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Deputado federal Raul Henry (MDB-PE), comenta sobre a PEC Emergencial que acaba com piso para saúde e educação

Nesse debate do orçamento para viabilizar o auxílio emergencial colocaram mais um bode na sala: querem reduzir o financiamento da saúde e da educação. Parece inacreditável, mas é verdade.

Será que não ficou mais do que provada a importância do SUS nessa pandemia? O que acontecerá com os mais pobres, a imensa maioria da população do país, sem um sistema de saúde público e universal?

Quanto à educação, que esperança teremos de construir um país minimamente justo e desenvolvido, sem educação de qualidade para todos? Que oportunidades terão as crianças mais vulneráveis desta nação, de ter um futuro digno, sem uma boa escola pública?

A PEC Emergencial, que traz consigo essas propostas estapafúrdias, deveria buscar recursos nos setores privilegiados do Estado brasileiro, para financiar o mencionado auxílio. Não na educação e na saúde.

Por que não limitam no teto constitucional os supersalários dos três poderes, cujo montante, além do teto, é estimado em, aproximadamente, 10 bilhões de reais?

Por que não limitam os duodécimos do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas, em que os custos são muito altos, em todas as unidades da Federação?

Por que não cortam parte dos 300 bilhões de subsídios de várias áreas privilegiadas do setor privado?

Se quisermos, de fato, edificar uma sociedade justa, coesa, civilizada e decente teremos que responder a essas perguntas. Do contrário, continuaremos eternamente sendo o país dos privilégios, do patrimonialismo, do corporativismo, da exclusão e da desigualdade.


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