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PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF PODE ENCONTRAR PROTESTO NA VISITA A CABROBÓ NESTA TERÇA

Em meio à iminência de protestos, assim como ocorreu ontem em Minas Gerais onde moradores de Nova Era reclamaram contra as más condições da BR-381, a presidente Dilma Rousseff (PT) desembarca, hoje, em Cabrobó, no Sertão , para visitar um trecho da obra de Transposição do rio São Francisco. Acompanhada do ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, e do governador João Lyra Neto (PSB), a chefe de Estado irá à tarde ao ponto de captação do Eixo Norte da Estação de Bombeamento – a 15 quilômetros do centro do município.
Segundo a assessoria da Presidência, Dilma visitará as obras, receberá explicações dos engenheiros a respeito do andamento do empreendimento e posará para fotos com os trabalhadores. Antes, ela passa por São José de Piranhas, na Paraíba, onde vistoria as atividades do lote 14, depois Jati, no Ceará, onde visita um dos reservatórios, e, por fim, Cabrobó. Depois retorna a Brasília.
Anteriormente, estava previsto um ato da petista no centro da cidade, mas a possibilidade de manifestações contrárias a ela pode ter sido omotivo da mudança de planos. Agora, a presidente irá apenas ao canteiro de obras, tendo cancelado o discurso. Insatisfeito com o tratamento que tem recebido pelo Governo Federal, o prefeito do município, Auricélio Torres (PSB), esboçou organizar um protesto contra a petista, porém recuou. Ele, no entanto, não descarta a possibilidade de ocorrer atos organizados pela sociedade civil.
“Vou ser cordial, mas a população está muito inquieta e não descarto a possibilidade de haver protesto por parte da sociedade”, disse Torres, que prometeu entregar um ofício com demandas, que, segundo ele, não foram cumpridas. O gestor acredita que tem sofrido retaliação por ser aliado do ex-governador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos (PSB).
Na cidade, há um clima desfavorável à petista. Apesar de as dificuldades quanto ao acesso ao local que a agenda será realizada, o policial civil, Elioenai Filho, junto a outros líderes comunitários, estão organizando uma manifestação contra a presidente. “Omunicípio está em fase de entrar em um colapso econômico com o fim das obras de Transposição e muitas promessas não foram cumpridas”, reclamou Elioenai. Haverá três pontos de apoio para transportar os manifestantes – no centro, no bairro da Subestação e na Ilha de Assunção.
Cerca de 300 pessoas estão sendo esperadas pelos organizadores do ato. Segundo Elioenai, haverá faixas cobrando investimentos que foram prometidos e não foram cumpridos, sobretudo, na área de Educação e Infraestrutura. 

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