Com auxílio do Poder Judiciário e do Ministério Público e com utilização de mão de obra dos próprios detentos, a Cadeia de Afogados da Ingazeira está recebendo melhorias. Todas as celas e o pátio interno da unidade foram recuperados e pintados, assim como o alojamento e banheiro da guarda, cozinha e sala da supervisão.
“O trabalho será concluído com a recuperação da parte externa e do muro e com o aperfeiçoamento do sistema eletrônico de segurança, composto por cerca elétrica e câmaras de vídeo. Há um profissional contratado e, quando adequado e seguro, os próprios detentos auxiliam nos trabalhos”, explica o supervisor da cadeia, Agente de Segurança Penitenciária Alexandre Morais. Os serviços são custeados através de recursos destinados pelo promotor e juíza criminais da Comarca de Afogados da Ingazeira, respectivamente, Dr. Oscar Ricardo Andrade Nóbrega e Dra. Maria da Conceição Godoi Bertholini.
Recentemente, pelo mesmo sistema, com a formação de um mutirão e participação da Pastoral da Carcerária, cerca de 15 metros do muro da unidade foram reconstruídos. Fato semelhante ocorreu em 2007, quando a cadeia veio a ser desativada após a queda do muro por decorrência das chuvas.
A Cadeia de Afogados da Ingazeira tem capacidade para 24 detentos e não tem enfrentado problemas com superlotação. Em 2012, numa parceria entre os governos estadual e municipal aconteceu o curso de Alfabetização e reforço do Programa Paulo Freire, o que deve se repetir em 2013. Outra atividade constante entre os detentos é o artesanato, sendo utilizadas técnicas com papelão e palito e com fios para confecção de redes de descanso. (Fotos: Júnior Finfa)









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