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MARCONE SANTANA ENCERRA GESTÃO EM FLORES COM 68% DE APROVAÇÃO

O prefeito de Flores, Marconi Santana (PTB), encerra o segundo mandato à frente do poder municipal com 68,3% de aprovação e 26% desaprovação, revela pesquisa do Instituto Opinião contratada com exclusividade por o Blog do Magno.

Dos entrevistados, apenas 5,7% disseram que não sabiam avaliar ou não quiseram responder. No eleitorado urbano, Santana chegar a ter 82,3% de aprovação, percentual que na zona rural cai para 58,1%.

Por sexo, o prefeito é mais bem avaliado entre os homens – 70% contra 66,7% das mulheres. As maiores taxas de aprovação, por faixa etária, se concentram entre os eleitores entre 25 anos e 35 anos – 68.4%.

Entre os eleitores jovens, de 16 a 24 anos, o trabalhista tem 57,7%, percentual que sobe para 77% entre os eleitores na faixa de 35 a 44 anos.

Já para 70,5% dos eleitores acima de 60 anos, a gestão é bem aprovada, enquanto 70,2% se manifestam positivamente entre os eleitores na faixa etária de 45 a 59 anos.

O maior percentual de rejeição está entre os eleitores jovens – 35,9% e entre os que residem na zona rural – 34,5%. Para 48,9% dos entrevistados, a satisfação com a cidade está aumentando e 40% disseram que continua igual, enquanto apenas 9,7% afirmaram que está diminuindo.

SERRA TALHADA: DEPUTADO COMENTA POSSÍVEL QUEBRA DE ALIANÇA COM PR

O deputado estadual Augusto César (PTB) abriu o verbo neste sábado (15) para defender o acordo firmado entre ele e o deputado Sebastião Oliveira (PR) durante as eleições municipais deste ano. O petebista demonstrou estar ciente de um iminente racha entre PTB e PR frente aos planos do radialista Marcos Oliveira (PR), homem de confiança do deputado Inocêncio Oliveira. Em conversa com o FAROL DE NOTÍCIAS, “Marquinhos” revelou ter visto “brechas” na parceria entre Augusto e os republicanos (leia aqui) e que pode aproveitar essa suposta fragilidade para aventurar-se ao cargo na Alepe (Assembleia Legislativa de Pernambuco), contando com o apoio de “Sebá” e Inocêncio. O ex-prefeito de Serra pelo PTB, que está na cidade neste final de semana para articular sua bancada, preocupou-se em comprometer a palavra de Sebastião.

“Eu vejo isso normal (a candidatura de Marcos Oliveira). Mas é preciso ver se essa candidatura é pra ter representatividade de Serra Talhada no grupo político ou se opor a quem quer que seja. Aí é diferente… Ele (Marcos) é do PR, é legítimo que pleiteie. Isso não está me preocupando neste momento, porque eu ouvi de Sebastião e Serra já ouviu que ele tem o compromisso com Augusto César, ele (Sebastião) tem que ver quais as lideranças que lhe ajudaram. Compromisso pra Augusto César sempre é cumprido! O meu compromisso com ele (Sebá) eu cumpri e não recebi nada em troca para apoiá-lo. Acredito que ele (Sebastião) vai cumprir (o acordo) pela seriedade”, avaliou o deputado, durante entrevista a uma emissora de rádio local.

MARCOS OLIVEIRA,  DIZ QUE VÊ BRECHA EM ACORDO COM PTB

Em conversa com o FAROL, Marcos Oliveira chegou até a admitir que o deputado Sebastião Oliveira possa manter a palavra com Augusto, mas, na visão de “Marquinhos”, não seria uma tarefa fácil para a militância republicana aceitar isso por muito tempo. “Sebastião tem dito espontaneamente a todo canto e recanto de Pernambuco que não é mais candidato a estadual e apoia Augusto César. A palavra volta pra ele. Como sei que ele é uma pessoas séria em seus compromissos eu acredito que ele irá me apoiar. Foi um assunto que ele (Sebá) tomou pra si”, analisou o petebista, demonstrando não estar preocupado com a ameaça, pelo menos por enquanto.

