados em favor de um falso defensor dos direitos dos manifestantes. Vemos grupos de fanáticos que saem às ruas com bandeiras e palavras de ordem cujo conteúdo muito bem elaborados por profissionais das mídias sociais que em verdadeiras lavagens celebrais estimulam a banalização de verdades e adoração às mentiras.
O que mais assusta nesses movimentos é um tipo de cegueira coletiva que alcança cada manifestante deixando-os à mercê dos manipuladores. Retirar membros dessa legião do universo paralelo que ingressaram devolvendo-os para o mundo real não é fácil, muito esforços são necessários e os resultados são muito abaixo do ideal.
Acredito que a ausência de lideranças confiáveis, a descrença de boa parte da população, a vulgaridade e a banalidade que campeiam mentes desprotegidas são as argamassas que sustentam esses fenômenos sociais. O aparelhamento de instituições, a falta de caráter de gestores públicos e privados e a superficialidade das relações transformam-se em colunas de sustentação do sistema perverso que impera em todo mundo. Uma coisa fica clara: “Quem se deixa enganar não pode ser tratado como inocente útil, entram no jogo de forma espontânea.”



Seja o primeiro a comentar