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Blog do Finfa - A verdade em forma de notícia

Amupe realiza curso sobre a Emenda Constitucional 136/2025 e seus impactos nos municípios pernambucanos

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realiza no próximo dia 17 de novembro, o curso “Emenda Constitucional 136/2025: Impactos e Desafios nos Municípios Pernambucanos (Parcelamento e Previdência)”, voltado para gestores municipais e equipes técnicas. O evento será realizado na sede da Amupe, em Recife, das 8h30 às 12h30.

A capacitação tem como objetivo aprofundar a compreensão sobre as mudanças trazidas pela nova Emenda e discutir seus efeitos diretos na administração pública municipal, especialmente nas áreas de parcelamento e previdência. A iniciativa busca fortalecer a gestão fiscal e previdenciária dos 184 municípios associados à Amupe, através de informações atualizadas e orientação técnica especializada.

“Nosso compromisso é apoiar os municípios pernambucanos na adaptação a esse novo cenário legal. É fundamental que os gestores e suas equipes compreendam as mudanças e saibam aplicá-las de forma eficiente e responsável”, destacou o presidente da Amupe, Marcelo Gouveia.

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas através do site amupe.org. As vagas são limitadas.

Foto: José Bonifácio Lira

Romerinho Jatobá firma parceria com o ex-prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho, e fortalece seu projeto para 2026

O vereador do Recife e pré-candidato a deputado estadual amplia alianças políticas e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de Pernambuco

O vereador e presidente da Câmara Municipal do Recife, Romerinho Jatobá (PSB), segue fortalecendo alianças e consolidando sua liderança política em Pernambuco. Ao firmar parceria com o ex-prefeito de Água Preta, Eduardo Coutinho, referência política da Mata Sul, Romerinho reafirmou seu compromisso com o trabalho que transforma vidas e com um futuro melhor para o povo pernambucano.

Como pré-candidato a deputado estadual, Romerinho intensifica o diálogo com lideranças e gestores municipais, ampliando sua presença no interior e consolidando uma base sólida de apoio. Reconhecido pela seriedade, pela capacidade de articulação e pela dedicação à vida pública, o parlamentar entra nessa nova caminhada com o mesmo propósito que marca sua trajetória: trabalhar com coragem, proximidade e compromisso por um futuro melhor para Pernambuco.

Governo de Itapetim entrega tanque de resfriamento de leite de cabra à associação de produtores do município

O Governo Municipal de Itapetim realizou, na noite desta segunda-feira (10), a entrega de um tanque de resfriamento de leite à Associação dos Produtores de Leite e Carne de Caprinos e Ovinos de Itapetim (APLCOI). A iniciativa, coordenada pela Diretoria de Juventude e Empreendedorismo, aconteceu no Distrito de São Vicente.

O novo equipamento tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do leite de cabra no município, garantindo melhores condições de armazenamento e mais qualidade ao produto, além de contribuir para o desenvolvimento rural e o fortalecimento da economia local.

O evento contou com a presença da prefeita Aline Karina e de seu esposo, Robson Bento, do presidente da APLCOI, Allan Costa, do presidente da Câmara, Júnio Moreira, e do vereador Carlos Nunes, além de secretários e diretores municipais. Também participaram representantes de instituições parceiras, como o secretário de Agricultura de Sertânia, Antônio Almeida, acompanhado de André, presidente da SEDOCA, e João, assessor administrativo da entidade.

Entre as demais lideranças presentes estiveram o presidente da Cooperativa de Amparo-PB, Jan, o presidente da ACOI, Ronaldo, e o presidente da Associação dos Produtores de Leite de Vaca, Jackson, além de produtores e outras lideranças.

A ação faz parte das iniciativas do governo de Itapetim voltadas ao incentivo da produção e do empreendedorismo no campo, reafirmando o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento sustentável e o apoio aos produtores rurais do município.

