QUEM SERIA
Como a rosa engravida, eu não defino!
Só sei que é puro amor, nenhum pecado.
Que o pássaro boêmio peregrino,
Se embriaga em seu ventre imaculado.
E que a abelha esvoaça, e seu destino.
É pousar em seu colo perfumado,
Mas o toque é de leve e cristalino,
Para o pólen não ser desvirginado.
Se o pássaro beijando-a não desonra,
A ágil abelha, também conserva a honra,
Quais seriam os seus reprodutores?
Se eu não sou nem você, que dúvida é esta?
É o fôlego de Deus, que na floresta,
Suaviza, fecunda e cria flores.
Diniz Vitorino.



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