Os candidatos ao Senado pelas frentes de oposição, deputado federal João Paulo (PT), e de governo, ex-ministro da Integração do governo Dilma, Fernando Bezerra Coelho (PSB), avaliaram como “positiva” e “excelente”, respectivamente, os números da primeira pesquisa IPMN, publicada ontem pelo Jornal do Commercio. Os dois ex-aliados federal e estadual revelaram, ao mesmo tempo, que o resultado estimula as duas chapas a trabalharem mais viagens e ações pelo Estado, a partir ainda deste mês.
Pré-candidato pela frente de oposição, que tem como candidato ao governo estadual Armando Monteiro Neto (PTB), João Paulo definiu seu índice de 29% como “positivo”, principalmente por seu nome ter sido oficializado só há oito dias. FBC obteve 17%. O petista ressalvou, porém, ser muito cedo para avaliar resultados de pesquisas e que a IPMN/JC é uma radiografia do momento.
Com inserção maior na Região Metropolitana do Recife (RMR), o petista disse que, após a Semana Santa, a agenda PTB-PT começa a intensificar as viagens ao interior do Estado para massificar a chapa, em especial o seu nome.
Segundo a IPMN/JC, enquanto Armando lidera em todas as regiões para governo, mas tem melhores índices no interior, a relação é inversa na disputa ao Senado: João Paulo apresenta maior intenção de voto na RMR e Bezerra Coelho tem melhor desempenho no interior, onde o trabalho de ex-ministro o aproximou dos prefeitos. “Os números são positivos para mim e Armando. Nas ruas, nosso sentimento é até de uma preferência maior”, avaliou o petista.
Por meio de sua assessoria, o ex-ministro Bezerra Coelho, pré-candidato ao Senado na chapa de Paulo Câmara (PSB), definiu o resultado como “uma excelente largada” para a frente governista. “Pesquisa é o retrato do momento e a atual já mostra que as pessoas começam a compreender o recado da frente”, analisou.
FBC revelou que serão intensificadas as ações da chapa, pela Agenda 40, que prevê uma série de visitas e reuniões, em abril e maio, na RMR. “A população só vai se interessar mais por eleições quando começar a propaganda oficial”, estimou.(Ayrton Maciel)




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