Militares da Venezuela preparam resposta de guerrilha caso EUA ataquem

A Venezuela está mobilizando armas — incluindo equipamentos de décadas de fabricação russa — e planeja montar uma resistência no estilo de guerrilha ou semear o caos no caso de um ataque aéreo ou terrestre dos Estados Unidos, segundo fontes com conhecimento dos esforços e documentos de planejamento vistos pela agência de notícias Reuters.

A abordagem é uma admissão tácita da escassez de pessoal e equipamentos do país sul-americano.

Exclusivo: Raquel fortalece seu apoio em Solidão com grande liderança: vereadora Edileuza Godê movimenta cenário político no município

A vereadora Edileuza, grande liderança de Solidão e figura de expressão no Sertão do Pajeú, reafirmou seu apoio à governadora Raquel Lyra, em mais um importante movimento político que fortalece o palanque governista no município.

Com forte articulação e respeito conquistado junto à população solidanense, Edileuza Godê passa a reforçar ainda mais o time político do Governo do Estado, ampliando o diálogo e alinhando pautas que poderão resultar em novas conquistas para Solidão.

Aliada do deputado estadual Kaio Maniçoba, atual secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, a vereadora tem acumulado protagonismo no cenário político local, sendo reconhecida como uma das principais vozes na defesa de melhorias para o município.

O gerente de Articulação da Casa Civil, Edson Henrique, destacou a importância da decisão:
“Edileuza é uma mulher de muita coragem, fibra e retidão. Ter o apoio dessa grande liderança nos deixa extremamente felizes e confiantes de que Solidão seguirá avançando com o olhar atento do Governo de Pernambuco”, afirmou.

Por sua vez, a vereadora exaltou o trabalho e o estilo de gestão da governadora Raquel Lyra:
“Raquel é exemplo de coragem, competência e dedicação. Representa muito bem mulheres e homens pernambucanos com seu jeito de fazer gestão, deixando em cada município do nosso Estado seu marco registrado. Tenho certeza de que Solidão continuará sendo beneficiada com esse trabalho sério e comprometido com o povo”, ressaltou Edileuza.

O posicionamento reforça o avanço do Governo de Pernambuco no Sertão, com foco em desenvolvimento, articulação política e resultados concretos para a população.

Coletivos do Recife beneficiados pelo programa Jovens no Clima apresentam realizações na COP-30, em Belém

Caravana com 36 jovens do Recife viajaram para a capital paraense para compartilharem os seus projetos de enfrentamento às mudanças climáticas implementados neste ano. Prefeito João Campos participou do painel no Pavilhão do Governo Federal

No primeiro dia de atividades na COP-30, os 36 jovens recifenses participantes do programa Jovens no Clima apresentaram suas experiências no painel “Recife falando para o Mundo: Jovens no Clima – as juventudes no centro do debate e ação climática”, realizado na Zona Verde, no Espaço dos Direitos Humanos em parceria com o Governo Federal na tarde desta segunda-feira (10). O painel contou com os depoimentos do prefeito do Recife João Campos, do secretário de Direitos Humanos e Juventude do Recife Marco Aurélio Filho, do diretor do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania Fábio Meirelles, da diretora executiva do Delibera Brasil, Marisa Villi, da secretária executiva de Direitos Humanos da cidade de Belém Larissa Martins, e das jovens contempladas pelo programa Alice Xucuru, do projeto Comunicação Ambiental, e Maria Gabrielly Dantas, do Recorte Recife.

“Estamos muito felizes por fazer o dever de casa e por o Recife trazer a juventude para o centro da discussão sobre o futuro do clima. Temos a maior comitiva de jovens de uma cidade fora da região amazônica na COP-30, resultado de iniciativas que já impactaram mais de 600 jovens no Recife. É uma demonstração de que a cidade está formando uma nova geração comprometida com sustentabilidade e ação climática”, declarou o prefeito João Campos.

