O VÍRUS ATACA NOVAMENTE?
Nas operações de crédito do sistema financeiro existe um fenômeno que se espalha como um vírus. Este fenômeno é conhecido como “inadimplência” e segundo analistas de plantão está rondando o ambiente econômico ligado ao agro negócio.
Existem motivos reais para isto? Sim. Citarei três, entre diversos: a) Estímulos para o segmento durante a pandemia: b) Problemas climáticos nas safras de 2022/23 e 2023/24: e c) Queda e/ou estabilidade nos preços das “commodities” e a simultânea alta dos insumos, parte em função da guerra Rússia x Ucrânia.
Tal inadimplência tem alterado a rotina de sono dos executivos do Banco do Brasil – BB e dos investidores que dependem dos dividendos do banco para rentabilizar seus investimentos. Este fato também é real, o Banco do Brasil é responsável por mais de cinquenta por cento da carteira de crédito rural do Brasil. Como restante é diluído entre diversas instituições o seu impacto no balanço do BB pode ser devastador.
Particularmente vejo uma luz amarela, não enxergo a luz vermelha que alguns setores da imprensa estão vendo. Contudo, é necessário uma ação rápida dos credores para evitar que o vírus se espalhe e que saia do controle. Mecanismos para isto existem diversos, para utilizá-los na dosagem adequada carece ser identificado o real motivo da inadimplência.
Para evitar o pior e impedir o “efeito manada” os bancos, à frente o Banco do Brasil, devem aplicar os mecanismo da boa prática bancária, cobrando dos que podem pagar e negociando com os empresários rurais atingidos por fenômenos adversos. Com este posicionamento tempestivo os credores podem evitar a formação de “conluios” para criar situações que promovam “facilidades” nas negociações para beneficiar devedores “espertos” causando prejuízos ao tesouro nacional. Este filme do passado pode voltar às telas em benefícios de quem não merece.


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