“ELES RESPEITAM MINHA POSIÇÃO E EU A DELES”

Apesar de fugir do debate eleitoral de 2014 e pregar o apoio ao Governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador Eduardo Campos (PSB) não pretende pedir aos seus correligionários e aliados que evitem a defesa pública de sua candidatura presidencial. Nesta entrevista à Folha de Pernambuco, o socialista ressalta que respeita a posição dos simpatizantes ao seu provável projeto nacional. “Eles respeitam minha posição e eu respeito a deles”, resumiu Campos. O gestor ainda garantiu que as muitas disputas eleitorais pelo País travadas entre socialistas e petistas não foram suficientes para deixar mágoas ou constrangimentos, pelo menos da parte do PSB. “O que queremos é que os partidos se entendam. Todos precisam ter ação solidária. Governamos juntos Brasília, governamos juntos no Estado”, destacou.

Como o senhor viu as últimas denúncias envolvendo o ex-presidente Lula (PT) no caso do mensalão?

Eu já falei sobre esse tema várias vezes. Não tem muito o que acrescentar. Estamos chegando ao final do ano, o presidente Lula teve um ano muito duro, muito difícil. Se coloque numa posição de alguém que enfrentou um câncer, um tratamento duro, quase que insuportável e agora ser vítima de acusações sem provas. Um condenado pela Justiça, tendo tido todos os fóruns para entregar documento, evidências ou provas do que ele acusa e acusa o presidente Lula sem nenhum prova. Entre a palavra de um condenado a 40 anos na Justiça e um homem que fez pelo povo brasileiro, sobretudo para os mais pobres, o que Lula fez, indica o bom senso que a gente possa ficar com o bom senso. E que a gente possa desejar um Natal de paz e um bom ano de 2013. Esse País já mostrou que tem Polícia Federal ativa, competente e capaz, Ministério Público que não engaveta mais, como se fez em outros momentos da República, e tem Judiciário que exerce sua função, que possa fazê-lo com toda tranquilidade. Eu sei que o presidente Lula é um homem público que merece respeito da nação brasileira.

O senhor faz críticas à política econômica do Brasil, que vem de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e que Dilma está dando continuidade. Seu discurso é crítico. Houve erros ao longo desses últimos anos e isso está culminando nas mãos de Dilma?
O que é que eu tenho dito? Nós estamos vivendo e temos que ter consciência do que estamos vivendo porque se a gente não tem um bom diagnóstico não vai ter bom tratamento, isso vale para Saúde, Economia, para tudo na vida. Nós estamos vivendo a maior crise do capitalismo global, que está derretendo dois blocos importantes da economia mundial. Da União Europeia, caíram 11 governos. Países que tinham um esquema de seguridade social completamente distinto do nosso estão regredindo. Você pega um país como a Espanha com 27% de desemprego, e o Brasil com 5,5%, essa é a realidade. Vai para os Estados Unidos da América, sai de uma eleição sob ameaça de um abismo fiscal obrigando um debate entre republicanos e democratas. Na Europa, partidos das mais diversas tendências ideológicas fazendo governo de salvação nacional. Na China depois de 20 anos crescendo a dez, a China muda o governo, refaz linhas estratégicas do seu desenvolvimento para crescer mercado interno e reduz em 20% o ritmo de crescimento econômico. Isso é pouco relevante? Não. Entender esse ambiente é que vai dar possibilidade de a gente ter êxito ou não, e não ficar resumindo esse debate em “2014 fulaninho vai ser candidato”.

Mas, em relação à economia do Brasil, qual o grande problema que está nas mãos da presidente Dilma?
O que você tem? Um ambiente externo dessa magnitude. A presidenta tem feito as mesmas políticas que todos esses governos fizeram em momentos de crise, que é fazer a desoneração. E mais. Ela começou a mexer em coisas que outros não mexeram. Em juros, em trazer uma redução na energia elétrica, que tem importância para o custo do Brasil, mudar marcos regulatórios de uma série de setores. O que é que isso em um determinado momento passou? É o fato e uma versão. A versão é de que está havendo mudança demais e gerou certa insegurança aos investidores. É o que está dito nos jornais e poderia ter alteração nos fundamentos macroeconômicos. Tenho dito que não vai haver cavalo de pau. A presidente tem responsabilidade, tem compromisso com uma condução responsável da economia brasileira. Em 2011, (as medidas adotadas para enfrentar a crise) se pode dizer que pode ter surtido algum efeito positivo, quando no momento crítico como este que nós vivemos, houve uma ideia de que inflação estava se instalando de volta e houve medidas de contração do crescimento que pode ter feito o crescimento cair mais do que deveria no segundo semestre de 2011 e primeiro semestre desse ano. Mas nada que explique o resultado que estamos tendo no PIB deste ano. O que explica esse resultado é o quadro internacional de larga proporção. Como a gente vai sair dele? Ajudando Dilma.

