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Crônica de Ademar Rafael

NA VEIA DA ORIGEM 

Uma das maiores qualidades que valorizo em um ser humano é quanto ele se mantém fiel às suas origens. Fernando Pessoa, por intermédio de Alberto Caeiro, nos fala sobre o rio Tejo, Maciel Melo ao falar sobre
Iguaracy, nos presenteia com “…Tudo isso retrata Iguaracy/Numa cura fiel dos meus anseios/Matuto sem estilo eu sou um veio/D’água do rio Pajeú..”

Marcone Santos, filho de João Elias dos Santos – dono da cacimba que matou a sede de muitos tabirenses nos anos 1980 e ficou imortalizada pelo poema de Dedé Monteiro “A cacimba de Seu João”, feito em
22.01.1981 – e de Teonas França dos Santos, segue à risca as receitas do poeta português e do “Caboclo sonhador” em seu livro “Meu universo de versos”.

O poeta/escritor de Tabira é um daqueles casos de pessoas que saem do sertão, mas, o sertão delas não sai. Fica junto e firme igual miolo de angico. Na síntese da obra podemos ler “…De forma única, o leitor terá
contato com temas diversos como: Saudade, tempo, amor, família, empatia, evolução, humildade, fraternidade, amizade, etc.” Tenham certeza, esse enunciado merece todo crédito uma vez que o livro é plural na diversidade dos assuntos abordados e no alto nível da produção poética.

O também tabirense, nosso poeta Master Dedé Monteiro com a maestria de sempre nos aponta “…saia abrindo e lendo, aleatoriamente, este universo rimado, metrificado e profundamente inspirado do nosso
companheiro Marcone Santos e, com certeza concordará com que digo nesta sextilha: ‘Um poeta que, além de carne e osso/Traz no peito uma carga de bondade/De família, de amor, de gratidão/De respeito, de luta, de verdade…/E um jardim replantado todo dia/Colorindo co’as rosas da Poesia/Da esperança, da fé e da saudade.”’ Eu jamais discordaria de Dedé Monteiro em algo. Com atenção li o livro e tenho que concordar em dose dupla. Este livro, que brevemente será lançado em Tabira, é um daqueles a serem lidos, relidos e divulgados sem restrições. É, sem dúvida nenhuma, mais um presente que um poeta do Pajeú deixa para cada apologista.

2 Comentários

  1. MARCONE RODRIGUES SANTOS 28 de julho de 2025

    Eita meu querido poeta Ademar Rafael, que honra estou sentindo ao ler suas palavras e essa crônica sobre Meu Universo de Versos. Gratidão, gratidão, gratidão é tudo que tenho para lhe expressar. Um fraterno abraço pajeuzeiro 🫂🫂🫂🫂🫂

  2. Quitéria Abreu 28 de julho de 2025

    Li o livro e concordo plenamente com sua belíssima crônica. O livro é encantado e a paixão do autor pelo seu cantinho é expressada em lindos poemas. Parabéns!

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