Como não quer, mas querendo, o prefeito de Petrolina, Júlio Lossio, poderá ser o fato novo da sucessão de 2014 em Pernambuco. A princípio ele teve o nome cogitado para disputar uma vaga na Câmara Federal, que é o projeto político imediato de quem passa por aquela prefeitura, que é a mais importante do Sertão. Mas abriu mão para o vice, Guilherme Coelho, que também já foi prefeito duas vezes e aspira à reconquista da cadeira que pertenceu ao pai, o ex-deputado federal Osvaldo Coelho.
Ocorre que a decisão do senador Jarbas Vasconcelos de apoiar o governador Eduardo Campos para presidente da República mexeu com os brios da direção do PMDB, que parece cada dia mais unido sob a liderança do vice-presidente Michel Temer. O presidente interino da legenda, senador Valdir Raupp (RO), mandou chamar a Brasília os membros da direção estadual e lhes transmitiu a posição partidária para as eleições do próximo ano: aliança com o PT ou então candidato próprio.
A aliança com o PT está descartada porque Jarbas Vasconcelos elegeu esse partido como seu principal adversário desde a primeira eleição do deputado João Paulo para a prefeitura do Recife, no ano 2000. Sobra então a segunda alternativa, que é o lançamento de um candidato próprio a governador alinhado politicamente com a direção nacional. E o nome definido foi o do prefeito de Petrolina, que mesmo perdendo a eleição só tem a ganhar porque irá tornar-se um quadro majoritário.
Por: Inaldo Sampaio


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