Será ironia do destino.
Em 1998 iniciaram-se as obras da Barragem de Cachoeirinha que beneficiaria os município de Ingazeira, Tabira, São José do Egito e Tuparetama. Evidentemente que toda a região empolgou-se com a “chegada das máquinas” para construir o sonho de muita gente esperançosa, alguns, inclusive, trabalharam nas “picadas” abertas na vegetação para topografia.
Víamos com bons olhos que o Decreto de 2 de Setembro de 1998 assinado pelo ex presidente FHC “Declarando de Utilidade Pública, para fins de desapropriação, pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, a área de terra e benfeitorias que menciona, e dá outras providência” – ipsis litters – de 03 de Setembro de 1998 – DOU N. 169 – Quinta Feira, renovando os outroras publicados, realmente trazia o “progresso e água para o alto pajeú”. Pura utopia.
Nós, nordestinos que somos e além de tudo fortes, iríamos mais uma vez conhecermos de perto a desilusão. E que desilusão!
Perguntávamos por vezes: O que tem haver São Paulo com Ingazeira, Tabira, São José do Egito e Tuparetama? Sabemos expressamente a resposta: Exportamos mão-de-obra que foram e são explorada pela grande metrópole. E com Brasília? Na ponta da língua respondemos: Os Parlamentares que lá estão não tem respeito ao povo (existe excessões).
Pois bem, voltemos a Barragem de Ingazeira (ou Cachoeirinha). Iniciada as obras, logo, logo foi paralisada e nos diziam que os problemas que levaram a súbita paralisação estava em São Paulo e Brasília. E o matuto interrogava – danou-se, agora não teremos água nem produção para alimentar nossa gente e os animais. Matuto que é matuto se preza e vai atrás dos fatos.
Noticiaram que um tal de “Edifício do TRT que estava sendo construído em São Paulo pela Construtora IKAL, juntamente com um Juiz Trabalhista (sera?) que presidia o tal TRT de lá, denominado de LALAU, desviaram aproximadamente 170 milhões de reais”. Alguns são como dizia Berthold Brecht, “estufa o peito e diz: e eu com isso?” A justiça é tardia mas, veio e com uma luz: quem construia a época a Barragem de Ingazeira (ou Cachoeirinha) era, também, a Construtora IKAL que pertencia a um Senador de Brasília chamado de Luiz Estevão (ou Estevam). Feitas as interrogativas, viu-se que um Juiz, que deveria ser um homem direito, juntamente com um Senador que deveria zelar pela coisa pública, uniram-se para ROUBAR e mais uma vez o povo pajeuzeiro perdeu as esperanças.
No entanto, por IRONIA DO DESTINO, quando as esperanças se renovavam no momento em que o Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, representantes do DNOCS e a Presidente Dilma Roussef assinavam a Ordem de Serviços da Barragem de Ingazeira, em Serra Talhada/PE, a JUSTIÇA cassava a Prisão Domiciliar do Juiz NICOLAU DOS SANTOS NETO – O LALAU, que a treze anos “estava preso numa mansão no Morumbi”.
Luiz Estevão foi cassado, no entanto continua rico e nós morrendo de sede e padecendo com uma das maiores estiagens de toda a história. Qual o prejuízo maior: a cadeia do LALAU, a Cassação do Senador ou o nosso sofrimento?(advindo desde 1941, ano inicial dos estudos para construção da Barragem)
É, a Justiça é tardia, porém não falha. Renovadas as esperanças, que DEUS ilumine o(s) gestor(es) da Barragem de Ingazeira (ou, mais uma vez, Cachoeirinha).
Por: Vereador Joel Gomes (Presidente da Câmara de Tuparetama-PE)



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