Deus comece varrer a impunidade / Que a justiça da terra está carente.
Uma coisa praticamente generalizada em nosso meio é a insatisfação com a justiça brasileira. Salvo algumas exceções, ela está sempre penalizando alguém, em detrimento de favorecer classes privilegiadas que sempre se acham impunes por serem detentoras de poder ou condição financeira abundante.
Daí criou-se a máxima: rico não vai para a cadeia ou, vai mas não demora. Há sempre um artifício jurídico ou uma brecha na lei para acobertar os malfeitores e inimigos do povo. Isso é em qualquer esfera, só que no meio político as aberrações não têm limite.
Após o julgamento do Mensalão (8 anos depois) de estourarem as denúncias, surgiu uma luz no fim do túnel e passamos a ter uma nova imagem do judiciário contudo, os dias vão se passando e já começamos a duvidar do cumprimento das sentenças, quando vemos que pouca coisa mudou. De concreto, só a prisão de Marcos Valério, que não detinha nem detém qualquer cargo político ou público.
É por essas e outras que a crônica de hoje foge um pouco ao nosso estilo. Na última quinta feira, 21/02, passeando por este Blog li, no ESPAÇO DA POESIA, uns versos feitos pelo mano Diomedes e, por achar o tema interessante, resolvi, também, fazer algumas estrofes em cima do mesmo assunto.
Vemos muito a justiça dividida / Entre o certo, o errado e quem der mais / Muitas vezes dois crimes são iguais / E quando sai a sentença alguém duvida / Por quê um é julgado um homicida / Se o outro saiu como inocente? / No final disso tudo a gente sente/ Que o dinheiro é quem compra a liberdade
Deus comece varrer a impunidade / Que a justiça da terra está carente.
O pequeno só leva desvantagem / Nesse jogo de empurra e troca-troca / E a justiça é ver a “casa de Noca” / Quando aceita desordem e sacanagem / O difícil é alguém ter a coragem / De xingar ou falar abertamente / Se ela é duvidosa, inconsequente / Se não for interesse é por maldade
Deus comece varrer a impunidade /Que a justiça da terra está carente.
Quando falo em desmando da justiça / Sempre encontro respaldo em minha crítica / Observem no campo da política / Para ver como é cega e tão omissa / Eu não sei se isso é fruto de cobiça / De quem quer promoção daqui prá frente / Eu só sei que ela julga diferente / Quando o réu não é uma autoridade
Deus comece varrer a impunidade / Que a justiça da terra está carente.
Esses dias vi na televisão / Genoíno assumindo o seu mandato / E Renan se lançando candidato / Pro lugar que saiu como ladrão / Onde estão Ficha limpa e Mensalão, / Leis mais duras prá quem é delinquente / E o S .T .F. tão valente / Porque não faz valer toda a verdade?
Deus comece varrer a impunidade / Que a justiça da terra está carente.
Nosso Deus, protetor de Abraão / Desça à terra prá ver quanto desmando / A justiça só funciona quando / Pega alguém sem dinheiro ou posição / Nada vale essa Constituição / Só respeitam quem tem carta-patente / Não sei mais que será da nossa gente / Conviver com tanta desigualdade
Deus comece varre a impunidade / Que a justiça da terra está carente.
Por:Danizete Siqueira de Lima.
OPINIÃO DO PERNINHA
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