DUPLA DE PESO
Recentemente, ao comentar uma texto do cronista e romancista Marconi Urquiza, escrevi: “Dosar as emoções e suportar as perdas sem grandes sequelas são caminhos difíceis de percorrer…Que saibamos, com
persistência, encontrar rotas menos doloridas.” O texto comentado abordava os dois assuntos. Utilizo agora o comentário como base para nosso diálogo desta data. De fato harmonizar essa dupla de peso não é tarefa fácil. Existem muitas variáveis a serem decodificadas para cumprir a missão e chegar na outra margem em boas condições físicas e mentais.
O mundo empresarial tem apontado como fator preponderante na escolha de colaboradores a capacidade que o candidato demonstra durante o processo seletivo em controlar as emoções. Este comportamento tem recebido muita atenção dos selecionadores por integrar os pilares da “Inteligência Emocional”, classificado na maioria dos textos sobre o tema como “Controle Emocional”.
Entendo que se você detém essa habilidade e de forma indolor coloca em uso de certa forma começa abrandar o impacto da perda. Quando você, de forma centrada e sem sacrifício, tem controle emocional o caminho para suportar a perda é mais largo. Caso inexista essa hipótese uma perda por menor que seja pode tomar grandes proporções e uma grande perda fugir totalmente do controle.
Nossa vida invariavelmente é constituída de fases boas, regulares e ruins. Ter a consciência que nenhuma delas será definitiva que haverá alternância entre elas, com pleno domínio emocional diante de dada momento, é fato criador da espiral positiva que nos leva a superar perdas e vencer obstáculos. Não há receita pronta, não existe gabarito único cada pessoa tem sua forma de agir. Uma coisa é certa o descontrole emocional atrapalha, controle emocional ajuda. Não resta dúvida que para superarmos uma perda precisamos ter antes o controle emocional, sem este fator a missão é muito mais difícil. Tirem suas próprias conclusões.

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