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Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

FLORES: BANDIDOS TENTAM ROUBAR TRILHOS DE FERROVIA

Uma carreta ficou “entalada” na região rural de Flores, no Sítio Malhada Grande, após ser usada por bandidos em uma tentativa frustrada de roubar trilhos da rede ferroviária. O Agente da Policia de Plantão, André Lino, nos adiantou que a carreta usada na ação é fruto de roubo e pertence a um morador de Custódia, no sertão do Moxotó, e que já acionou o mesmo.

André Lino, ainda esclareceu que o caso já foi encaminhando para Polícia Federal como também para Transnordestina. Já o dono da carreta foi providenciar um guincho pra desentalar o veículo. (Informações Júnior Campos-Blog Florespenet)

FILHA DA EX-PREFEITA DE AFOGADOS DA INGAZEIRA GIZA SIMÕES, EMITE NOTA NO FACEBOOK

Estou embarcando agora para Curitiba para acompanhar mamãe (Giza Simões) no transplante de medula óssea em busca da cura da síndrome mielodisplásica, doença diagnosticada há dois anos, logo após o falecimento de papai. Esta será uma semana de procedimentos preparatórios, a doadora será minha tia querida Lucia Helena Simões e a previsão é que o transplante ocorra no próximo dia 17.

Peço a todos que se unam a nós em oração e pensamento positivo. Estou viajando com o coração cheio de esperança e confiando na providência divina. Mamãe é uma guerreira e com certeza vencerá a luta contra a doença. Obrigada a todos que estão ao nosso lado nesta corrente de fé na vida.

Beijo carinhoso, Eugenia Simões

DUQUE GARANTE EXECUÇÃO DE OBRAS DURANTE OP DA COHAB

Cerca de 250 pessoas compareceram à 5ª Plenária do Orçamento Participativo de Serra Talhada, no bairro da Cohab, na tarde deste sábado (8). Um dos destaques da edição foi a grande participação dos adolescentes e jovens, que fizeram questão de atuar intensamente nas discussões. Num levantamento realizado pela secretaria de Finanças, a Cohab destacou-se como o menos inadimplente quanto ao pagamento do IPTU.

O déficit registrado na localidade quanto à quitação do imposto é de 41%, enquanto a média de não pagantes nos demais bairros ultrapassa 70%. “Por isso, estamos aproveitando para discutir propostas de melhorias e alertar as comunidades que ajudem também a prefeitura a efetuar essas mudanças contribuindo com o IPTU”, comentou o secretário de Finanças, Marcondes Osório, durante a abertura da plenária.

Entre as necessidades urgentes do bairro, os moradores cobraram do governo calçamento e saneamento; construção de praça de esporte e lazer, posto de saúde, Cras (Centro de Referência de Assistência Social), ampliação e ensino integral dentro da escola Nossa Senhora Penha; além da construção de uma creche/escola no bairro e uma cozinha comunitária.
Dentro das reivindicações dos jovens, destaque para o pedido de uma biblioteca pública e ações culturais para ajudar no combate às drogas. Após a plenária, será criado o fórum permanente de delegados do bairro com a missão de cobrar e acompanhar o andamento das ações efetuadas pela prefeitura. Discursando ao final do fórum, o prefeito Duque anunciou a construção de um posto de saúde no bairro.

“Nós já cadastramos junto ao Governo Federal uma escola em tempo integral para o bairro. Preparamos também projeto de pavimentação para a Cohab, que já está cadastrado também junto ao governo federal. Além disso, cadastramos outro projeto, agora, de uma Academia da Saúde para esta comunidade. Minha certeza é que, no último dia desse mandato, estarei de cabeça erguida porque teremos muitas obras para mostrar”, disse.

Além da Cohab, os bairros que já receberam as plenárias populares foram Ipsep, Mutirão, Baixa Renda, Borborema e Caxixola. O próximo Orçamento Participativo de Serra Talhada irá acontecer na zona rural, no distrito de Santa Rita. No local, serão oferecidos trabalho sociais como corte de cabelo, manicure e pedicure. Pela manhã, a comunidade vai receber ainda o Mutirão da Saúde.(ASCOM)

COM VERBAS PÚBLICA DO FUNDO PARTIDÁRIO, POLÍTICOS EMPREGAM PARENTES EM LEGENDAS

Se fosse possível resumir em uma mesma denominação todas as siglas partidárias em atividade atualmente no país, talvez um bom nome fosse Partido da Família S/A. De Norte a Sul do país, os partidos políticos brasileiros de todos os tamanhos são dominados por grupos familiares que, em muitos casos, são bem remunerados para comandar essas legendas e fazer todo tipo de negociação — da política a arranjos financeiros. Levantamento realizado pelo GLOBO nos 30 partidos registrados oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encontrou pelo menos 150 parentes em cargos de direção nas legendas. São cônjuges, irmãos, pais, tios, primos que ocupam os principais postos de comando, como presidentes, vice-presidentes, secretários-gerais e tesoureiros. E muitos deles fazem dos partidos sua principal fonte de sustento, tornando-se políticos profissionais. Nos partidos menores, com pagamento em dinheiro público do Fundo Partidário, clãs familiares tornam-se os verdadeiros donos das siglas, dominando-as por mais de 20 anos.