O secretário Marco Aurélio Filho ressaltou o protagonismo dos jovens e a projeção internacional alcançada pelas ações do programa. “Estamos vendo o Recife falando para o mundo de fato. São 140 lideranças climáticas da periferia do Recife que transformaram ideias em ações concretas, executaram projetos relevantes em seus territórios e agora apresentam suas realizações na COP-30, enquanto trocam experiências com outras iniciativas do país e do mundo”, comentou o gestor.

A jovem Alice Xucuru é moradora do bairro do Ibura e representante do projeto Comunicação Ambiental. Ela e o coletivo Arte na Favela focaram em conscientizar a juventude sobre impactos ambientais no seu bairro ao longo da realização dos trabalhos pelo Jovens no Clima. “Não dá para falar de sustentabilidade, sem falar de saúde e de tecnologia ancestral. Então tivemos uma experiência única e desenvolvemos palestras sobre esses temas, além disso, fizemos site e animações. Projetos como o Jovens no Clima transformam realidades”, contou.

Já Maria Gabrielly Dantas explicou que o projeto Recorte Recife, dos coletivos Cabrochas Moda Sustentável e Liderando o Amanhã, promoveu um hackathon para criar soluções sobre descarte têxtil: “A gente pensa economia criativa e circular como justiça socioambiental na cidade do Recife. Menos descarte e mais inovação é o que a gente precisa e merece”.

JOVENS NO CLIMA DO RECIFE – O Jovens no Clima é uma iniciativa que engaja jovens na construção de soluções para desafios ambientais e climáticos do Recife. Trata-se de uma realização da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, em parceria com a Rede Conhecimento Social e o Delibera Brasil.

A implementação do programa é fruto do município ter sido a única capital do Brasil e uma das 100 cidades do mundo escolhidas como beneficiárias do Fundo de Ação Climática Juvenil da Bloomberg Philanthropies, da United Cities and Local Governments e do Bloomberg Center for Public Innovation. Cada um dos projetos dos coletivos de jovens selecionados recebeu R$ 20 mil para sua implementação.

PROJETO INSPIRADO – Ainda na tarde desta segunda, o prefeito João Campos e o secretário Marco Aurélio Filho acompanharam a Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil Macaé Evaristo em visita ao Centro de Referência de Educação Infantil Professor Orlando Bitar, no bairro de Nazaré, em Belém. Trata-se de um dos mais completos espaços de aprendizagem voltado para a educação infantil do Pará.

No local, funciona o Plantão Integrado de Proteção às Crianças e Adolescentes, Iniciativa inspirada no “Carnaval de Direitos”.

Durante a COP-30, as crianças estão recebendo pulseiras de identificação para evitar que se percam dos pais. No Recife, essa iniciativa esteve presente no Carnaval de Direitos, no São João de Direitos e em outros grandes eventos. No último dia 1°, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, lançou uma nova pulseira com um sistema pioneiro de identificação infantil – um QRCode concentra os de cada menino ou menina e de seus respectivos responsáveis para que o acionamento possa ser feito de forma imediata, em caso de emergência.

Serra Talhada: Rodrigo Novaes nega cautelar, mas determina apuração sobre contrato de R$ 84 mil da Câmara

O conselheiro Rodrigo Novaes, do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), negou o pedido de medida cautelar apresentado pelo Ministério Público de Contas (MPCO) contra a Câmara Municipal de Serra Talhada, mas determinou a abertura de um procedimento interno para apurar as supostas irregularidades no contrato alvo da representação, segundo o Blog do Nill Júnior.

A ação do MPCO, assinada pelo procurador Cristiano Pimentel, questionava o Contrato nº 013/2025, firmado por inexigibilidade de licitação com a empresa Geraldo Cristovam Sociedade Individual de Advocacia, no valor de R$ 84 mil, para prestação de serviços de assessoria e consultoria jurídica voltados à revisão do Regimento Interno, do Código de Ética e da Lei Orgânica do Município.