Mas e o desgaste da imagem da presidente?
A imagem dela está bem avaliada. Agora dizer que não é importante para o País e para a imagem dela ganhar 2013, é outra coisa. Esperamos que ela tenha um bom 2013 e nossas posturas como aliado, membros da base, como companheiros e como quem torce pelo País, é ajudar a ganhar 2013. Se ela ganha 2013, ganha 2014.

O senhor concorda com a reportagem da “The Econo­mist” que criticou a política econômica do País e sugeriu, inclusive, a troca do ministro da Fazenda, Guido Mantega?
Quem faz a troca de ministro é a presidente, não é nenhum articulista de nenhum veículo. Ele pode dizer o que acha, mas não é ele que faz. Agora, a visão que está no “The Economist” sobre as mudanças é a visão que está na grande mídia brasileira, na necessidade de deixar claro que a mudança no conjunto macro não é mudança nos fundamentos da economia. Ou seja, quando as ferramentas antigas foram sacadas, mas elas não foram suficientes e sacou-se novas ferramentas e se fez isso uma vez muito próxima uma da outra. Por isso, talvez não tenha havido tempo para fazer o diálogo necessário, a conversa com todos esses setores, passou-se a impressão de que as coisas podem ser feitas de maneira a vir afetar os fundamentos macroeconômicos que estão presidindo a economia brasileira desde o Governo Fernando Henrique.

Sobre a redução dos repasses da União para os estados (FPE) e municípios (FPM), o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) realçou que esse seria um dos piores momentos, que o PT está fazendo com que os prefeitos e governadores peçam esmola. O senhor concorda com isso?

Nós temos que fazer um debate sobre a federação brasileira. Isso eu falei no congresso do partido e falei porque estamos estudando esse tema. O que é que acontece? O Brasil construiu uma federação aos trancos e barrancos, com todas as dificuldades. Nós temos países com muito mais anos que a gente e conseguiu por de pé uma federação com unidade na língua, com pensamentos, sem divisionismos, como o Brasil construiu. Então, temos uma federação construída, mas ela é imperfeita. Toda vez que tem democracia, se democratizou os meios e o poder para a base, para municípios e estados. Toda vez que faltou democracia se concentrou poder e se tirou competência. O Constituinte, em 88, pensou em fortalecer municípios e estados e anunciou isto na repartição dos tributos, na competência aos municípios. Nós somos um dos dois países do mundo que reconhece município como ente da federação. Mas a Constituição de 88 coincidiu com crise econômica sem precedentes. Essa crise exigiu uma série de mudanças, que foram desfazendo a intenção do constituinte, concentrando na União recurso e competências. De maneira que a União passou a ter capacidade de legislação concomitante com municípios e estados e a Lei Federal é maior que a estadual e municipal. Quais eram os argumentos usados pela elite brasileira? Que era crise, tem que ajustar os bancos, tem que tirar os investimentos, que a governança é precária nos estados, que os municípios só têm gestor que não sabe de nada e com isso vamos garrotear aqui e gerar equilíbrio brasileiro.

E sobre o atual cenário?
Hoje a realidade é outra. Quem mais investe no Brasil são estados e depois municípios. Hoje tem muitos casos de êxito de gestão municipal e estadual. Porque a política, a democracia, os órgãos de controle, a Imprensa livre, tudo isso vai ajudando a melhorar a vida e a governança. Se é preciso investimento para sair da crise, se teve um papel importante para Brasil crescer, todo mundo sabe que o investimento vai ter papel estratégico na saída desse momento da crise. Se não desconcentrar a renda para estados e municípios você não vai ter esse efeito. A mesma lógica que melhorou consumo. Como? Com crédito para o consumidores, com emprego, com mais rede de proteção social, isso bombou o consumo, sobretudo em áreas como a nossa, que ainda há exclusão. Se a gente quer bombar o investimento, de um lado tem que fazer com que o investimento privado tenha mais fonte de investimento no mercado, dá tranquilidade aos poupadores externos que não têm onde botar dinheiro, dizer que pode vir para o Brasil e que aqui é seguro. E de outro lado, para o investimento público acontecer tem que descentralizar, porque a União não investe diretamente, ela precisa do braço dos municípios e dos estados para investir. Como é que você vai conseguir alavancar investimentos públicos com a queda da receita que está tendo em municípios e estados? Não vai. É um debate necessário que a gente vai ter que fazer com o Governo Federal e não deve ser feito com recorte de governo e oposição, porque tem gente governando estados e municípios de tudo que é partido. Nós encaminhamos ao Governo Federal a perda de todo os estados. Pernambuco perdeu R$ 633 milhões e ficou em quarto lugar.