Às vezes, os pagamentos aos parentes ocorre de forma indireta: dirigentes que recebem como consultores da própria agremiação que dirigem; diretores que alugam os próprios imóveis como sede partidária; e carros de luxo comprados para dirigentes. As despesas dos partidos, inclusive os salários de familiares e amigos, são pagas com o dinheiro de um cofre que distribuirá neste ano mais de R$ 300 milhões: o Fundo Partidário. Isso sem contar as multas, que acrescem importante valor a essa cifra.

Para cientistas políticos que estudam a história partidária brasileira, o cenário atual apenas consolida o comportamento de políticos em outros períodos. Desde a Colônia, a política é dominada por famílias, que veem nessa atividade uma forma de ascender ao poder, mantê-lo e enriquecer.

Essa é uma característica que já chamava a atenção dos viajantes que por aqui estiveram no período colonial, no Império e na República. É o patrimonialismo praticado de forma deslavada — analisa o professor Paulo Roberto da Costa Kramer, cientista social da Universidade de Brasília (UnB).(Jornal o Globo)

PERDAS E GANHOS PARA BEZERRA COELHO FORA DO PSB

Até onde pode esticar a corda que liga o PSB ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho? Uma pergunta que ainda não tem resposta, mas que está esquentando os bastidores do partido. A maioria socialista não acredita que o ministro trocará de partido com a intenção de disputar o governo de Pernambuco em 2014. O argumento mais forte para a tese está no fato de Bezerra Coelho não ter um grupo político que possa acompanhá-lo caso decida se desligar da sigla.

Com reduto eleitoral concentrado em Petrolina e municípios da região, Bezerra Coelho não tem uma base política formada por deputados (federais e estaduais), prefeitos e lideranças políticas, que poderiam acompanhá-lo na migração e garantir apoio numa disputa em 2014. A exceção é o filho dele, o deputado federal Fernando Bezerra Filho (PSB) que, no ano passado, não conseguiu se eleger prefeito de Petrolina, sendo derrotado pelo peemedebista Júlio Lóssio, reeleito para o cargo.

Na avaliação de governistas, as movimentações do ministro para “forçar” o governador Eduardo Campos (PSB) a tomar uma decisão sobre a sucessão estadual estariam equivocadas. Atualmente, a principal arma que Bezerra Coelho tem nas mãos é o peso do Ministério da Integração, cargo que ocupa por indicação do governador.

No exercício da função, o ministro tem visitado estados do Nordeste para anunciar ações de convivência com a seca e liberado muitos recursos para obras. “A atuação dele tem sido muito boa”, frisou um socialista em reserva. A mesma fonte fez questão de pontuar, no entanto, que o  ministro também vem cometendo alguns deslizes no campo político.

Afirmou, por exemplo, que Bezerra Coelho “errou” ao declarar publicamente apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff, apesar de ser integrante do governo dela. “Em seus discursos em cidades do Nordeste, inclusive, está dizendo que quem não apoia Dilma é contra o Nordeste”, criticou outro socialista.

A postura do ministro em defender a manutenção da aliança PT/PSB também não estaria agradando ao núcleo forte do PSB, que trabalha para consolidar a candidatura de Eduardo Campos a presidente da República. Um projeto, aliás, que Bezerra Coelho já demonstrou ser contra. Na opinião dele, o assunto precisa ser melhor discutido nas bases do partido.

Tem quem diga também que ele estaria indo na contramão do que pensa Eduardo Campos ao antecipar suas articulações para eleição do próximo ano. “O governador já disse que só vai discutir 2014 em 2014. Ele tem dito que não vai resolver a vida dele agora, imagine a de Fernando”, comentou um governista.

As especulações sobre a saída de Bezerra Coelho do PSB para se filiar ao PT, versão negada pelo ministro e pelo governador, ganharam a força a partir do momento em que o ministro passou a defender com mais ênfase o projeto de reeleição de Dilma Rousseff. No PT local, o ministro enfrenta resistência e há informação de que ele também está conversando com outras legendas, como PSD e o PP.

A migração de Bezerra Coelho, segundo comentários, contaria com o apoio da presidente e do ex-presidente Lula (PT), com a intenção de lançar o ministro candidato a governador de Pernambuco e assim montar um palanque para petista no estado. Uma história, portanto, que ainda vai render alguns capítulos. Um jogo de paciência, movido por um enredo que vai decepcionar alguns e surpreender outros.(Rosália Rangel-DP)