Em sua decisão, publicada no Diário Oficial do TCE-PE nesta terça-feira (11), Novaes afirmou que “os elementos constantes dos autos não são suficientemente robustos para o deferimento da medida cautelar”, frisando a necessidade de aprofundar a análise sobre o caso.

O conselheiro também destacou que, neste momento inicial, “não é possível aferir a correta extensão dos contratos apontados pelo MPCO”, motivo pelo qual optou por não suspender o contrato, mas determinou que a Diretoria de Controle Externo do TCE instaure um procedimento interno para examinar as questões levantadas.

Com isso, o contrato firmado pela Câmara segue em vigor, enquanto o Tribunal realiza nova apuração para verificar se houve ou não irregularidades na contratação. B

O mordomo da vez é a geração de energia distribuída

Por: Heitor Scalambrini Costa
Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco

“Se me enganas uma vez, a culpa é tua.
Se me enganas duas vezes, a culpa é minha”
Anaxágoras (filósofo grego)

Um dos clichês dos romances policiais do século XX é que o mordomo é sempre o principal suspeito, ou mesmo culpado pelo crime ou delito cometido no enredo da história. O que não deixa de ser uma saída fácil demais para o mistério engendrado pelo autor.

No caso do setor elétrico, cuja privatização é o enredo principal desta triste história vivida pelo povo brasileiro, tudo começou com os argumentos de que o setor público não tinha os recursos financeiros necessários para investir na expansão, na inovação e modernização , para as exigências do desenvolvimento do país. Igualmente era questionada a capacidade gerencial do poder público, alguns afirmavam que o setor privado é mais eficiente, competitivo, e assim poderia oferecer a tão desejada modicidade tarifária, e excelência nos serviços prestados ao consumidor.

A implementação do modelo mercantil fazia parte da transição econômica proposta pelo governo de plantão, de um modelo de crescimento impulsionado pelo Estado, para o crescimento impulsionado pelo mercado. O que se verificou, ao longo dos últimos 30 anos, desde a primeira privatização de uma distribuidora no governo do neoliberal FHC, é que os argumentos utilizados para justificar a privatização caíram por terra.

A privatização desestruturou o setor elétrico brasileiro, e não funcionou para os consumidores. Mas para os agentes do mercado, o Brasil tornou-se o paraíso, o país do capitalismo sem risco. A falta de planejamento, os problemas na regulação e fiscalização pelo conflito de interesses gerados, os reajustes acima da inflação baseados em contratos de privatização com cláusulas draconianas, e o precário e comprometido dos serviços prestados aos consumidores, afetou drasticamente a qualidade dos serviços, devido à falta de investimentos e a redução do número de funcionários qualificados, tudo para aumentar os lucros das empresas privadas.

A gota d’água para a desestruturação completa do setor elétrico foi a privatização da Eletrobrás. A partir de então perdemos a gestão dos reservatórios das usinas hidroelétricas para o setor privado, abrimos mão do planejamento e das políticas públicas para o setor.

No contexto pós privatização, surgiram um emaranhado de órgãos públicos e privados, que fragmentaram a lógica do sistema elétrico brasileiro, até então baseado em uma operação colaborativa, cooperativa, flexível, cuja base era a geração hidrelétrica. Que ainda continua contribuindo com pouco mais de 50% na matriz elétrica nacional.

Uma das consequências, a principal deste desarranjo estrutural do setor, foi o aumento estratosférico das tarifas, tornando inacessível para grande parte da população o acesso a este bem essencial à vida. Para resolver os problemas criados com a privatização, nunca mencionada pelos que defendem este “crime de lesa-pátria”, mudanças, reestruturações, reformas, modernização foram realizadas ao longo dos últimos trinta anos sem que os problemas crônicos fossem solucionados. A mais recente “reforma estruturante” foi a proposta contida na Medida Provisória 1304/2025, conhecida como “MP do setor elétrico”, encaminhada pelo Ministério de Minas e Energia para o Congresso Nacional.

