A revista Época desta semana afirma que o governador de Pernambuco recuará da candidatura a presidente da república em 2014. Segundo a reportagem, os maiores entusiastas dessa empreitada – o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e os deputados federais Márcio França (PSB/SP) e Beto Albuquerque (PSB/RS), já têm se mostrado, em conversas reservadas, preocupados com o recuo tático de Campos.
Nas palavras de um importante senador que conversou recentemente com Jarbas, “Eduardo Campos sentiu os efeitos da realpolitik do PT”. Segundo esse mesmo senador, Jarbas teria dito que, neste momento, Campos está mais propenso a não se candidatar.
Segundo a coluna de Felipe Patury, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o principal arquiteto da estratégia para sufocar o projeto eleitoral do governador.
A lógica propalada pelo ex-presidente para dividir os socialistas é simples: se a aliança PT-PSB for desfeita (os dois partidos estão juntos no governo Dilma assim como estiveram na eleição de 2010) a bancada do PSB irá diminuir de maneira drástica, o que deixaria muitos dos atuais parlamentares socialistas sem carga a partir de 2015.
No flanco administrativo, o governado federal ameaça cortar verbas de Pernambuco e reduzir a importância e a quantidade de cargos dos socialistas na máquina federal.
Sem esses apoios e essa estrutura, fundamental para a montagem de alianças regionais, Campos teria de enfrentar a base de seu próprio partido para lançar sua candidatura, o que, no jargão da política, o transformaria em “candidato dele mesmo”, não de um grupo ou de um projeto político.



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