O que poderia ser feito com esse recurso?

Esses recursos seriam usados na Lei Orçamentária. Mesmo com um ambiente como este, vamos ter um ano de maior investimento em Pernambuco, com R$ 3 bilhões, quatro vezes mais do que a média histórica. Temos a menor taxa de desemprego, que foi reduzida a 50%, estamos chegando a perto dos 540 mil empregos gerados. Tudo que a União precisa é que os estados tenham condições de fazer isso. Foi fácil? Não foi fácil. Mas nós perdemos o equivalente a mais de uma folha. Consolidamos coisas importantes, está ai o segundo estaleiro, pronto para no primeiro semestre cortar chapa, iniciou-se a fábrica da Fiat, consolidamos os investimentos que estavam contratados, nenhum foi cancelado, mas a gente precisa que em 2013 o Brasil cresça para gente seguir esse rumo.

ROSEMARY COMPROU APARTAMENTO COM DINHEIRO VIVO

Rosemary Noronha pagou com dinheiro vivo a maior parte do valor do apartamento em que ela vive na Bela Vista, em São Paulo, segundo a escritura lavrada no 22º Tabelião de Notas de São Paulo. O valor declarado do imóvel foi de R$ 250 mil, dos quais R$ 211 mil foram pagos em espécie. A escritura foi lavrada em 11 de junho de 2010.

Rose carregou o dinheiro para quitar o negócio em sacos de supermercado, segundo uma pessoa que participou da transação e fez o relato sob a condição de que seu nome não fosse revelado. O apartamento, uma cobertura, fica em frente ao Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a pouco mais de uma quadra da av. Paulista. O imóvel tem 105,54 m de área útil e fica no mesmo edifício em que Rose já tinha um outro apartamento, transferido em 2003 por R$ 120 mil.

Na época da aquisição da cobertura, Rose já era chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e tinha estreita relação com os irmãos Paulo e Rubens Vieira. Na escritura, ela se diz assessora parlamentar. A cobertura é o terceiro imóvel comprado por Rose desde 2008, conforme certidões obtidas pela reportagem.

Os demais são um apartamento de R$ 90 mil em Santos (SP) e outro imóvel na Mooca, zona leste de São Paulo, no valor de R$ 155 mil. Um dos desdobramentos da Operação Porto Seguro, que indiciou Rose sob a suspeita de corrupção e formação de quadrilha, será a investigação de eventual lavagem de dinheiro obtido com supostos esquemas de corrupção. Mas, como os imóveis estão em nome dela, esse crime não ficaria configurado.

O pecuarista Amilcar Rodrigues Gameiro, que vendeu o apartamento a Rose em 2010, disse não se lembrar se o imóvel foi pago em espécie porque a negociação foi feita por um procurador. O advogado Celso Vilardi diz que Rose declarou a compra à Receita: “Isso prova que ela tinha capacidade financeira para fazer a aquisição. Não há nenhuma irregularidade na compra desse imóvel”.

62% DOS PERNAMBUCANOS TÊM DÍVIDAS

A inadimplência é sempre uma pedra no sapato na vida financeira dos consumidores. Essa realidade é revelada pela última pesquisa da Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio-PE), através do Centro de Pesquisa (Cepesq), em convênio com o Serviço Brasileiro de Apoio Brasileiro às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que registrou que 62,51% dos consumidores pernambucanos contraíram algum tipo de dívida. Na comparação com outros locais estudados, a Região Metropolitana do Recife (RMR) apresentou o maior indicativo, chegando a 68,79%. Caruaru alcançou 61,3%, enquanto Garanhuns (60,83%), Petrolina (59,74%) e Vitória de Santo Antão (59,12%) apresentaram índices bem próximos. A pesquisa foi feita entre os meses de novembro de dezembro.

“Esse estudo vem detectando uma forte disposição dos consumidores a fazer compras de fim de ano. O levantamento da destinação do 13º salário ratificou essa disposição, mas a avaliação do rendimento mostra, especialmente para a Região Metropolitana do Recife, que restrições impostas pelo porte e condições das dívidas deverão arrefecer em parte a propensão ao consumo”, explica o consultor da Fecomércio Luiz Kehrle. Segundo ele, esse endividamento foi gerado antes do recebimento da gratificação. “É bem provável que, ainda no fim deste mês, as dívidas caiam um pouco, devido à regularização dos pagamentos”, comenta.