Em tempo recorde, bastou menos de 5 minutos para a MP ser aprovada por ambas casas legislativas. Entre tantas medidas pontuais aprovadas, nada estruturantes, e sem alteração direta nas tarifas. O agora Projeto de Lei de Conversão no 10, aguarda a sanção presidencial. Foi aprovado que todas as fontes de energia (renováveis e não renováveis), serão utilizadas para a geração elétrica. Inclusive a nucleoeletricidade, que inviabiliza o discurso que a MP vai baratear a conta de luz. O custo da eletricidade nuclear pode chegar a quatro vezes maior que a energia gerada pelas fontes renováveis. Além de prorrogar até 2040, o prazo para a contratação de usinas termelétricas a carvão mineral, combustível fóssil mais poluente e danoso, para o aquecimento global.

Entrevistado sobre a aprovação da MP, o ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira, reconheceu que “os lobbies venceram o interesse público”, sem dúvida se referindo aos diversos lobbies que atuam junto ao setor, como o “lobby das baterias”, do “curtailment” (cortes na geração renovável) que briga pelo ressarcimento financeiro, o da “geração distribuída”, do “carvão”, o “lobby das hidroelétricas” que querem reduzir as exigências ambientais, da “abertura do mercado”, o “lobby do nuclear”, entre outros. Por sua vez o ex-ministro de Minas e Energia, e atual senador Eduardo Braga (PMDB/PA), relator da MP no Senado, ao ser perguntado sobre a aprovação, com mudanças em relação à proposta original do governo, disse que “foi discutido e aprovado o que foi possível, na democracia cada um defende seus interesses, e foi isso que aconteceu”. Declarações que evidenciam a ausência do Estado na definição das regras, normas, procedimentos. Não é mais o governo federal, através do Ministério de Minas e Energia, quem define as políticas do setor elétrico, quem planeja, coordena e implementa, são os interesses privados.

Com relação a geração distribuída com fontes renováveis é inegável os avanços na matriz elétrica brasileira com mais de 5 milhões de sistemas instalados com a micro (até 75 kW) e minigeração (de 75 kW até 5 MW), beneficiando em torno de 20 milhões de brasileiros, todavia uma parcela modesta em relação aos 93 milhões de unidades consumidoras cativas existentes.

A velocidade de introdução das fontes renováveis, principalmente pela geração centralizada, sem dúvida tem colaborado para criar uma instabilidade no setor elétrico. Devemos repensar e reconhecer que a intermitência gera instabilidade na rede elétrica. Várias alternativas existem para amenizar a instabilidade, implicando em inovação e altos investimentos, como por exemplo: reforço da rede de transmissão, armazenamento, uso de compensadores síncronos, sistemas híbridos com integração de mais de uma fonte, além da gestão inteligente da demanda com eficiência elétrica. A questão é quem irá pagar a conta.

Estes empreendimentos de geração centralizada necessitam de grandes áreas, e gera impactos tanto nas pessoas que vivem no entorno das instalações, como na natureza, com o desmatamento da Caatinga. É neste bioma, no Nordeste brasileiro, que está localizado mais de 85%, das centrais eólicas do país, e 60% da capacidade instalada de usinas solares de grande porte.

 Não se pode minar as vantagens comparativas das fontes renováveis pela captura do mercado destes empreendimentos, que pelo frenesi de novas oportunidades de negócios agem com irresponsabilidade, leviandade, e em alguns casos, criminosamente.

No momento atual da completa falta de planejamento, de coordenação existente no setor elétrico, a limitação da participação da mini geração solar, das usinas solares e das centrais eólicas na matriz elétrica, seria uma ação a ser discutida para conter a sobre oferta, paralelamente a outras medidas. Em relação ao “curtailment” foi aprovado na MP, o ressarcimento parcial e retroativo para as empresas geradoras, não sendo considerado que o corte das renováveis é um risco inerente ao próprio negócio.

