Deve sair no Diário Oficial o requerimento de inscrição do secretário Ranilson Ramos para concorrer à vaga do TCE, aberta pela aposentadoria compulsória do conselheiro Romário Dias. O detalhe é que, embora ainda não tenha ido à votação, o nome de Ranilson já virou unanimidade. Ele precisava da assinatura de, pelo menos, dez parlamentares da Casa de Joaquim Nabuco, mas amealhou 49, equivalente ao total de cadeiras da Alepe. Nem mesmo a oposicionista mais ferrenha, a deputada tucana Terezinha Nunes lhe negou apoio. Se não votou em Marcos Loreto, indicado anteriormente, e cuja vaga também era da cota da casa legislativa, Terezinha decidiu apoiar Ranilson. No buraco frio, ela explicava aos companheiros que, em primeiro lugar, Loreto não pediu o voto dela na época, enquanto Ranilson pediu. Depois, ela também ponderou que o secretário de Agricultura é ex-deputado estadual, o que a leva a entender que a Casa estará representada. De quebra, Ranilson é o candidato do governador Eduardo Campos, fator que contribuiu para a unanimidade. Um dos interlocutores do Palácio das Princesas observou: “Ranilson precisava de 10 apoios, mas deve ter juntado, ao menos, uns 40, que é um número redondo e bonito (legenda do PSB)”. Respaldado por esse volume de “simpatias” e precisando de maioria simples para ser o escolhido, Ranílson já está praticamente sentado na cadeira do TCE.
Por: Renata Bezerra de Melo – Folha PE



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