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Galo Cidadão Ecológico sobe na Ponte Duarte Coelho e abre os caminhos para a folia no Recife

A gigantesca alegoria, que chegou a 32 metros de altura, foi erguida nesta quarta-feira (26), ao som de orquestras, agremiações populares e uma multidão em festa
O Galo da Madrugada se ergueu mais uma vez, reafirmando sua grandiosidade no coração da cidade. Na noite desta quarta-feira (26), a imponente alegoria tomou seu lugar na Ponte Duarte Coelho, sob aplausos, frevo e a vibração da multidão. Batizado este ano de Galo Cidadão Ecológico, o gigante de 32 metros traz consigo não apenas a exuberância da festa, mas também mensagens de inclusão, sustentabilidade e cidadania, alinhadas ao tema do Carnaval do Recife 2025: “Carnaval do Recife. É gente.”“A única coisa que não está tendo mais é polêmica, né? Que agora todo ano o galo está bonito”, brincou o prefeito João Campos. “Esse é o maior galo da história. Além de estar 5 metros maior, a gente vai ter ele até o domingo seguinte ao carnaval. Normalmente, ele era desmontado na quarta-feira. Daqui a pouco o céu é o limite. O maior bloco do mundo tem que também ter essa irreverência, e eu acho que o caráter social, tanto o setor do material reciclável, como também ele com o cordão que simboliza o cuidado, a atenção, o respeito às pessoas com TEA, faz um carnaval que gera inclusão e respeito. Carnaval é festa, é cultura, é turismo, mas que bom que a gente pode, num momento como esse de alegria, parar para fazer uma reflexão”, disse.A noite de celebração contou com apresentações que exaltaram a diversidade cultural do Recife. O Bloco das Ilusões abriu a festa com lirismo e nostalgia, seguido pela Tribo de Caboclinhos Tupi, em reverência às tradições indígenas. Os Clarins de Momo, a Orquestra Veneza Brasileira e a Companhia Luden de Dança completaram o espetáculo, embalando o público com muito frevo e energia.
O Galo Cidadão Ecológico
Neste ano, o Galo cresceu 5 metros, chegando a impressionantes 32 metros de altura. A escultura trouxe referências à inclusão da população neurodivergente, com um colar de quebra-cabeças e asas azuis em alusão à cor do autismo. Além disso, destacou a importância da educação ambiental e dos catadores de recicláveis, homenageou manifestações culturais como o frevo, os maracatus de baque solto e os brinquedos de La Ursa, e incorporou um anel Romani, símbolo do legado cigano em Pernambuco.A base da alegoria recebeu um jardim cenográfico upcycle, com cerca de 100 flores feitas de materiais descartados, inspiradas na obra do paisagista Burle Marx. O figurino do Galo foi criado com um design paramétrico, permitindo o encaixe preciso de milhares de garrafas recicladas, e seguiu a estética do pontilhismo armorial, remetendo aos bordados dos maracatus da Zona da Mata Norte.

A escultura permanecerá na Ponte Duarte Coelho até o dia 9 de março, domingo pós-Carnaval, reforçando a proposta de sustentabilidade e cidadania do projeto.


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