Em relação ao comprometimento da renda familiar mensal, as dívidas também são maiores na RMR, atingindo 45%, superior à média estadual, que apresentou 40%. Já o menor foi apontado em Caruaru (33%), onde um terço da renda está vinculado aos gastos atuais. Os consumidores da Região Metropolitana, com os de Petrolina, são os que mais possuem dívidas em atraso, excedendo 28% da média do Estado. O menor percentual de inadimplência ocorreu em Garanhuns e Vitória de Santo Antão, em torno de 17%.

“Além de mais endividados, com maior percentual de comprometimento da renda e com mais dívidas em atraso, essas pessoas da RMR são as que mais possuem dívidas atrasados em mais de 90 dias”, explica o também consultor da Fecomércio, José Fernandes de Menezes. Em Caruaru e Garanhuns o percentual de atrasos de mais de 90 dias é inferior ao valor da RMR.

Em Pernambuco, as dívidas em atraso são financeiras (cartão de crédito, cheque especial, empréstimo e financiamento) com mais de 90% dos consumidores obtendo esse compromisso. As dívidas mais frequentes são as domiciliares (67,5%), que incluem água, luz e telefone fixo. Os compromissos escolares, planos de saúde e contas de celulares também se destacam, embora nenhum desses itens atinja mais de 20% das dívidas correntes.

PREFEITA ELEITA DE ARCOVERDE ANUNCIA SECRETARIADO

A prefeita eleita de Arcoverde, Madalena Britto (PTB), anunciou na manhã de ontem (15), em entrevista coletiva na sede da CDL local, o seu secretariado e diretores da administração indireta. Na relação, pelo menos cinco secretários da atual gestão do prefeito Zeca Cavalcanti (PTB) permanecem em seus postos (Comunicação, Turismo, Administração, Saúde e Serviços Públicos). Também foram mantidos os presidentes da Arcotrans, da AESA e a chefia de gabinete.

O vice-prefeito eleito Wellington Araújo volta a assumir a pasta de Desenvolvimento Econômico, da qual se afastou em abril deste ano para se candidatar na chapa encabeçada por Madalena Britto. As mudanças ocorreram nas secretarias de Finanças, Ação Social, Agricultura, Governo e Educação.

Durante a coletiva, a prefeita eleita marcou para o dia sete de janeiro a primeira reunião do secretariado. Madalena também falou sobre o Baile Municipal, que acontece no dia 26 de janeiro e deverá ter como atração principal o cantor Alceu Valença e a Orquestra Fernando Borges.

Confira a lista do novo secretariado de Arcoverde:

Secretário Municipal de Saúde – Dr. Adilson Valgueiro
Secretário Municipal de Finanças
– Luciano de Britto Cavalcanti
Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico –
Wellington Araújo
Secretário Municipal de Comunicação –
Paulo Edson
Secretário Municipal Administração –
Aluísio Brito
Secretário Municipal de Turismo e Evento –
Albérico Pacheco
Secretário Municipal Ação Social e Cidadania –
Andréia Karla Santos Britto
Secretário Municipal de Agricultura –
Alberto Vaz
Secretário Municipal de Serviços Públicos e Meio Ambiente –
Renato Campos
Secretário Municipal de Educação, Cultura e Esportes –
Kerley Batista Lafayette
Secretário de Governo e Articulação –
Carlos Fernando Santos de Britto
Chefe de Gabinete – Artemiza Macedo
Autarquia de Trânsito de Arcoverde (Arcotrans) –
Vlademir Cavalcanti
Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (Aesa)
– Eduardo Lafosse

CANDIDATOS A VAGAS DO IFPE FERÃO PROVAS DO VESTIBULAR 2013 AMANHÃ

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) vai aplicar no domingo (16) as provas do vestibular 2013. Os 50.882 candidatos farão o exame em 114 escolas espalhadas no estado. O IFPE oferece 6.872 vagas. A prova está marcada para começar às 9h, mas os estudantes devem chegar ao local com antecedência de uma hora. O exame termina às 12h para os cursos técnicos e às 13h para os cursos superiores. Só será possível deixar a sala a partir das 10h.

O candidato deverá levar carteira de identidade em perfeito estado, caneta esferográfica na cor preta ou azul, além do cartão de inscrição, que é indispensável para ter acesso à sala. Para imprimi-lo é só acessar o site do IFPE , usando o número do CPF e senha. O local de prova é informado no cartão.

