Por: Renata Bezerra de Melo – Folha PE
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A ex-senadora Marina Silva está sendo esperada no Recife, nesta terça-feira, para cabalar novas assinaturas de apoio à criação do seu novo partido, o Rede Solidariedade.
Ela dará uma coletiva de imprensa no Hotel Sete Colinas, em Olinda, fará uma visita ao governador Eduardo Campos e uma palestra para estudantes da Universidade Católica de Pernambuco.
Para a criação desse novo partido, ela conta com o apoio de mais dois presidenciáveis – o próprio Eduardo (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB), dado que sua candidatura interessa a ambos.
É que, com três candidatos da oposição no páreo, dificilmente a presidente Dilma Rousseff se reelegeria no primeiro turno.
Na tarde de ontem (13/05), o governador Eduardo Campos recebeu os diretores da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), no prédio da Secretaria de Planejamento de Gestão (Seplag), em Santo Amaro, no Recife. Os gestores, sob o comando do presidente José Patriota, entregaram ao governador um documento batizado de “O Grito do Nordeste” – uma reivindicação destinadada ao Governo Federal. No texto, a instituição cobra mais rapidez na aplicação das políticas públicas que visam minimizar os efeitos da estiagem nos municípios do semiárido pernambucano. Da reunião, participaram mais de 100 prefeitos de todo o Estado.
“Nós entendemos que essa pauta expressa a legitimidade dos mandatos”, disse o governador. Durante a reunião, Eduardo explicou que o Governo de Pernambuco está sempre em busca de mecanismos para colaborar com a administração municipal. Na ocasião, o governador pediu para que esse debate seja feito “com responsabilidade e com rapidez”, pois “é necessário recompor urgentemente a base econômica dos municípios mais prejudicados nesses últimos anos”.
“Nós reconhecemos que muitas ações estão sendo executadas, mas os municípios precisam de mais autonomia para agir com rapidez”, afirmou Patriota, que também é prefeito de Afogados da Ingazeira, no Sertão. “Além de liberar recursos imediatos, é importante injetar dinheiro público nos municípios para animar outros setores da economia”, completou Eduardo Campos, sugerindo ações mais enfáticas em determinadas regiões.
DESCENTRALIZAÇÃO – A burocracia é um dos fatores que contribui para a falta de agilidade na federação. Para facilitar, Pernambuco tem implantado uma forma de descentralizar os recursos. “Estamos dispostos a descentralizar os recursos disponibilizados pelo Governo Federal para os municípios, mas temos que encontrar um caminho legal”, garantiu Eduardo, ressaltando que esse processo de desburocratização não resolve o problema da escassez de recursos.
Para Eduardo, as prefeituras estão com cada vez mais responsabilidades e menos dinheiro para trabalhar. “Temos que agir, pois esse é um processo que pode levar à descrença da população na política brasileira”, ponderou o governador, reforçando que a crise na economia tirou autonomia dos prefeitos. (Fotos: Eduardo Braga/SEI)
Integrante da base que dá sustentação ao Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o deputado federal Silvio Costa (PTB) condenou o discurso utilizado pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) em seus protestos contra a gestão da petista. Conforme o petebista, não há razão para os prefeitos liderados pelo presidente da instituição, José Patriota (PSB), questionarem a colaboração que a chefe do Executivo tem dado ao enfrentamento aos efeitos da seca no Estado. Costa justifica sua posição com os recursos encaminhados pela União, destacando que a reclamação soa como uma injustiça.
”Não é justo o que estão fazendo com Dilma”, criticou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, Silvio Costa, completando: “Estive com o governador Eduardo Campos (PSB) em Garanhus (Agreste), dias atrás, e as obras anunciadas contam com dinheiro federal. A presidente esteve no Sertão (em fevereiro) e também anunciou uma série de ações com recursos também federais”, observou.
Silvio Costa destacou que muitas dessas ações anunciadas pelo Governo do Estado contam com aporte exclusivo do Governo Federal, o que, segundo o parlamentar, mostra a preocupação da presidente com o problema da seca e seu comprometimento com os pernambucanos. “Nessas ações não há um real de dinheiro azul e branco. Só há recursos federais, recursos direcionados por Dilma”, reforçou.
O parlamentar, inclusive, afirmou que a postura demonstrada pela Amupe não é uma ação que conta com a colaboração de todos os prefeitos pernambucanos. “É de uma parte da Amupe”, atestou. Segundo Silvio Costa, há uma politização desnecessária de um tema que deveria se restringir ao campo administrativo.
No entanto, Silvio Costa afirmou que Pernambuco está assistindo a uma ausência do debate político, restringindo, muitas vezes, a discussão à questão eleitoral. “Não há debate político. O debate precisa ser ampliado”, clamou o petebista. (Blog da Folha)