O que se tem verificado historicamente, é que as políticas públicas no Brasil priorizaram a expansão da oferta de energia para atender ao crescimento da demanda, em detrimento de medidas robustas de eficiência energética. O que resulta em um modelo que busca primariamente aumentar a capacidade de geração, o que tem acontecido com o crescimento vertiginoso da geração centralizada com fontes renováveis, e com propostas insanas de expandir o parque nuclear. Tal abordagem leva ao aumento de custos da energia, ao desperdício e aos impactos socioambientais.

Embora a oferta de energia tenha sido historicamente dominante, a mudança de paradigma é uma necessidade diante dos desafios provocados pela crise ecológica. E a transformação ecológica tem chances de acontecer se a sociedade consciente deixar de ser meros espectadores e se tornarem protagonistas.

Dedé Monteiro recebe Título de Doutor Honoris Causa da UFPE

Acontece nesta terça-feira (11), às 15 horas no Auditório Reitor João Alfredo na Reitoria Campus Joaquim Amazonas da UFPE do Recife, a cerimônia de concessão do título de Doutor Honoris Causa ao Patrimônio Vivo de Pernambuco ao tabirense José Rufino da Costa Neto, o famoso Dedé Monteiro, um dos maiores expoentes da poesia popular nordestina.

A honraria reconhece a vasta e significativa contribuição de Dedé Monteiro, à literatura, à cultura e à memória poética do Brasil. Natural do Sítio Barro Branco, na zona rural de Tabira, no Sertão do Pajeú, Dedé é referência viva da tradição oral, da métrica, da rima e do sentimento que só o sertão do Pajeú sabe transformar em poesia.

Dedé Monteiro, também já foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2016.

Agora, com o título de Doutor Honoris Causa, a maior honraria concedida por uma universidade, sua trajetória é celebrada também no campo acadêmico, como símbolo de um saber popular legítimo, profundo e transformador.

MINUTO COM FINFA – Frente Popular fatiada em Afogados da Ingazeira

A base aliada do prefeito Sandrinho Palmeira (PSB) em Afogados da Ingazeira enfrenta um crescente “fatiamento” e divergências internas que ameaçam a unidade da Frente Popular no município. O principal foco dessa fragmentação é o presidente da Câmara Municipal, o vereador Vicentinho (PSB), que, juntamente com Cícero Miguel (PSB) e Cancão (MDB), rompeu com o alinhamento do prefeito nas eleições estaduais.

Enquanto Sandrinho apoia Waldemar Borges (PSB), o trio decidiu endossar a reeleição do deputado estadual João Paulo Costa (PCdoB), que inclusive já declarou apoio ao projeto de Vicentinho para a prefeitura em 2028. E ssa atitude demonstra que a base governista não é homogênea, expondo a fragilidade da atual aliança e as dificuldades do prefeito em consolidar um grupo coeso em torno de candidatos de consenso, reforçando a percepção de uma “fadiga de material” após mais de duas décadas e meia de poder do bloco.

O movimento de autonomia do bloco comandado por Vicentinho, que também inclui o vereador Douglas Eletricista, não se restringe à disputa estadual. O presidente da Câmara declarou publicamente sua pré-candidatura a prefeito em 2028 pela Frente Popular, mas com uma postura de diálogo aberto com todos os setores políticos do município, embora afirme que não pretende se aliar à oposição.

Este cenário de tensões acirradas coloca o prefeito Sandrinho Palmeira diante de um desafio complexo: ele precisa urgentemente trabalhar para manter a governabilidade e a coesão dentro da Câmara Municipal, ao mesmo tempo em que tenta solidificar sua base política para as próximas eleições. A fragmentação da Frente Popular é um fato consumado, e o desfecho dessa “novela política” será crucial para definir se o grupo permanecerá no poder ou se haverá uma oxigenação na gestão municipal.