Pela primeira vez a seleção é realizada de forma unificada. As vagas são para os campi Afogados da Ingazeira, Barreiros, Belo Jardim, Caruaru, Garanhuns, Ipojuca, Pesqueira, Recife e Vitória de Santo Antão, além das vagas ofertadas nos polos da Educação a Distância (EaD) em Caruaru, Dias D’Ávila (Bahia), Garanhuns, Ipojuca, Limoeiro, Pesqueira, Recife, Santana do Ipanema (Alagoas) e Surubim.

ESPAÇO DO INTERNAUTA

Visão

O tempo parece retroceder às décadas de 1930 e 1940, quando o Sertão do Pajeú foi assolado por uma tremenda seca, que deslocou da terra esturricada seu povo, sofrido e morto de fome. Gente desolada com o descaso que ponteava os dirigentes da época, que não enxergavam a envergadura das alterações climáticas, atingindo, assim, um grande contingente de pessoas, as quais não dispunham dos meios adequados para diminuírem os efeitos da seca.

Muita gente desapareceu em busca de outras paragens, assim como famílias inteiras que venderam suas terras, seu gado e foram tentar a sorte noutros recônditos, onde a seca não os abatessem. Alguns retornaram, outros nunca fizeram o caminho de volta, pois sem grande preparo, não conseguiam recuperar o que gastaram e a solidão fez lugar dentro da alma do caboclo caladão, expulso de seu torrão, à mercê da injustiça social que grassava nas elites dominantes.

Como a população era menor, os estragos talvez tenham sido minimizados, pois quem arribou tinha poucos animais, dizimados pela falta de água e comida. O pasto não existia, porque o sol, bufando de quente, torrava até a vontade de viver do sertanejo, matava a vergonha que o fazia mendigar e aceitar ajuda nessas épocas da escassez de chuvas. Homens intrépidos destruídos pela natureza indomável, normalmente não aceitam acordo com quem se afasta dela ou tece com as mãos a morte de sua mata, maculando a nascente de seus rios, alterando suas paisagens, com queimadas e desnecessárias derrubadas de árvores.

Árvores, que representam o Sertão, como a baraúna e o juazeiro, secam suas folhas e não abrigam do sol os animais e as pessoas, que correm para não serem queimados pelo sol escaldante.

Nos tempos atuais, há mais de nove meses que não chove. As chuvas não caíram, fato atribuído a um fenômeno climático chamado ‘o menino’ ou ‘a menina’. O sol ferve a terra e bebe o que evapora dela. O pouco de água que resta é cuidado como a maior das riquezas e, novamente, a seca joga para longe homens sofridos e com olhar esgazeados, mãos calejadas, rostos cheios de vincos, corpos secos, como seco do leito do rio. As árvores frutíferas morreram, o gado pereceu, e perece também, os pensamentos dos homens atingidos pela seca, deixando na sua boca o gosto das lágrimas derramadas, uma aguinha que ele tenta beber, porém, salobra não lhe serve. Ele, destemido e valente, fraqueja, sem poder tirar da terra o que comer, não podendo saciar a sede que o consome, e curva-se diante da majestade da mãe natureza, que não se comove com o seu sofrimento.

E o homem que vive estas mazelas, conclui que falta vontade política para corrigir os melindres da natureza. Com medidas simples, como desvio de rios, recuperação de mananciais, replantio de árvores e construção de cisternas já ajudam a aplacar o sofrimento do sertanejo.

Isso manteria acesa as cores da mata, com água borbulhante em suas fontes, o curió, o galo de campina e o azulão cantam no alto das árvores, inundando a natureza de alegria e viço, seguindo assim o exemplo de povos que vivem do deserto, como Estados de Israel e da Califórnia.

O sertanejo é teimoso com força: tira leite de pedra batida, come preá e tatu, mas não suporta ser comparado a alguém alienado, distante de seus problemas. Longe deste perfil, há o homem vigoroso, sadio, que aceita o que vem pela frente e se prepara nos dias prósperos para os dias piores, como a chuva que não vingou, o copo d’água, vazio na mão.

Nada envilece esse homem, ao contrário, torna-o forte para a labuta diária, cercado mais uma vez pela estiagem vigorosa, que se abateu sobre sua terra, tentando derrubá-lo. Esmola na estiagem, ele agradece. O que ele quer é trabalho limpo que o livre da fome, da peste e da morte.

Maria Lucia de Araújo Nogueira
Poetisa e advogada pernambucana